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Akropolis

 

 

«Akrópolis, ‘cidade alta’ em grego, não significava apenas o espaço sagrado e espiritual da pólis, mas era fundamentalmente a expressão de um arquétipo universal que habita a alma humana, por isso, se poderão construir novas acrópoles.»

 

atenasAkrópolis, a cidade alta (ákron, alto; pólis, cidade), a parte mais elevada das cidades gregas onde se situavam os templos, teatros, tribunais, etc., ou seja, tudo aquilo que era manifestação das facetas mais espirituais da vida humana. Este espaço sagrado da cidade localizado numa elevação como símbolo da montanha que estabelece a comunicação do espírito humano com as entidades celestes e protectoras da cidade não é um exclusivo da Grécia mas sim uma ideia universal que se manifestou em diversas culturas. Encontramo-lo, por exemplo, na cosmovisão inca com o conceito de Hanan Pacha.

Na Acrópole de Atenas, considerada o coração do mundo clássico, foram encontrados vestígios de ocupação humana desde o VI milénio a. C. Esta impressionante colina rochosa encontra-se a 150 m. acima do nível do mar e foi ladeada por uma remota muralha ciclópica, ou pelásguica. Lugar sagrado desde sempre, assistiu, no período áureo clássico (450 a. C a 330 a. C), a uma renovação arquitectónica que marcaria profundamente a cultura ocidental. Foram, nessa época, esculpidos os Propileus, monumentais pórticos de entrada, o famoso Parténon, o Erecteion e o templo dedicado a Atena Nike (a vitoriosa).

 O Parténon foi construído com conhecimentos subtis de ilusão óptica e estruturado em harmonias áuricas. Construído no tempo do governo de Péricles, teve a direcção artística de Fídias, o projecto arquitectónico de Ictinos e a construção foi efectuada pela equipa de Calícrates, ou seja, foi uma emanação do «círculo mágico de Péricles». O seu interior guardava uma estátua colossal de Atena Partenos (virgem) com cerca de 14 metros de altura. Em frente ao templo havia outra estátua gigantesca da deusa Atena (21 m), a protectora da cidade que miticamente superou Poseidónis, o deus do Mar, ao oferecer aos atenienses uma oliveira. Aquele tinha feito surgir um cavalo com o seu tridente. A oliveira dá origem ao azeite, combustível das lucernas que iluminam no escuro da noite, ambiente onde o animal simbólico de Atena, a coruja, tem a propriedade de ver. Deusa da sabedoria, do trabalho nobre e da guerra justa tornou-se numa divindade marcante no inconsciente colectivo do mundo ocidental. Nas Panateneias, festividades realizadas em sua honra, todos os povos gregos se dirigiam a Atenas nessas gran­diosas cerimónias religiosas onde decorria uma procissão com Atena portando um véu mágico confeccionado pelas sacerdotisas atenienses, um pouco à maneira da Ísis egípcia.

O Erecteion com as suas Cariátides é o outro templo clássico mais conhecido da Acrópole ateniense. De estilo jónico era um símbolo de concórdia religiosa, onde ao mesmo tempo se rendia culto a Zeus, Poseidónis, Atena e Hefaistos. Pensa-se que neste lugar era rendido culto aos sagrados mistérios do passado mítico da Acrópole. Nesse sentido, no seu espaço continuou a render-se culto à serpente sagrada, animal mitológico dos reis de Atenas que aparece no escudo da deusa Atena. Para os atenienses a serpente era considerada a guardiã da Acrópole e este culto deve ter tido uma origem minóica relacionada com a deusa cretense das serpentes. O Erecteion tinha um poço com àgua do mar e quatro sím­bo­los esculpidos que representavam a terra, o mar, o vento e o fogo, onde teriam lugar mistérios relacionados com os quatro elementos.

A Acrópole mítica ateniense, associada ao seu rei Teseu, o vitorioso do Minotauro, é um arquétipo de beleza, harmonia, concórdia, espiritualidade, culto da virtude e da sabedoria, que continua a impressionar a alma profunda de muitos idealistas e humanos preocupados com um futuro melhor para a humanidade. Sem dúvida, como Teseu, temos de despertar para esse estado de consciência que é viver a nossa Acrópole interior e, num espírito de concórdia, reedificar uma nova Acrópole e ofertá-la à humanidade.

 

Paulo Alexandre Loução
Investigador e Escritor

 

«o Parténon condensa uma harmonia sobre­humana… os eixos das suas colunas encontram-se todos num só ponto a mil metros ou mais sobre as nossas cabeças. É uma pirâmide invisível. (…) O seu estilo é dórico, embora contenha também frisos jónicos. As colunas feitas de “tambores” de mármore pentélico, estriadas, não são iguais nem em altura, nem em espessura, embora componham um todo harmónico. A distância entre as colunas também é desigual. Como um maravilhoso ser vivo, o templo não é exactamente simétrico, nem as suas medidas são mecânicas, mas sim vitais, tensionadas, desiguais, o que nos dá a sensação de movimento e vida tal como um corpo humano.»

Jorge Angel Livraga
Fundador da Org. Internacional Nova Acrópole



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