Logo_NA_Verde_2013    
     
  a   a   a   a   a   a   a   a   a   a  
                             
 

Cidades Submersas

 

Os detractores da teoria da existência da Atlântida esgrimem sempre a ausência de restos que confirmem a sua existência como a prova mais fidedigna de que ela nunca existiu. No entanto, são cada vez mais numerosos os restos submersos sob as águas do Atlântico e do Pacífico.

"Estes monumentos e cidades submersas
falam por si mesmos e não podem ser
silenciados ou ignorados por mais tempo."


Como nestes casos a antiguidade está demonstrada, visto que somente poderiam ter sido construídos durante a glaciação, quando o nível do mar era mais de 100 metros inferior ao actual, a dúvida que se apresenta é sobre se estes restos são realmente construções humanas ou algum tipo de estranha estrutura natural. Quer dizer, visto que a idade é indiscutível, o que há que demonstrar é a sua origem artificial. Neste tema é onde aparece toda a problemática por parte da ciência ortodoxa e monolítica. Estes monumentos e cidades submersas falam por si mesmos e não podem ser silenciados ou ignorados por mais tempo.

A menos de 400 metros das costas de Bimini, nas Ilhas Bahamas, o Dr. Manson Valentine descobriu, em 1969, um muro rectilíneo de rochas ciclópicas. A descoberta causou um grande impacto por coincidir nas datas e lugar com a profecia do vidente Edgar Cayce, que tinha augurado que na década de 60 a Atlântida apareceria desde o fundo do Atlântico, no Triângulo das Bermudas. Dado, por outro lado, que favorece a rejeição da comunidade científica, tão céptica ante tudo o que é denominado de «paranormal».

O muro em questão está constituído por um duplo alinhamento de blocos de arenito que se estende ao longo de mais de um quilómetro, prolongando-se para cada extremo sob a areia.

Pelo seu aspecto, podia tratar-se de uma muralha enterrada ou, talvez, de uma calçada.

Os geólogos que mergulharam para o estudar asseguram que o muro de Bimini é de origem natural, como as areias da praia esquartejadas por séries de fracturas perpendiculares entre si que, actualmente, se formam em algumas praias australianas. Estas praias aparecem em costas com muito pouca inclinação, chamadas planícies de marés e onde as altas temperaturas provocam uma elevada evaporação que conduz à desidratação das areias, que terminam por se esquartejar por um sistema de fracturas que formam ângulos próximos dos 90º.

No entanto, o traçado rectilíneo do muro de Bimini, que se mantém por mais de 1 km com uma largura constante, e a sua clara separação do resto da areia circundante, não parece corresponder a uma origem natural. O seu aspecto é claramente diferente do das praias australianas. Em todo o caso, se a sua origem era natural, foi de alguma maneira transformado artificialmente pelos seres humanos. Claro que isto deve ter ocorrido quando a praia estava emersa, quer dizer, há mais de 11.500 anos.

Outros exemplos de muros e estruturas aparentemente de origem artificial foram encontrados noutras ilhas caribenhas e, inclusive, nas costas africanas, embora não tenham despertado interesse suficiente na comunidade científica para que fosse investido o necessário na sua investigação.

Outra descoberta importantíssima foi a realizada por uma expedição composta por cientistas cubanos e canadianos, dirigidos pela engenheira oceânica Paulina Zelitsky.

"A relação inevitável deste achado com a mítica
Atlântida conduziu, como era de esperar, a que os cientistas recebessem a notícia com cepticismo."

Estes cientistas (que não são propriamente mergulhadores aficionados) trabalham, há algum tempo, no projecto «Explora» em busca de restos de naufrágios. No ano 2000 descobriram (embora não tenha sido comunicado antes do ano de 2002) o que parece ser uma cidade megalítica submersa a mais de 600 metros de profundidade (entre 600 e 800 m), que chamaram «Mega».

Trata-se de um dos achados mais surpreendentes e, a confirmar-se a sua natureza, uma das provas mais inquestionáveis de que, durante a idade de gelo, existiu uma importante civilização com base no Atlântico.

Neste caso, a origem natural parece estar descartada, visto que as estruturas não aparecem associadas a falhas ou escarpas. Gabino la Rosa, chefe de investigadores do Centro Nacional de Antropologia de Cuba, assinalou que os megalitos parecem estar organizados inteligentemente e, inclusive, alguns deles estão estruturados em forma de pirâmides. Quando a equipe submergiu o robot submarino Rov, de alta profundidade, até aos 600 metros, a sua câmara focou umas construções escuras cujas estruturas recordam as pirâmides egípcias, caminhos e outro tipo de construções, numa área de mais de 20 quilómetros quadrados.

Estas estruturas megaliticas apresentam blocos de granito – material que não se encontra na ilha – que alcançam entre dois e cinco metros cúbicos, em formações circulares e perpendiculares. Há estruturas de centenas de metros quadrados, como se fossem quarteirões inteiros de edifícios. Em alguns podem-se apreciar marcas com aparência de desenhos e estranhas inscrições que recordam os hieróglifos egípcios (a outros recordam-lhes as inscrições olmecas) (NT). Neste caso a grande profundidade a que se encontra a estrutura não pode corresponder só à subida do nível do mar, mas que esta deve ter estado acompanhada de tremendas convulsões geológicas que submergiram toda a plataforma.

«Na realidade, tratam-se de umas estruturas extremamente peculiares… captaram a imaginação de todos nós», comentava o geólogo cubano Manuel Iturralde depois de ter investigado durante algum tempo o lugar do achado. «Torna-se complicado eu explicar isto desde o ponto de vista geológico».

A relação inevitável deste achado com a mítica Atlântida conduziu, como era de esperar, a que os cientistas recebessem a notícia com cepticismo. A informação sobre tal descoberta saltou para os jornais, mas ainda não para a imprensa especializada.

Por outro lado, também no oceano Pacífico se encontraram importantes e significativos restos arqueológicos afundados ou semi-afundados pelas águas. Se a ciência oficial, às fabulosas cabeças ou Moais da Ilha da Páscoa, é hoje incapaz de atribuir uma idade superior aos 1.000 anos, baseando-se no modelo de povoamento das ilhas e costas do Pacífico, a estes restos submersos é impossível datá-los com menos de 10.000 ou 12.000 anos de antiguidade. Encontramo-nos, de novo, com a rejeição na hora de aceitar uma origem antrópica para estas estruturas.

Submersas junto à Ilha de Yonaguni, na região de Okinawa (Japão) dormem umas estranhas formações rochosas em forma de zigurate, de estrutura assimétrica, formada por gigantescos degraus de pedra na sua face sul, com uma envergadura de uns 50 metros de comprimento na direcção E-O e uns 20 metros de largura na direcção N-S. A base encontra-se a um profundidade de cerca de 25 metros, enquanto o topo chega a uns 5 metros sob o nível do mar. O chamado «Monumento Yonaguni» tem superficialmente a aparência de uma plataforma parcial de pirâmide escalonada, motivo pelo qual foi comparado com diversas estruturas piramidais e com alguns templos da América, tais como o antigo Templo do Sol, perto de Trujillo, no norte do Peru.

O geólogo e mergulhador Robert Schoch, da Universidade de Boston, assegura que é uma formação natural. «Mas uma das primeiras coisas que averiguei foi que a estrutura está inteiramente formada – pelo menos até onde pude determinar – de rocha sólida ‘viva’ e que nenhuma parte da mesma está construída por blocos que tenham sido colocados ali posteriormente. Este é um ponto muito importante, já que a existência de talhas indicaria a intervenção da mão do homem na estrutura. Mas não pude encontrar ainda a dita evidência» (R. Schoch). O geólogo atribui a formação aos abundantes planos paralelos de estratificação dos arenitos que a compõem, entrecruzadas por numerosas junções e fracturas paralelas e verticais (em relação aos planos horizontais de estratificação das rochas), provocadas pelos terramotos, muito frequentes no Japão.

No entanto, o Dr. Masaaki Kimura, professor do Departamento de Ciências Físicas e Terrestres na Universidade de Ryukyus, desenvolveu um projecto cartográfico submarino do Monumento Yonaguni, de cujos resultados Kimura chegou à conclusão que o Monumento Yonaguni é, na sua totalidade, uma estrutura artificial. Se efectivamente estiver certo, Yonaguni constituiria o testemunho de uma civilização até agora desconhecida, de um desenvolvimento muito prematuro e altamente sofisticada. Fotografado perfeitamente, o monumento apresenta estruturas que se assemelham a ruas, escadas e passadiços…

Mais recentemente, o geólogo americano, reconsiderou que a estrutura era uma formação natural remodelada pelo homem, chegando a uma confluência com o cientista japonês. Talvez fosse uma pedreira de onde os habitantes da idade do gelo extraíssem blocos de arenito aproveitando a sua natural fractura.

Formações parecidas a esta encontram-se sobre a superfície, ao longo das costas sudeste e nordeste da ilha de Yonaguni, expostas às inclemências meteorológicas e à erosão, formadas em estruturas escalonadas regulares com aspecto de terraços. O Dr. Kimura acredita que algumas das formas da superfície, que Schoch interpreta como resultado natural da erosão e da climatologia, foram feitas pelo homem ou modificadas por seres humanos.

Embora a ideia de uma pedreira possa ser sugestiva, no entanto parece mais provável a utilização do lugar como templo ou espaço sagrado. Um dado interessante parece confirmar esta hipótese: há 10.000 anos Yonaguni estava localizada muito perto do Trópico de Câncer. Hoje em dia, o Trópico de Câncer está localizado a 23 graus 27 minutos de latitude norte, enquanto que a ilha localiza-se um grau completo mais a norte. No entanto, a posição do Trópico de Câncer variou ao longo dos milénios, desde os 22 até aos 24 graus, segundo um ciclo de 41.000 anos, devido à progressiva variação na inclinação do eixo terrestre. Por volta do ano 8.000 a.C. o Monumento Yonaguni estava situado muito perto do trópico e era, quiçá, a localização de um lugar sagrado alinhado astronomicamente.

Na ilha Yonaguni e em toda a área de Okinawa parece existir uma antiga tradição que consiste em modificar, realçar e melhorar a Natureza. Em Yonaguni é possível encontrar tumbas antigas (de idade desconhecida, mas possivelmente milenares) que podem comparar-se à arquitectura do Monumento Yonaguni. Distribuídas por toda a ilha abundam uma espécie de «vasilhas» de pedra aparentemente muito antigas e que foram talhadas pelo homem. Estas peças são de rocha local e continuam a ser um mistério, como ocorre com o Templo Yonaguni e com outras estruturas submersas investigadas na área de Okinawa. Sobre a antiga e perfeitamente trabalhada pedra de Yonaguni encontraram-se ferramentas que poderiam ter sido usadas tanto para modelar vasilhas assim como para modificar o monumento.

Pohnpei, a ilha mais extensa do arquipélago das Carolinas, no Pacífico ocidental, está rodeada de uma infinidade de pequenas ilhas e recifes de coral, e numa destas ilhas, situada num ângulo sudeste, encontra-se um dos maiores mistérios arqueológicos do mundo. Uma enorme cidade de blocos de basalto assenta sobre um recife de coral, cruzada por numerosos canais e formando cerca de 100 ilhotas.

A cidade recebe o nome de Nan Madol, que significa «os espaços entre». Existe um total de 92 construções, muitas delas comunicadas entre si por túneis inundados, na actualidade, pela água e pelos escombros, com um edifício central principal, rectangular, que consta de mais de 32.000 blocos de basalto, dos mais de 400.000 que se supõe que formem a cidade, e cujo peso individual ronda as 20 toneladas, embora existam estruturas que ultrapassem as 50 toneladas. Destaca-se especialmente a presença de um grande muro de quase 900 metros de comprimento, que alcança, no seu ponto mais elevado, os 14 metros.

"As lendas nativas indicam a presença de uma grande cidade submersa na zona, da qual Nan Madol seria
só a porta de entrada, a parte mais visível da mítica cidade de Kanimeiso ou Kahnihmweiso."


Ninguém consegue explicar como foi possível que, num lugar do mundo tão afastado e com tão pouca população, se desenvolvesse uma cultura capaz de construir uma cidade tão complexa como a de Nan Madol, à qual se teve de dedicar uma grande quantidade de recursos humanos e técnicos, mais próprios de outras latitudes. Embora a sua construção se considere bastante recente, apenas 700 anos de antiguidade, ninguém sabe quem foram os seus construtores. Não existem indícios que assinalem algum povo ou cultura da zona, nem existem outras construções semelhantes nas ilhas que rodeiam Pohnpei.

Como Nan Madol foi construída também é um mistério. Acredita-se que os gigantescos blocos foram transportados em jangadas de madeira de coqueiro, pois é impossível o transporte por terra, dada a geografia infernal das ilhas, desde alguma pedreira não identificada de Pohnpei. Mas não existe explicação de como conseguiram levantar os blocos de grande tonelagem sobre muros de grande altura, e muito menos de onde saiu a mão-de-obra necessária para levar a cabo uma obra tão colossal, pois ainda nos dias de hoje a população de Pohnpei não ultrapassa os 35.000 habitantes.

Não se entende como foi escolhido este afastado e tortuoso ponto de ilha principal de Ponhpei para construir esta cidade.

As lendas nativas indicam a presença de uma grande cidade submersa na zona, da qual Nan Madol seria só a porta de entrada, a parte mais visível da mítica cidade de Kanimeiso ou Kahnihmweiso (a cidade de ninguém), onde habitaram os reis do Sol. Existe uma grande quantidade de relatórios de mergulhadores que descrevem a presença nos fundos marinhos de Nan Madol de amplas zonas de construções, ruas e avenidas cobertas de conchas e corais, blocos, monólitos e outros sinais inequívocos de que Nan Madol é somente a ponta do iceberg de uma grande civilização que jaz esquecida no fundo do Pacífico.

Segundo as lendas, dois irmãos quiseram construir a sua cidade justamente ao lado da antiga cidade dos deuses, utilizando um grande dragão que limpou o fundo dos canais e fazendo voar posteriormente, com a sua poderosa magia, os blocos de basalto desde o outro extremo da ilha até à sua localização actual. Os blocos foram depositados suavemente uns atrás dos outros. Tanto é assim que os homens podiam deslocar-se sobre os blocos sem nenhum perigo enquanto eram transladados pelos ares. Esta forma mítica de fazer levitar ou voar a pedra tem grande eco noutros lugares do mundo. Podemos encontrá-la em mitos de locais tão afastados uns dos outros como o são a Ilha da Páscoa, Egipto, Tibete, Tiahuanaco, Stonehenge, etc.

 

Ana Díaz Sierra | Miguel Artola Molleman

 

 

curso_filosofia

 

 

 
 
  Nova Acrópole  
 

 
 

PROGRAMA KAIRÓS
DESENVOLVIMENTO PESSOAL

 
  Kairós  
  Vide Programa  
     
  CURSO FILOSOFIA E PSICOLOGIA
PRÁTICAS

A Sabedoria Viva das Antigas Civilizações
 
   
  Vide Programa do Curso  
 
FILOSOFIA ESOTÉRICA
Vide Programa
 

  ACTIVIDADES n.a. EM PORTUGAL  
 

a

 
  Lisboa  
  Porto  
  Coimbra  
  Aveiro  
     
  Notícias  
     

  NOVA ACRÓPOLE INTERNACIONAL  

  Anuários  
  Resoluções da Assembleia Geral  
     
  Perguntas Frequentes  
   
     
  Nova Acrópole Internacional  
     

SITES N.A. EM PORTUGAL

Porto
Coimbra
Aveiro
 

  outros cursos  

   
  Arte de Falar em Público  
  Florais de Bach  
     

  cÍrculo lima de freitas  

  Cursos de Matemática e
Geometria Sagradas

 
   
     

  REVISTA ACRÓPOLE  

   
     

  NOVIDADES EDITORIAIS  

  TÍTULOS PUBLICADOS  
   
 

 
© Nova Acrópole 2009 | Optimizado para monitor 1024X800 | Mapa do site | Webmaster