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Micenas

 

 

É inesquecível essa paisagem austera [de Micenas], onde se ergue a antiga Acrópole, rodeada dos seus famosos muros ciclópicos. - Jorge Angel Livraga 

 

micenasTudo indica que os micénicos terão vindo do norte da Europa constituindo no território grego uma cultura místico-guerreira de claro pendor iniciático. Aí receberam grande influência cultural cretense, bem visível nas formas artísticas, que na época tinham um fundamento mistérico-religioso. 

O seu declínio no final do II milénio a. C., tal como aconteceu em Creta, está associado à invasão dos Dórios. Da sua história mítica inspirou-se Ésquilo para escrever a imortal tetralogia Oresteia e, antes, o próprio Homero para escrever os seus grandes poemas épicos, a Ilíada e a Odisseia. A civilização micénica recorda-nos a célebre Guerra de Tróia e a família dos Atridas, cujo seu rei, Agamémnon, liderou os exércitos dos aqueus que, ao fim de dez anos de combates, conseguiram derrotar os troianos graças à astúcia de Ulisses inspirado pela deusa Atena: o célebre Cavalo de Tróia. 

A cidade de Micenas é um dos lugares mágicos mais importantes do território grego não deixando indiferente todo aquele que procura o mistério com autenticidade. Das suas peças de arte, das ruínas da sua acrópole, dos seus tholos gigantescos emana uma força arcaico-mistérica que nos lembra a arêtê (virtude, virilidade espiritual, poder interno) dos velhos guerreiros-iniciados. E esconde o velho enigma narrado por tradições de quase todos os povos: a da existência de uma antiquíssima raça de gigantes. Na análise das suas muralhas, encontram-se partes construídas com monólitos ciclópicos e muitas outras com pedras de dimensão inferior. Quer dizer, não são construções da mesma época e a própria tradição destes protogregos refere construções erguidas pelos gigantes cíclopes. Os trechos de muralhas ciclópicas recordam imediatamente a muralha com grandes semelhanças da forta­leza de Sacsayhuaman do Perú pré-colombiano, situada próxima de Cuzco. Mais um facto que nos faz pensar na lendária Atlântida. 

Em Micenas, inicia-se a caminhada para a sua Acrópole passando pela célebre Porta dos Leões, pedra triangular de manufactura cretense segundo a maioria dos historiadores. Segue-se em baixo, à direita, um impressionante cemitério circular onde os Atridas enterraram membros da família real juntamente com tesouros impressionantes que hoje se encontram no Museu Nacional de Atenas. Seguindo em frente e para cima, encontramos as ruínas do Palácio Real, onde se conservam vestígios da Sala do Trono com um Megarón no centro do qual havia um fogo circular rodeado por quatro colunas. No cume da cidadela, mantêm-se vestígios de antigos templos alicerçados na forte energia que emana das fragas em que assentavam. Neste lugar, podemos observar um monte que nos impressiona pela sua dimensão e forma de pirâmide. No extremo Nordeste, surge-nos uma enigmática galeria subterrânea de cerca de 100 degraus que nos leva a uma cisterna secreta (ou iniciática?) além-muros. No actual Museu situado a Norte, podemos impregnar-nos da alma e do simbolismo que emana da arte micénica. 

Ao redor da cidade encontram-se vários tholos gigantes que são uma evolução muito perfeita e grandiosa dos dólmenes da cultura megalítica. O mais famoso, denominado a Tumba de Agamémnon ou Tesouro dos Atridas, encontra-se em perfeito estado com um corredor exterior que nos leva à imensa câmara circular inserida no interior de uma montanha artificial. A entrada tem duas arquitraves enormes, uma delas com o peso de 120 toneladas. A perfeição com que foi erguida esta edificação é um autêntico prodígio. A sua descoberta deveu-se ao intuitivo, milionário e autodidacta Heinrich Schliemann que aqui começou as suas escavações em 1874 depois de ter descoberto Tróia e demonstrado a base factual das epopeias de Homero.

Já de saída, olhamos para as montanhas mágicas que rodeiam Micenas, vislumbramos o mar ao fundo e continuamos a percorrer as terras da península do Peloponeso com a sensação de que neste mundo proto­grego há um mistério que nos escapa. 

 

As Raízes do mundo Greco-Latino 

Na área do território grego, Creta e Micenas constituem raízes profundas da futura Grécia clássica que florescerá com todo o esplendor no século de Péricles e virá a marcar de forma indelével o império romano, ou seja, o mundo clássico greco-latino que constitui a base cultural do mundo ocidental. Das influências exteriores, destacamos as provenientes do Oriente, seguindo a rota das migrações indo-europeias – segundo H. P. Blavatsky, a influência da Índia foi muito mais importante do que vulgarmente se pensa – e o indubitável contributo do Egipto, a pátria dos grandes mistérios exaltada por muitos dos sábios gregos começando pelo próprio Homero no canto IV da Odisseia: «O Nilo do Egipto é um rio alimentado pelo céu. (…) No Egipto cada homem é médico; seus conhecimentos superam os dos outros homens.» Mas na alma mistérica da Grécia encontra-se também a Samotrácia de origem pelásguica (ou ario-atlante como lhe chama Roso de Luna) e o forte impulso espiritual desencadeado por Orfeu e o subsequente movimento órfico.

 

Paulo Alexandre Loução
Investigador e Escritor

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
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