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O Que É a Educação

REFLEXÕES SOBRE O LIVRO: «ADEUS TREZE ANOS», DE SARA MEIRELES

 

Agora que sinto a força e a luz do meu amanhecer, sinto também a minha responsabilidade na viagem que quero prosseguir até ao meu meio-dia. E, quando lá chegar, quero continuar a olhar para mim e para o mundo com a mesma curiosidade, com o mesmo entusiasmo e alegria, e com a capacidade das crianças em acreditar. E, com a sabedoria da luz que a idade me der, arranjar um jeito de desenvolver e semear os meus talentos no jardim do mundo, para que as crianças que eu adoro, gostem de nele estar e, cada um de nós, possa também ser mais feliz quando por ele passar. (1)


Capa do livro «Adeus aos 13 anos» de Sara Meireles

O que é educar? Ensinar a viver. Como? Desenvolvendo as qualidades internas da alma humana e os seus dons, o “dedo de Deus” que cada um impulsiona nesta vida e sem os quais é como se estivéssemos mortos: os tão referidos “talentos”dos quais somos tão maravilhosamente responsáveis, transmitindo uma cultura que serve de matriz a esse desenvolvimento interior, do conhecimento de nós e do mundo em que vivemos.
A palavra “educar”provém de uma palavra latina que significa “eduzir”, extrair do interior para o exterior, guiar, desenvolver: o efeito do sol, da água e de um bom jardineiro sobre as sementes na terra.
Nas antigas escolas de filosofia, e através delas, nas diferentes sociedades que alcançaram cultura e civilização no passado histórico, a educação tinha como principais finalidades:

- Promover o reencontro do jovem com o seu próprio ser interior, a sua própria alma, descobrindo paulatinamente a sua natureza mais fecunda, as suas capacidades inatas: desenvolvendo a Inteligência que deve iluminar os caminhos da vida, aprendendo a discernir, valorizar e penetrar no sentido dos acontecimentos. Essa é também a chave do reencontro com todos os valores da alma que levam à concórdia, à amizade, à compreensão, ao sentido de honra, à responsabilidade; a uma axiologia moral (o pilar da estabilidade interior) firme, o desenvolvimento de uma consciência cada vez mais ampla, simultaneamente, como espectador de causas e efeitos que se sucedem na dinâmica vital, e como actor, pronto a responder aos desafios que exigem o melhor de cada um de nós.

- Aprender a usar as ferramentas e cenários da alma que, quer queiramos ou não, a vida nos outorga: como uma bênção, se sabemos fazer bom uso delas, ou como uma maldição se elas se voltam contra nós e não podemos controlá-las e sujeitá-las à nossa vontade e liberdade interior. Estas ferramentas são o corpo, as correntes de vitalidade que o animam, a “borboleta multicolor”da nossa emotividade, (o mundo das sensações internas, emoções, instintos, paixões, e sentimentos) e a mente. Aprender portanto, a trabalhar, a observar, a pensar e a falar. A laborar na terra subtil das emoções e sentimentos, estabelecendo assim laços com a vida, com a natureza e com os que nos rodeiam. Aprender a imaginar, a sonhar e a edificar, aquilo que sonhamos. E tudo isso para sermos úteis a nós mesmos (ao melhor de nós mesmos) e à comunidade de que somos parte.

- Desenvolver a capacidade de assumir bem, e naturalmente, as diferentes idades da vida, as quais quando não plenamente assumidas, provocam fracturas internas. E não só elas, mas também as diferentes circunstâncias e mudanças de cenários, e as diferentes crises que temos de enfrentar no nosso desenvolvimento natural, as provas da vida.


Como diriam os egípcios, poder sobreviver íntegros a todas as metamorfoses, sem feridas que nos levem o sangue da alma. Há que levar o educando, e progressivamente a partir da adolescência, a saber enfrentar os factos, as situações e problemas no que o professor Livraga chamou “a difícil arte de viver a realidade”, e não fugir por caminhos que não levam a lado algum, nem ser vítimas e escravos das nossas fantasias. Aprender também a arte da estratégia, saber como chegar aonde queremos e sabemos que devemos chegar.

Se educar é iniciar na arte de viver, viver é, segundo um Mestre de Sabedoria indiano: “Aspirar, criar, transformar-se e triunfar. Tudo o resto é detestável, é vegetar numa ignominiosa sobrevivência, na indignidade, na abjecção e no caos”. Isto é o que o discípulo deve aprender: a aspirar, criar, transformar-se e triunfar; e isso é o que o mestre deve ensinar, não impondo nada mas fazendo crescer os valores internos da alma do discípulo, criando situações para ele, guiando-o, pondo-o à prova, outorgando-lhe os conhecimentos necessários para compreender o homem, a natureza e o mundo em que vivemos, como genialmente descreve Jorge Angel Livraga (2), o Mestre que escreveu as seguintes linhas: "O homem tem uma capacidade de criação, de imaginação e de fantasia que lhe permite passar por cima dos obstáculos, que lhe permite não ter uma programação mecânica, mas sim uma força espiritual humana a qual faz com que possa não somente adaptar-se ao meio ambiente, mas também superá-lo e recriar em obras todo um mundo interior. É obvio que nós humanos temos um mundo interior, cada um de nós tem o seu mundo interior. O seu mundo interior está muitas vezes em conflito, ou está muitas vezes em relação não totalmente harmónica, com o mundo exterior ou com o mundo circundante. Nesta riqueza que é a humanidade, cada um dos homens tem a sua forma de sentir, a sua forma de pensar, a sua forma de viver; mas temos também, todos nós, uma cultura que nos une. Esta cultura que nos une permite-nos falar de ciência, falar de arte, falar de literatura, do que quer que seja, entendendo-nos através de sinais convencionados que adoptamos. Enfim, os homens, pela genética, só herdam uma série de capacidades instintivas, mas necessitam da aprendizagem, isto é, da transmissão da cultura para que o homem se realize como tal"(3).

Este artigo é um exercício de reflexão sobre a educação… e surge depois de ter lido um livro que me surpreendeu pela sua beleza, optimismo, sentido de gratidão e pela admiração de ter sido escrito por uma adolescente: "Adeus treze anos", de Sara Meireles. Livro que é uma despedida da infância, uma íntima necessidade de rever as recordações dessa fase e um paulatino despertar para a vida, sabendo que nesta data inicia uma nova etapa. Ela sabe que a cada sete anos há uma espécie de morte e renascimento, como a serpente que muda de pele, e essa pele velha não é neste exemplo pele morta, é o rasto luminoso da sua infância; as experiências que vivas no seu coração para sempre, forjarão o seu reencontro com a vida e o seu sentido.

Mas a despedida é para esta jovem escritora, preenchida com vozes de gratidão. Agradece aos seus professores, familiares e amigos e muito especialmente a sua mãe: amável, firme e bondosa guia nos mistérios do viver. Dá graças a todas as situações, que deixaram uma marca inolvidável de beleza na sua alma: uma viagem a Itália (a que dedica um capitulo inteiro do livro); os anos de férias e fins-de-semana passados na serra da Arrábida, em íntimo abraço com a natureza que serviu durante milhares de anos de altar em suas místicas devoções a eremitas e monges; nos campos que o Douro banha e engalana, em lugares onde “ para além do deslumbramento visual que sempre me enche os olhos e a alma, houve tempo para pensar, viver e sonhar…” (4). Sentimos uma íntima comunhão com as paisagens que a sua alma descreve; tornaram-se paisagens da alma, vida interior: "Agora, de repente, veio à minha lembrança aquele espectáculo grandioso e único das cerejeiras em flor, de Cinfães a Resende, suavizando aquele lado mais agreste do Douro e vestindo-o, por algum tempo, de cores suaves, quase celestiais, que contrastam com as cores quentes e outonais das videiras que enchem as encostas e nos recordam a alma da região, o néctar que espalha o nome de Portugal por todos os cantos do mundo" (5).

Este livro está cheio de reflexões, demasiado maduras, a não ser que pensemos que uma é a idade do corpo e outra a da alma, e que uma verdadeira educação é a que permite que a Alma Peregrina, essa estrela que vive nos abismos internos, abra de novo os seus olhos para o mundo; mas, como tudo na vida, há um princípio e um fim. Pelo menos aqui, neste planeta, nesta dimensão. Talvez, a eternidade seja composta por todos estes princípios e fins, que se vão sucedendo sem intervalos e, por isso, a eternidade não tenha tempo, porque não pára de se renovar e de se repetir, sempre igual e sempre diferente, rodopiando, rodopiando sempre. E nós, com a Natureza, também fazemos parte destas viagens, cada um com a sua história…(6)

Surpreende-nos também a sua alma de poeta, esse mistério que lhe sussurrou alguns dos seus primeiros versos, com nove anos: "Recordo uma manhã de domingo em que, sentada na esplanada do café, fazendo um trabalho sobre Sebastião da Gama para a escola, umas palavras, talvez uns versos, começaram a surgir da ponta da caneta. A certa altura, já não sabia se era eu ou ela quem escrevia – era a magia da Arrábida. Sebastião da Gama tinha razão… Surgiu então este poema, que agora aqui fica, tal com fiz na altura, pois há coisas que não se podem mudar, pertencem a um tempo, a um tempo que nos marca".

Pelo sonho é que vamos (7)

“Pelo sonho é que vamos”
Poisar no mar, na terra ou no ar
Sem saber onde estamos,
Onde vamos,
O que sonhamos,
Sonhamos só por sonhar…

“Pelo sonho é que vamos”
Descobrir vários caminhos
E sonhamos um dia
Que o senhor Deus nos guia.
“Pelo sonho é que vamos”
Descobrir a poesia
Que vive dentro de nós
Numa imensa alegria,
Que nos faz sonhar
Que nos faz viver.

“Pelo sonho é que vamos”
Eu sei que sonhos tenho…
Pediatra quero ser,
E poetisa também, para um dia
Abrir corações de crianças
Para que vivam
Num mundo de alegria!

“Pelo sonho é que vamos”
Eu peço inspiração:
À Serra da Arrábida
Para com os meus versos
Muitos fazer sonhar…

Bem, isto é sem duvida um elogio ao livro; voltemos ao “aspecto educativo”.

Porque dão estas páginas tanto que pensar? Porque mostram o bom fruto de uma boa educação, o que nos permite deduzir alguns princípios pedagógicos e recomendações esquecidas, ou que simplesmente não se aplicam, cujo esquecimento ou preguiça está levando os nossos filhos ao analfabetismo moral, à incapacidade de assumir riscos, a decisões brandas, à irresponsabilidade, a que as crianças se convertam em tiranos dos pais, e que neles vejamos, oh desgraça! Os futuros escravos: dos outros, do mundo, ou das suas próprias paixões.

Todos estes desastres educativos são efeitos de uma vontade, discernimento e imaginação débeis, de valores não cultivados, como plantas raquíticas incapazes de dar fruto. De que serve acumular dados e mais dados que não se compreendem nem se enquadram, que se vão esquecer sem deixar marca; de que serve “modelar” as crianças, adolescentes e jovens para que se convertam em “peças” de uma indústria de consumo, em engrenagens de máquinas que dez anos depois ficam obsoletas e as peças têm de ser de novo fundidas para encaixarem, sabe Deus em que mecanismo desnaturado!

O importante é forjar cidadãos livres, audazes, atentos, com iniciativa, prontos a servir o próximo ou uma causa; inteligentes para caminhar por si mesmos e com uma lógica natural, implacável, que destrua com as suas arestas de aço cortante todas as redes de enganos que uma sociedade depravada e imoral vai lançar sobre eles. Não é o momento de procurar culpados, mas sim soluções, recordando que, como dizia o sábio Sri Ram, "o processo educativo é como uma elipse cujos focos são os pais e a escola"; e meditando e tirando conclusões, de que quando os dois focos são um, por se terem aproximado até se fundirem num só, a elipse transforma-se em circunferência, uma figura geométrica perfeita.

Vejamos alguns dos exemplos de ouro da educação desta jovem, educação cuja alma mater foi, e permita-se a redundância, a sua própria mãe, que estava sempre por perto, de vigia, e ao mesmo tempo criando espaços, espaços para ela poder crescer sozinha (8); a idade dos contos, pura, amável, bondosa e prolongada, sem que os pais se poupassem a esforços para estar com os filhos. Histórias lidas ou inventadas (é preciso saber fazê-lo!) para ilustrar um ensinamento.

- Aprender a encontrar-se, sempre que possível, com a magia do amanhecer e do entardecer, em silêncio, absorvendo a beleza dessa cerimónia, a mais antiga da natureza.

- Aprender a observar, com consciência pura, sem desejos, a mais pequena lição dessa natureza. Pintar e pintar, com pincéis ou com palavras em descrições, para captar com atenção cada detalhe, seguindo a máxima do livro imortal Luz no Caminho: "Escuta o canto da vida. Conserva na tua memória a melodia que ouvires. Aprende dela a lição de harmonia".

- Falar, escrever, é como tecer, como bordar, construir com palavras a arquitectura imaterial do que imaginamos ou intuímos. Mas o mais importante de tudo é aprender a ver, a escutar: não é por acaso que os pitagóricos faziam voto de silêncio durante cinco anos. Recordo como a minha mãe conversando connosco antes de começarmos a escrever, nos pedia que sentíssemos o calor do Sol e que nos calássemos por instantes e escutássemos o que o vento nos dizia, as histórias que aquelas flores, aquelas árvores, aquele mar tinham para nos contar…falava-nos ao coração de crianças. E nós, embalados naquela brincadeira, começávamos mesmo a escutar o vento, as flores, as árvores e lá escrevíamos o que ouvíamos, ou o que imaginávamos que elas nos queriam comunicar, … foi nesse clima que as primeiras palavras, as primeiras histórias, os primeiros versos, os primeiros desenhos saíram das nossas mãos e dos nossos corações, … porque comecei a achar muita graça a poder brincar com as palavras. (9)

- Ler os clássicos da literatura e não os livros para idiotas ou dos amargurados que enchem os programas educativos e que muitas vezes os pais sentem vergonha de dar aos filhos.

Desde os nove anos, ou mesmo antes, Sara lia Eça de Queirós, e porque não? É evidente que à primeira leitura não vai assimilar todos os tesouros ocultos que guardam os clássicos, mas sim uma forma de pensar, de se expressar de forma nobre e elevada, própria de almas grandes e não de bons vendedores. A assimilação sintáctica está muito unida à arquitectura do pensamento. Uma mente diáfana, ordenada como a rede cristalina de um diamante permite a passagem da luz, a Inteligência. Pouco a pouco a mente assemelha-se àquilo que toca. Se a nossa mente se aproxima de mentes claras, de elevados princípios e de uma lógica quase divina, paulatinamente vai-se ordenando, disciplinando, tornando-se transparente. É claro que chega uma idade em que há que traçar caminhos na mente desde o interior, como se o nosso Eu íntimo fosse um herói com um Machado de Duplo Gume num labirinto, no qual se abre caminho, pensamento a pensamento. Mas isso é depois, essa é a construção consciente, é caminhar-se a si mesmo. Se tudo está coberto pela espessa e cálida mata de uma mente caótica, cheia de pensamentos desordenados, o trabalho a partir do interior será difícil, quase impossível.

Há não só que ler, mas também que reflectir, pensar, ponderar com atenção, para assimilar o que lemos. Ler é como comer intelectualmente. Há que evitar “comer” porcarias, sem necessidade, que prejudicam a nossa mente. Ter firme e afiado sentido de análise para que nada seja aceite sem ser seriamente avaliado, pesado.
Não quero entediar o leitor, mas sim animá-lo a ler com atenção esta obra, pois se o saber como educar o preocupa, nela vai encontrar princípios pedagógicos luminosos e firmes; os que necessita no tempo presente se quiser construir um futuro esperançoso. Termino com duas citações desta obra que são jóias morais:
[Comentando a obra dos grandes génios do Renascimento] A propósito da confiança que Brunelleschi tinha nas suas capacidades e da coragem que teve de prosseguir as suas metas, aproveitou então a minha mãe para nos falar da importância dos sonhos e da confiança na sua realização, os quais, se aliados a estudo e trabalho regular, nos podem levar sempre até onde desejamos ir, projectando para o exterior o melhor de nós; às vezes, dizia-nos ela, essa postura até nos pode dar força de prosseguir, quando poucos ou nenhuns nos aprovem ou entendam […]

… é preciso não perder de vista os sonhos, independentemente da aprovação exterior. A verdadeira aprovação, dizia-nos ela, tem de vir de dentro de nós, embora nos aconselhasse sempre à humildade de saber ouvir os que estão à nossa volta, pois têm sempre muito para nos ensinar… (10)

  Obrigado, Sara! E Obrigado Júlia! (11) por nos recordar com tanta beleza o que é mais importante e o que não devemos esquecer de forma alguma, apesar de todos os narcóticos da nossa sociedade de consumo e da vida acelerada e irreal que nos querem impor.

 

José Carlos Fernández
Director Nacional da Nova Acrópole


_______________
Notas:

1 Adeus Treze Anos! , de Sara Meireles, livro escrito por esta jovem em 2008, com catorze anos, Ariana Editora, pag.91.
2 Filósofo, historiador e poeta. Fundador e Director desde 1957 a 1991 da Organização Internacional Nova Acrópole.
3 Conferência dada a 10 de Março de 1976 na cidade de Lima, Peru. Encontra-se editada no livro Magia, Religião e Ciência para o Terceiro Milénio, pág. 225-237, Editora Nova Acrópole, Espanha.
4 Adeus… pág.39.
5 Adeus… pág.39.
6 Adeus…pág. 37.
7 Adeus…pág. 35.
8 Adeus…pág. 33.
9 Adeus…pág.34.
10 Adeus… pág. 52.
11 Júlia Prior, mãe de Sara Meireles.

In revista Acrópole nº 3


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