Tintim e a Afrodite de Ouro
Qual o Segredo para a
Eterna Juventude?

No passado dia treze de Janeiro realizou-se na sede da Nova Acrópole, em Lisboa, mais uma conferência, cujo tema era Tintim e a sua Eterna Juventude. O conferencista, Cleto Saldanha, iniciou a exposição com duas perguntas: Qual a razão para a Nova Acrópole, uma escola de filosofia, realizar uma conferência sobre um personagem de banda desenhada? Qual a ponte que se pode fazer entre Tintim e a Filosofia? A ligação é que qualquer história, quando bem efectuada, pode fazer o ser humano atingir certas realidades mais elevadas. Quando as histórias contêm os Arquétipos activam não só a parte psicológica, mas também fazem vibrar a Alma. E assim acontece com Tintim, um jovem repórter com todas as características que quase todos gostaríamos de ter. Ele é inteligente, valente, astuto, incorruptível, simples, sereno e Bom.
Tintim simboliza, essencialmente, a juventude interior. O facto da sua imagem não se alterar com a passagem do tempo representa a Alma, que vai acumulando experiências, amadurecendo e rejubilando cada vez mais com a passagem do tempo. Tintim é uma Alma Grande, e isso evidencia-se nas atitudes que tem perante os problemas que vão surgindo ao longo das suas aventuras. Tem a segurança de alguém que já passou por aquelas situações, quase não tem dúvidas sobre qual a melhor forma de actuar, não perde tempo e nunca se acomoda perante as dificuldades, nem se angustia ou perde o controlo. Os problemas não o afectam emocionalmente, e mesmo quando está em situações de risco analisa com discernimento qual a melhor solução, e rapidamente a executa. Afinal, os “Deuses protegem os audazes”!
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