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Giordano Bruno; o Visionário Esquecido do Renascimento

 

Filósofo, astrónomo e matemático foi importante pelas suas teorias sobre o Universo infinito e a multiplicidade dos sistemas siderais.

Era dono de uma personalidade muito peculiar: frade impaciente e rebelde perante os limites internos da sua vocação de regular, desmascarador e satirizador de superstições e hipocrisias (religiosas e mundanas), filósofo inspirado e polémico, sensível ao conflito das heranças e das vigências culturais.

Houve várias áreas que Giordano Bruno abarcou com o seu pensamento, este trabalho focará mais a sua Metafísica, a sua concepção do Universo e a sua Arte da Memória.

 

Vida

Giordano Bruno nasceu em 1548 numa povoação em Nola, reino de Nápoles com o nome de Filippo Bruno. Aos 13 anos começou a ir à escola no Mosteiro de São Domingos, lugar famoso, pois tinha sido ali que São Tomás de Aquino tinha vivido e ensinado. Recebe o hábito de São Domingos aos 17 anos mudando então o seu nome para Giordano, decorria o ano de 1565. É ordenado sacerdote em 1572, continuando no mosteiro para continuar os seus estudos de teologia que termina em 1575.

Para além dos estudos normais de escolástica, baseados nas obras de São Tomás, estudou também Aristóteles, assim como os seus comentadores árabes e hebreus, como Averroes e Ben Gabirol. Mas não se limitou somente a esses pois houve uma pleiade de autores a que Bruno deu atenção, tais como: Virgílio, Lucrécio, Cícero, Ovídio, Séneca, Raimundo Lullio, Heráclito e Demóstenes. Porém as influências mais fortes vêm da filosofia de Platão e de Plotino, do conhecimento astronómico de Copérnico e do saber de Hermes Trismegisto, difundido por Marsiglio Ficino.

Tinha um carácter frontal e nada reticente e isso fez com que fosse processado no convento onde se encontrava, pois não se coibia de emitir opiniões que chocavam com os ensinamentos dados pelos mestres. Foge do convento e mesmo da sua povoação natal, peregrinando por várias cidades de Itália antes de partir para o estrangeiro.

A primeira paragem fora de Itália foi Genebra, onde abandona o hábito de monge. Ganhava a vida a fazer revisão de textos. Porém, fica pouco tempo lá, pois é obrigado a fugir devido ao facto de ter atacado violentamente os argumentos de um distinto professor catedrático da cidade.

Passa por Lyon e radica-se em Toulouse onde recebe o doutoramento em Artes e uma cátedra em Filosofia. Escreve um livro Clavis Magna (A Grande Chave), sobre as teorias de Raimundo Lullio. É novamente obrigado a sair de uma cidade, pois é violentamente atacado pelos aristotélicos por causa de uma obra sua entretanto publicada.

Entre 1581 e 1583 tem uma estadia em Paris. Dá várias conferências e encontra um protector na pessoa de Henrique III. É nesta cidade que publica várias obras como por exemplo: De Umbris Idearum, (“A sombra das idéias”) logo seguido por Ars Memoriae (“Arte da memória”) -  nestes livros ele sustentava que a idéias eram somente sombras da verdade - e De architetura et commento artis Lulli (“Sobre a Arte de Lúlio e comentário”). Resolve partir para Inglaterra, onde passa a maior parte do ano de 1583.

Em Inglaterra, dá várias conferências em Oxford, mas tem disputas ferozes com os teólogos e gramáticos dessa instituição que o obrigam a refugiar-se na embaixada francesa. Porém, o período em Londres foi muito produtivo. Começou a escrever os seus diá-logos italianos, que constituem a primeira exposição sistemática da sua filosofia. São seis diálogos, três cosmológicos - sobre a teoria do universo - e três sobre moral.

Volta novamente para Paris permanecendo lá dois anos. Passa posteriormente por Praga, Helmstedt e Frankfurt antes de regressar a Itália, mais precisamente a Veneza a convite de João Mocenigo, que desejava aprender as suas técnicas mnemónicas.

Em maio de 1592, Bruno havia terminado um trabalho e preparava-se para viajar a Frankfurt para publicá-lo, quando se viu trancado por Mocenigo nas suas acomodações no sótão da casa. Desapontado com as lições privadas de Bruno sobre as técnicas mnemónicas que em nada ajudaram sua precária memória, além de se considerar atraiçoado por não conseguir o milagre esperado, Mocenigo também ficou ressentido com a intenção de Bruno de voltar para Frankfurt para publicar seu novo trabalho. Depois de prendê-lo, Mocenigo denunciou-o à Inquisição Veneziana por suas teorias heréticas.

Levado pelo Santo Ofício com todos os seus papéis, Bruno defendeu-se admitindo alguns erros teológicos menores, insistindo, no entanto, nos seus postulados básicos. Parecia que tudo ia a favor de Bruno, porém a Inquisição Romana pediu a sua extradição. É transferido para as masmorras em Roma no ano de 1593. Um novo processo é iniciado, no qual o interrogam sobre questões dogmáticas, heresias e outras matérias. O processo, que incluia tortura física,  prolonga-se por sete anos.

Durante os sete anos de julgamento, Bruno defendeu-se negando qualquer inte-resse particular em questões teológicas, reafirmando o carácter filosófico das suas afirmações. Foram-lhe dadas duas oportunidades para se retractar, mas ele não o fez. É então condenado a morrer na fogueira, o que acontece no dia 17 de Fevereiro de 1600.

Quando a sentença de morte foi lida para ele, ele dirigiu-se aos juizes dizendo: “Talvez vocês, meus juízes, pronunciem esta sentença contra mim com maior medo do que o meu em recebe-la.”

 

A Metafísica e a Cosmologia de Bruno

 Giordano Bruno não era uma personagem simples. Era um filósofo polémico, impaciente, rebelde e sem temor em enfrentar os dogmas da sua época. Considerado por uns como um mártir da ciência, por outros como um revolucionário político, Bruno representa acima de tudo o idealista capaz de ir até ao fim para defender as suas ideias.

No fim do séc. XVI vivia-se o último período do Renascimento e a Contra-Reforma. Galileu formulava as suas leis da gravidade, descobria os satélites de Júpiter e dava a conhecer as teorias revolucionárias de Copérnico. Era, no entanto, uma época em que as concepções de Aristóteles não podiam ser contrariadas, pois os poderes eclesiásticos e escolásticos não o permitiam.

Nada porém que impedisse Giordano Bruno de apresentar as suas teses.

Bruno afirmava que “causa e princípio eram o que constituíam as coisas”, querendo com isto afirmar que só com as concretizações dos pensamentos é que as coisas se manifestam. As coisas, no entanto, não são constituídas pelo pensamento, pois este não tem limites, enquanto que as coisas entendem-se pelos seus limites. Sem essas restrições as coisas não existem.

Como causa e princípio do mundo, Bruno apresentava a substância divina. Como o cosmos é uma unidade metafísica é necessário que exista uma só substância. Ela é Princípio porquanto todas as coisas são depois dele, é primeira causa porquanto todas as coisas são distintas dele. Assim princípio será aquilo que intrísecamente concorre na produção da coisa, permanecendo no efeito; pelo contrário causa será aquilo que concorre desde o exterior na produção da coisa e cujo ser está fora da composição.

O conceito de Deus, na filosofia bruniana (que é estritamente natural), é substituído pelo de Alma do Universo, que é aquela que dá vida e animação, fazendo parte intrínseca e formal deste. No aspecto em que essa Alma rege e governa o Universo ela não faz parte do mesmo, não é princípio mas sim causa. A Deus como criador do mundo não o podemos conhecer a não ser através da subs-tância divina que permanece no Universo.

Bruno também se refere ao Entendimento Universal, que é a faculdade mais real e própria da Alma do Mundo. Dirige convenientemente a natureza na produção das suas espécies. Também é referido como o artista interior, porque ele dá forma e figura à matéria desde dentro.

Antes de entrar na dissertação bruniana do mundo, convém explicar o seu conceito de matéria. Para Bruno a matéria era um escuro complexo, animado, do qual saem todas as coisas. A matéria sem forma é a origem de todo o material junto com uma forma. É através dela que Alma do Mundo (a forma produtora das formas) se manifesta. Por isso, todas as formas naturais saem da matéria e a ela retornam, pelo qual nada é mais cons-tante do que a matéria.

Da mesma forma que os seus membros, o mundo está animado. O espírito, a alma, a vida encontra-se em todas as coisas, enchendo toda a matéria. Ele distingue na substância, como princípio, a forma e a matéria. Assim, apresenta três possíveis formas que oferecerão diversas coisas no mundo:

• a forma material: que é uma forma primeira, que informa, se estende e depende. Está em tudo. E porque se estende comunica a perfeição do todo às partes.

• outra forma que informa e depende, mas não se estende. Dá perfeição e está em todos os objectos e em cada uma das suas partes. Não transfere o acto do todo às partes.

• outra ainda que dá acto e perfeição: está no todo e em toda a parte, não se estende nem é dependente nem tão pouco comunica.

Toda a matéria é regida pelo Entendimento Universal, que como faculdade da Alma do Mundo, é uma substância.

A matéria universal de Bruno era infinita levando-o a afirmar que em outras partes infinitas deviam existir inumeráveis mundos. Resumindo o Universo de Giordano Bruno era uno, infinito e imóvel.

A Arte da Memória

O principal interesse de Bruno, com a arte da memória, é reflectir as formas e as imagens da natureza mediante vestígios ou sombras no espelho da natureza que é a mente, fazendo-o de tal maneira que se propicie a síntese do complexo manifesto para chegar à verdadeira unidade da Alma do Mundo.

A unidade complica-se nos contrários que se encontram nela. Para conhecer a substância, o homem, deve conhecer o ponto de união da diversidade manifestada e ir-se elevando até chegar à unidade. A escala pela qual a natureza desce à produção das coisas é a mesma pela qual o entendimento sobe para o conhecimento delas. Assim Bruno observa que havendo uma só unidade no mundo, também é necessário que exista um só  princípio de subsistência para todas as coisas que são subsistentes.

É esta teoria do conhecimento que põe as bases da sua magia, que é o corolário prático do facto de ter conhecido como se comporta a natureza. A magia pressupõe que as forças que participam na formação da natureza, podem ser usadas pelo operador que as saiba capturar e manejar. Para se conhecer os se-gredos da natureza devem-se observar os máximos e os mínimos dos opostos. O facto de se saber separar o oposto depois de ter achado o ponto de união é Magia.

A memória mágica de Giordano Bruno pretende, deste modo, possuir ordem, conexão, composição e governação de todas as coisas, da relação entre o superior e o inferior; do material e do espiritual e da sua recíproca conversão que implica a subida e a descida pela escada do ser.

Por isso, a memória pretende ensinar o caminho que o indivíduo possa ascender das sombras das trevas até às sombras da luz, da ignorância até ao conhecimento. Através de determinados artifícios imaginativos de ordenação e encadeamento combinatório de espécies, este método ensina a contrair o múltiplo no unitário.

A Arte da Memória conjuga dois aspectos: o lugar e a imagem.

A mente para poder realizar a reforma de Bruno necessita de uma base real onde possa ordenar as imagens que consegue captar da natureza.

Cícero expõe desta maneira:

“... as pessoas que desejem educar esta faculdade têm de seleccionar lugares e têm de formar imagens mentais das coisas que desejam recordar, e armazenar essas imagens nos lugares (que já têm dispostos na memória) de modo que a ordem dos lugares assegure a ordem das coisas...”

Se é certo que a mente é um reflexo da natureza, então o espaço da mente tem uma correspondência com o espaço real. A cosmologia bruniana oferece uma imagem do mundo como possibilidade de espaço. Ele explica que o Universo não está num lugar determinado, mas que é ele mesmo a possibi-lidade dos lugares todos na sua concreção numeral; todos os lugares são casos acidentais do universo. Se assim não fosse, se pudéssemos fixar limites, deveríamos reconhecer que não há possibilidades infinitas de condições das coisas. Assim, estebelecendo uma corres-pondência entre o macrocosmos e o microcosmos, a mente humana é a condição de possibilidade dos pensamentos ou imagens e ela mesma como algo sem limites permite uma ordem, a que exige o conhecimento.

Temos deste modo as bases sobre as quais se desenvolve a arte da memória de Giordano Bruno cujo interesse é diverso: desde estruturar os conteúdos do pensamento, até reformar  e arquitectar o psiquismo, passando pela compreensão da mente humana. A memória de Bruno apresenta-se não só como um compêndio de dados ou uma simples utilidade para recordar as coisas, é também uma visão total do mundo e da sua ordem que favorece a acção mágica.

Existem, pois, dois elementos a tratar: a imaginação e o espaço, para ver como a natureza se vai formando na mente.

Estas são as conclusões e justificações de Bruno em relação à sua criação.

Se a natureza proporciona um espelho plano das ideias metafísicas ou divinas, também por meio da arte floresce e resplandesce a luz das regras no horizonte do raciocínio. A reflexão humana, concretizada nas imagens e signos é o espelho que reproduz os signos da natureza. A arte da memória de Bruno equi-vale à construção de um espelho mental que mediante rara magia alojará o rosto do Universo. Por isso o átrio, unidade elementar do lugar na arte da memória, é a terra e o olho. O átrio reproduz na sua constituição os pontos cardinais reais e astrológicos da terra, e é no átrio que vemos as imagens das coisas. O átrio todo e todos juntos formam o espelho da natureza, o seu centro é pois o olho que vê.

Se a mente humana é concebida como um olho e um espelho, a imaginação como faculdade de trazer imagens, sombras ou signos à consciência resulta de grande importância.

Bruno afirmava que a alma jamais se instrói sem o concurso de uma imagem, daí que, quando contemplamos intelectualmente,se contempla ao mesmo tempo alguma imagem, pois as imagens são como sensações só que sem matéria.

Portanto, a imaginação faz parte da tarefa do conhecimento. E é devido à capacidade de formar imagens que a imaginação concede ao homem, é que existe a possibilidade de subir pela escada do conhecimento. Aliás, a limitação do homem radica precisamente no poder da visão. O homem não pode ver-se a si próprio, pois então ele seria todas as coisas, e fica somente nele a contemplação das imagens na sua mente. Daí a necessidade da imaginação no acto de nos entender e de entender o mundo.

Explica-se de seguida a configuração do edifício de imagens dentro da mente, o elemento fundamental da sua arte da memória.

O edifício é um conjunto de átrios. Este átrio é de forma quadrangular que se subdivide em compartimentos segundo os pontos cardinais. Sobre estes compartimentos criados continua-se a subdivisão até um total de 24 lugares que se numeram alfabeticamente com as 24 letras do alfabeto latino. Este serão os lugares principais que se ampliam acrescentando novos lugares secundários. Existem também 24 átrios que se ordenam como os lugares do átrio, formando deste modo um Superátrio. Depois introduzem-se as imagens em cada um dos lugares do 24 átrios.

Figura do átrio. Tem uma forma quadrangular como o ars quadrata clássico. A representação dos pontos cardeais dividem o átrio segundo os ângulos que forma o cruzamento das suas linhas - oriental , ocidental, meri-dional e setentrional. O quadrado proporciona outros quatro lugares, laterais que limitam com os espaços angulares. Este convertem-se em 24 lugares se se delimita uma direita e uma esquerda. Em cada um destes 24 lugares coloca-se uma imagem-palavra cuja inicial estabelece uma ordem alfabética.

Os átrios (ars quadrata) inscrevem-se numa série de círculos (ars rotunda). Estes círculos maiores são os âmbitos de referência e de título. Convém explicar que a arte de memória como método se divide da mesma maneira que uma linguagem, isto é, em: morfologia, sintaxe e semântica. Cada uma destas partes contém as suas regras e elementos particulares, sendo que, em conjunto, como linguagem, permite a possibilidade de articular cada aspecto de um nível inferior no imediatamente superior até percorrer a escala do conhecimento. Atrás falou-se da configuração do edifício, que forma parte da sintaxe.

Agora entra-se no caminho da semântica, pois é ela que dirige e titula a morfologia-sintaxe mediante os doze deuses da mitologia romana que têm significado segundo os seus domínios. O sistema é complicado pois cada deus tem a sua cúria e as suas imagens particulares, sendo que são estes doze príncipes os classificadores por temas do sistema e por eles como num índice, podemos usar a arte completa. Bruno considerava esta linguagem dos deuses não como um idioma da humanidade nascente, mas sim da humanidade perfeita. Era a memória do tempo intemporal e não a memória de uns tempos remotos.

Hoje em dia existem pessoas que utilizam a arte de Bruno, mas comprova-se que estas pessoas, apesar de terem uma prodigiosa memória, não deixam de ser simples, pois são incapazes de esquecer as diferenças. Assim sendo não podem construir conceitos e sem esses conceitos não existe pensamento simbólico.

A arte da memória que reproduzem os nossos computadores ou os nossos sistemas de armazenamento da informação, não podem ir para além das imagens. A nossa mente não é um armazém, um espaço de lugares onde possamos depositar imagens de modo a podermos recorrer a elas tantas vezes quantas queiramos. Podemos consi-derá-la mais como um processo de recriação. Necessitamos de imagens, mas também de as agrupar em conceitos, categorias e de as associar com valores que para nós signi-fiquem o conveniente ou o perigoso, o doce ou o amargo, o bom ou o mau.

Conclusão

Bruno esforçou-se em compor um novo cosmos, no plano físico, no moral e no religioso, e legou-nos um método de criação de ordem. Não teve medo das autoridades da sua época que condenavam todo o saber que fosse contra os dogmas por eles implantados. Lutou até ao fim pelas suas ideias, sacrificando mesmo a sua vida. Saibamos aproveitar o grande legado deste prodigioso filósofo que com a sua chama abriu caminhos que só agora começam a ser valorizados.

 

Cleto Saldanha
Investigador e Formador da Nova Acrópole

 

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