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Conan, O Senhor dos Anéis e o Afundamento da Atlântida

 

Robert_HowardO escritor texano Robert Edwind Howard, deu à luz a personagem de Conan na década da Grande Depressão norte-americana. Ele descreve-nos em que arrebatamento de inspiração foram nascendo, uma a uma, as dezenas de narrações que formam este personagem mítico: “Se bem que não chegue tão longe a ponto de afirmar que os relatos são inspirados pelos espíritos ou poderes que existem realmente – embora tão-pouco me oponha a negar nada categoricamente – em certas ocasiões interroguei-me se seria possível que certas forças ignoradas do passado ou do presente, ou mesmo do futuro, actuassem através das acções dos seres vivos. Isto ocorreu-me quando me encontrava especialmente aplicado a escrever as primeiras histórias da série de Conan. Recordo-me que durante vários meses estive totalmente sem ideias, completamente incapaz de produzir algo publicável. Depois esse homem, Conan, pareceu crescer de improviso na minha mente, sem grande esforço da minha parte, e um aluvião de relatos fluiu da minha pluma – ou melhor, da minha máquina de escrever – com grande facilidade. E não parecia desenvolver a minha fantasia, mas narrar acontecimentos que tinham ocorrido. Um episódio sucedia a outro com tal rapidez que eu quase que não conseguia manter o ritmo. Durante várias semanas não fiz outra coisa do que escrever as aventuras de Conan. O personagem tomou plena posse da minha mente enquanto escrevia a sua história. Quando deliberadamente tive a intenção de escrever sobre outros temas, não o pude fazer”.

Robert E. Howard, nas suas histórias de Conan, localiza este herói numa imaginária Idade de Hibória, há aproximadamente 12.000 anos, entre o hipotético afundamento da Atlântida e o dealbar da nossa história. Bom conhecedor das tradições platónicas e teosóficas a respeito, narra o ocaso e a dissolução de centenas de formas civilizatórias depois do afundamento do último vestígio da Atlântida – Poseidónis. Para as tradições esotéricas a nossa história emerge desde a morte e o esquecimento de milhares de outras culturas que abarcam um período de várias centenas de milhares de anos e das quais poucos fragmentos são conhecidos e identificados, a não ser os mitos e lendas, bem como as frequentes alusões directas ou indirectas ao continente submerso da Atlântida.

O nosso escritor lê nas suas “inventadas” Crónicas Nemédias fragmentos de uma história esquecida: “Saiba, ó Príncipe, que entre os anos em que os oceanos tragaram a Atlântida e as reluzentes cidades, e os anos do surgimento dos Filhos de Aryas, houve uma Era não sonhada, quando reinos esplendorosos se espalharam pelo mundo como mantos azuis entre as estrelas”. É neste período que devemos imaginar Conan a lutar e a combater monstros e criações geradas pela Natureza ou pela magia atlante – ainda viva – nos momentos de crise e dissolução para a Humanidade. O nosso herói comporta-se como um Hércules que nas suas distintas provas deve extinguir as feras ainda vivas de um mundo extinto. Ou como o herói Gilgamesh, que os textos sumérios também aparentavam com dinastias reais de origem atlante.

O vigor e a beleza do estilo de Howard, não somente nas narrações de Conan, mas também nas de outros personagens nascidos do seu “imaginário”, são prodigiosos. As histórias não aparecem “construídas” nem tecidas enlaçando os argumentos, mas sim lidas de arquivos ocultos da natureza; é tal a vivacidade que elas mostram, que se nos obrigassem a comparar o escritor a outro de “magia e espada” somente o poderíamos fazer com o Tolkien, de O Senhor dos Anéis. Sabemos que os paradigmas literários fluem e refluem e que as academias que “premeiam” os autores nem sempre acertam nem coincidem com a vontade da Natureza. E que os tocados pelo dedo de Deus, embora ignorados ou não nas universidades, pouco a pouco vão abrindo caminho e são cada vez mais aclamados e lidos por várias gerações. Não é a aclamação dos best sellers, aclamação digitada a partir dos mass media, e que perde efeito quando deixam de ser esforçadamente vendidos ao público, mas a aclamação dos povos, dos milhares e milhares, como um sino onde ressoa poderoso o badalo das suas obras e da sua inspiração, é a vox populi onde se eleva clamorosa e fervente a vox Dei. Foi assim, e não de outra maneira, que ocorreu com livros como O Principezinho, Fernão Capelo Gaivota, O Senhor dos Anéis, Conan e agora com os livros de Harry Potter. Livros que para além de narrarem factos de um mundo desconhecido, respondem a uma necessidade histórica, a uma necessidade humana, a um anseio profundo e inadiável da consciência.

Não encontraremos nas obras de Howard nem a metáfora fácil nem um culto ao decadente e ao que apodrece; tão-pouco um preciosismo literário que esfume o vigor daquilo que se quer expressar. José Rubio Sánchez, num excelente trabalho de investigação sobre Howard e sobre o personagem de Conan, recordou as páginas que In Memoriam, lhe dedicou H. P. Lovecraft e que traçam em linhas mestras o estilo da sua prosa e da sua poesia: “A poesia do senhor Howard (estranha, belicosa e aventureira) não era menos notável do que a sua prosa. Possuía o autêntico espírito da balada e do épico e encontrava-se marcada pelo batimento da rima e uma poderosa imaginação da têmpera mais inconfundível e pessoal”. Como este investigador destacou, Howard – que por pudor não o disse – fala em justiça e, sem dúvida, de si mesmo quando escreve: “Os pequenos poetas cantam sobre coisas pequenas; sobre esperanças, alegrias e fé; sobre pequenas rainhas e reis de brincadeira, sobre amantes que se beijam e se unem, e sobre modestas flores que se curvam ao Sol. Os grandes poetas escrevem com sangue, lágrimas e agonia que, como as chamas, devoram e arrasam. Alcançam a cega loucura com as suas mãos, na noite; sondam os abismos que representam a morte; arrastam-se pelos golfos onde serpenteia a loucura, e loucos e monstruosos pesadelos que querem destruir o mundo”.

Howard escreveu ou esboçou mais de duas dúzias de relatos de Conan, dos quais se publicariam dezoito durante a sua vida ou pouco depois da sua morte. Fragmentos póstumos seriam completos por outros autores e amigos seus, como L. Sprague de Camp e Lin Carter. Howard reconstrói na sua imaginação a forma como estariam configuradas as terras que posteriormente seriam a Europa, a Ásia e a África antes do último grande cataclismo – ocorrido, segundo Platão, há 11.500 anos. Recria nomes de cidades, cenários, costumes, cultos, armamentos, estranhos conhecimentos de magia, etc, nesta espécie de mapa imaginário e é evidente que aqui mistura tudo sem pudor.

mapa_era_hiboriana
Mapa da Era Hiboriana de Conan

Nota-se que tão-pouco quer – de modo algum – comportar-se como historiador, mas sim criar um quadro que lhe seja útil para a torrente de inspiração e de aventuras que supõem as andanças do seu herói. Há muitos elementos das suas narrações que não coincidem com aquilo que as tradições esotéricas referem, porém existem outros que alcançam tal precisão nos detalhes e profundidade nas suas apresentações e descrições, que não podem senão deixar estupefacto o leitor avisado. Como, por exemplo, este fragmento do seu ensaio “Era Hiboriana”, relacionado com os cenários e tradições nos quais se entronca a existência de Conan: “Nações inteiras desapareceram na águas… O reino continental dos atlantes, à semelhança do anterior, pôde escapar da destruição e até ele chegaram, em barcos, milhares de homens da mesma raça procedentes das terras que tinha ficado submersas… Entre os bosques montanhosos do noroeste vagueiam bandos de homens – hominídeos carentes de linguagem humana, que não conhecem o uso do fogo nem utilizam ferramentas. São descendentes dos atlantes, afundados novamente no penoso caos da bestialidade selvática de onde, em épocas passadas, os seus antecessores tinham conseguido sair com tanta dificuldade…

Um dos ensinamentos que Howard nos recorda nas suas obras de Conan é o da ascensão do homem desde o seu estado animal, devido a conhecimentos e impulsos divinos procedentes desde as mais altas esferas; e por um esforço humano em assimilar o fogo mental recém-nascido. Mas Howard também ensina que quando não se vela e se protege esta condição humana, este fogo espiritual, esta dignidade enraizada no profundamente moral, que é o mesmo que dizer no profundamente humano, o homem pode degradar-se numa espécie de alquimia inversa. Alquimia satânica que, mutando e degradando as almas, muda e degrada as formas que a albergam, fazendo com que os seres humanos possam converter-se primeiro em humanóides amorais, e depois, quando o caos dissolve as formas civilizatórias, em bestas carentes de razão e de linguagem, “homens-macaco carentes de razão e de linguagem, que não conhecem o uso do fogo nem utilizam ferramentas”.

Não podemos senão compará-lo – é evidente que Howard conhecia estes ensinamentos, já que a sua mãe era teósofa e conhecedora, portanto, dos mesmos – com outros fragmentos que Helena Petrovna Blavatsky recompilou de textos do Kangyur e do Tangyur, o cânon religioso tibetano, unidos aos comentários esotéricos de arquivos ocultos que, em finais do século XIX, estavam sob a custódia do Panchen Lama na sua Escola Esotérica de Tsi-Ga-Tse. Os textos religiosos em que são expostos estes mesmos ensinamentos de um modo velado saíram à luz, os comentários esotéricos continuam sem ser conhecidos, salvo os fragmentos ensinados por Blavatsky.

Podemos, também, enumerar algumas das tradições e conhecimentos de magia que foram atribuídos aos Atlantes, algumas delas já mencionadas por Platão e outros autores clássicos; e outras procedentes da tradição teosófica: por exemplo o trono de pedra negra, talhado sobre um penhasco monolítico em “O ser da cripta”, é atlante. E atlante é, também, o gigante, um rei, ou um grande guerreiro, diz Howard, que está sentado sobre este trono e que se confronta com Conan.

conan_homem_elefanteA denominada Torre do Elefante, num conto do mesmo nome e em que, curiosamente, é descrita uma torre semelhante à de Isengard de O Senhor dos Anéis, é também de natureza atlante. Nesse conto o curioso personagem Yag, com cabeça de elefante como que a evocar o deus indiano da sabedoria Ganesha, procedente de uma estrela, diz:
Contemplámos como os oceanos se elevavam e submergiam Atlantis, a Lemúria, as ilhas dos Pictos e as brilhantes cidades da civilização. Depois vimos os sobreviventes dos reinos dos pictos e de Atlantis construir o seu império da Idade da Pedra, e depois voltar à ruína entre guerras sangrentas. Vimos os pictos afundarem-se nos abismos da selvajaria e os atlantes a regressar ao nível de macacos”.

Este personagem, Yag, que permanecia acorrentado no seu corpo pela magia negra, suplica a Conan que lhe liberte com estas palavras: “A vida do homem não é a vida de Yag, nem a morte humana é a de Yag. Liberta-me desta destroçada caixa de carne cega e voltarei a ser de novo Yogah de Yag, o refulgente, o precocemente coroado, com asas para voar, pés para dançar, olhos para ver e mãos para acariciar”.


É também próprio do orgulho atlante certos comportamentos e palavras na boca de Conan, como quando afirma: “O dia em que não me possa suster sozinho, será o dia da minha morte”. Na obra “A mão de Nergal”, um dos escritos mais belos e misteriosos da saga de Conan, não é difícil reconhecer nos gigantescos vampiros semi-etéricos, arautos do mais indescritível terror, aos Magdull ou cavalgaduras dos Senhores das Sombras, do Senhor dos Anéis. Aqui combatem as forças desatadas dos talismãs mágicos, talismãs que parecem encontrar-se e reencontrar-se em diferentes momentos dos ciclos históricos do Homem, talismãs que encobrem poderes e combates para os quais os assuntos e os corações humanos são somente cenários. Aqui se enfrentam a Mão de Nergal, que cristaliza e expressa a própria raiz das sombras que se atiram sobre a Alma humana, e o Coração de Tamuz, que reúne em si e liberta a própria essência e luz das estrelas mais longínquas.

Recordemos que nas religiões da mesopotâmia, Nergal é Marte, que rege o princípio do desejo, passional, da alma humana (principio que temos em comum com as bestas); Tamuz é, numa chave, Vénus, símbolo da sua mente pura, da sua razão não contaminada pelo material. Estes dois princípios no Cósmico são representados pela estrela Sírio, azul e uma estrela vermelha… respectivamente. A primeira é chamada na tradição egípcia o olho direito do Deus Anubis.

Talismãs que se procuram para combater entre si, talismãs para quem os homens que os transportam são somente os seus apoios na terra. Mergulhemos na imaginação de Howard!:

A Mão de Nergal emitia uma fulgurante radiação maligna e escura, como o brilho do ébano Pulido. O fedor do inferno era o seu aroma, e o frio do espaço interestelar era a estremecida sensação do seu contacto. Perante o seu avanço, as chamas das tochas debilitavam-se. O fulgor escuro aumentou e foi emitindo ondulantes tentáculos de uma negrura radiante.
Mas o Coração de Tamuz elevava-se num halo de glória dourada que formou uma nuvem cegante de fogo ambarino. O calor de um milhar de arroios quentes fluía da pedra contrariando o frio glacial, e uns raios de intensa luz dourada surgiram rumo à obscuridade de Nergal. As duas forças cósmicas encontraram-se e lutaram (…)
A neblina dourada de Tamuz era agora um resplendor gigantesco, de brilho cegante, que tomava uma forma humana semelhante em magnitude aos colossos de pedra que mãos esquecidas tinham talhado nos montes de Shem, em épocas pretéritas.
A obscura força de Nergal também alcançava dimensões ciclópicas. Era agora como um ser brutal, disforme, corcunda, parecido com um enorme símio. Na sua bestial cabeça brilhavam dois olhos verdes, rasgados e malignos…

Nesta história também é notável o aparecimento de duas esferas que permitem ver à distância, esferas que Blavatsky já descrevera como estando ligados à ciência atlante e que também em O Senhor dos Anéis se convertem em protagonistas…

Formam parte também da magia atlante as estátuas animadas, gigantescos ídolos em pedra ou metal que, segundo, as narrações egípcias, determinavam com os seus movimentos quem ia ser o faraó. Platão, num dos seus Diálogos, diz que na antiguidade era necessário encadear as estátuas dos deuses para que não se movessem e, desde logo, não nos é fácil saber a que se refere o sábio grego. Howard desenvolve magistralmente este tema e no fértil terreno do seu imaginário é-lhe fácil dotar de vida os ídolos gigantescos contras os quais o nosso herói deve lutar. Sempre resta a dúvida, e como diz Shakespeare em Hamlet, há mais coisas entre o céu e a terra do que pode sonhar a nossa vã filosofia; e ante o que se conhece, seja quanto for, sempre se estenderá o abismo daquilo que se ignora.

Conan_gigante_geloE se algumas das histórias de Conan nos resultam estranhas e admiráveis, quando o próprio Howard quer superar ainda o admirável para chegar à terra do incrível, ele mesmo esfuma a certeza da história fazendo acreditar que tudo foi somente um sonho. Isto ocorre com uma das histórias mais belas e inspiradas da pluma de Howard. Depois de combater numa batalha sangrenta, Conan persegue, não sabemos se no mais além da vida, ou num estado de sonho, a “Filha do Gigante de Gelo”. Parece uma Valquíria que desceu no campo de batalha para recolher e levar para Valhalla o mais bravo dos heróis. De sonho é o seguinte diálogo, onde ela diz:

“— O meu povo encontra-se mais além do que tu podes percorrer a andar, Conan da Ciméria — declarou ela, e voltou a rir.

Depois, estendeu os braços e balanceou-se diante dele, com a cabeleira a oscilar sensualmente e os olhos a brilhar entre as sedas das suas pestanas.

— Sou ou não sou formosa, estrangeiro?
— És, tanto como a alvorada que brinca sobre as águas do manancial — murmurou Conan, e o seu olhar tornou-se intenso como de um lobo (…)

Quando o sol se pôs, o céu refulgiu por cima da cabeça de Conan com estranhas combinações de luzes e de cores. Agora a neve tinha um brilho fantasmagórico; tão rapidamente era azul, como carmesim ou de um frio tom prateado. Através daquele reino flutuante de magia seguiu Conan a avançar com a inquebrantável determinação, envolvido numa neblina subtil, em que a única realidade era o branco corpo que bailava sobre a neve mais além do seu alcance…, sempre mais além do seu alcance”.

Outra história memorável é “A Rainha da Costa Negra”, onde Conan encontra aquele que será o seu grande amor, embora um destino trágico logo se abata sobre a sua mulher guerreira, Belit. Nas supostas Crónicas Nemédias lemos, na canção de Belit (que significa “A Senhora”):

Conan_BelitAcreditai em mim, os verdes brotos despertam na Primavera, e o Outono pintas as folhas de fogo sombrio.
Acreditai em mim, eu ainda conservo virginal o meu coração,
Para derramar sobre um homem os meus cálidos anseios

Sensual, imperial e vivaz a dança de Belit, “a Rainha”, dança com a qual se une amorosamente a Conan, numa descrição que teria servido, por si só, para merecer um Nobel da Literatura; mas já sabemos quem reconhece a chama do génio são mais as multidões e os corações simples, do que as academias:
“— Lobos de mar azul, contemplai a dança do acasalamento de Belit, cujos país foram reis de Asgalun!

E dançou como um redemoinho no deserto, como uma vivaz chama, como o impulso da criação e da morte. Os seus brancos pés roçavam suavemente a coberta empapada de sangue, e os moribundos esqueceram as suas feridas, enquanto contemplavam a dança da jovem. Então, enquanto as estrelas se assomavam tenuemente através do veludo azul do anoitecer, fazendo do seu corpo uma difusa chama de marfim, Belit lançou um grito agudo e atirou-se aos pés de Conan. O cego desejo do cimério fê-lo esquecer o mundo, quando apertou a esbelta figura branca contra as negras placas da sua couraça”.

São também feitiçaria de origem atlante os encantamentos que sussurrando misteriosas melodias, traçando figuras geométricas no solo e derramando essências e perfumes, permitem convocar os génios da natureza, alguns deles pavorosos se os víssemos ou pavorosos se se fizessem visíveis, como o que é descrito na história “Um focinho na escuridão” e em outras histórias de Conan.
Definitivamente, todas as histórias de Conan mostram a vitória do indivíduo, do herói, sobre tudo aquilo que degrada e massifica, como se o herói fosse o duro metal de uma espada que forja o destino através das dificuldades, como se o herói, ou seja, o ser interior, fosse a espada que Howard descreve em “O ser da cripta”:

Logo, o olhar de Conan se deteve na grande espada que repousava atravessada sobre os joelhos ossudos do gigante. Era uma arma perturbadora, um espadãocom uma lâmina com mais de um metro de comprimento, feita de ferro azulado e não de cobre ou bronze, como seria de esperar devido à antiguidade dos restos. Bem pode ter sido uma das primeiras armas de ferro que a mão de um homem empunhou (…)
Pegou na espada e sentiu o seu peso. Era tão pesada como o chumbo; uma arma de eras pretéritas. Talvez algum fabuloso herói a tivesse empunhado; um lendário semi-deus como Kull da Atlântida, rei da Valúsia nos tempos em que a Atlântida ainda não se tinha afundado sob a inquieta superfície dos mares…
O rapaz brandiu a espada sentindo que o seu espírito se preenchia de poder e que o seu coração batia mais depressa com o orgulho daquela posse. Deuses, que arma! Com semelhante espada não existiria destino, por mais elevado que fosse, ao qual um guerreiro não pudesse aspirar! Com aquela espada até um jovem bárbaro que tinha chegado seminu das rudes terras cimérias podia abrir caminho através do mundo e vadear rios de sangue até alcançar um lugar entre os mais altos reis da terra!

 

Conan_Barbaro

 

José C. Fernández
Director Nacional da Nova Acrópole


 

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