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Os Pelasgos e os Mistérios de Samotrácia

 

Os Primeiros mistérios que a história recorda são os de Samotrácia. Depois da distribuição do fogo puro, iniciava-se uma nova vida. Ao iniciado era proporcionado um novo nascimento, através do qual, como aos antigos brâmanes da Índia, se convertia num "duas vezes nascido".

H. P. Blavatsky, in Doutrina Secreta, vol. V

Samotrácia foi colonizada pelos fenícios, e antes deles pelos misteriosos Pelasgos que vinham do Oriente; se recordamos também a identidade dos Deuses de ‘Mistério’ dos fenícios, caldeus e israelitas, será fácil descobrir de onde provém a descrição confusa do Dilúvio de Noé.

H. P. Blavatsky, in Doutrina Secreta, vol. III

 

Os Pelasgos são um lendário povo do Mar Egeu, o primevo povoador da Grécia. Segundo alguns, são os chamados «Povos do Mar», piratas que assolaram as costas do Mediterrâneo no tempo de Ramsés III (séc. XII a. C.), destruindo os império que o futuro Mare Nostrum dos Romanos protegia. Para outros (tais co­mo Platão e outros sábios gregos), os Pelasgos eram procedentes de um continente submerso, a Atlântida, e deram origem a – ou mesclaram o seu sangue e cultos com – outros povos como os Fenícios, Iberos, Etruscos e terão ainda fundado a cidade de Roma.

 

"Todos os reis gregos, desde a época cretense – senão mesmo antes – até ao período helenístico, tinham que ser iniciados nestes mistérios de poder, em Samotrácia"


Deste modo, segundo a lenda, civilizaram com as suas tradições, conhecimento e impulso espiritual não só a Grécia, como também o território da Itália, a Ibéria primitiva e a Ásia Menor. Introduziram os signos da escrita que, segundo esta tradição, seriam de origem atlante. Se a lenda tiver um fundo de verdade, isto permitia-nos compreender a semelhança impressionante dos signos de escrita encontrados em lugares arqueológicos e culturas antigas dos mais variados pontos do planeta tais como: Glozel, em França; Alvão, em Portugal; na escrita tartéssica, ibera, fenícia, parte da cretense, etrusca, grega; nas cerâmicas de Tiawanaku, na Bolívia, nas cerâmicas funerárias das civilizações do Vale do Indo (Mohenho Daro e Harappa) e numa pirâmide Maia pré-colombiana. De acordo com a datação de alguns destes lugares arqueológicos esta escrita, com mais de seis mil anos, supera em antiguidade todas as que conhecemos.
Transmitiram o seu saber das artes da agricultura, fundaram oráculos (especialmente o de Dodona) e foram cultores do Raio (Zeus) e do Fogo (Hefaístos).


Criaram os Mistérios de Samotrácia, onde se divulgava a origem e evolução da humanidade e os poderes (Kabiros) que governam o mundo. Todos os reis gregos, desde a época cretense – senão mesmo antes – até ao período helenístico, tinham que ser iniciados nestes mistérios de poder, em Samotrácia.
A teogonia pelásguica, muito vinculada à órfica e à cidade de Mênfis, do antigo Egipto, inclui, por exemplo, os conceitos de Vida ou do Espírito universal e humano como o «Grande Peregrino», e da dança ritual – que também encontramos na Índia, por exemplo, no culto a Shiva – que permite a ordem no mundo.
A religião dos Pelasgos estava muito vinculada à magia dos números e às letras sagradas, com uma tríade formada por Axieros, o Omnipotente, Axiokersos, o Homem Celeste, e Axiokersa, a Grande Mãe. Os Anactotelestôs ou chefes dos mistérios protegiam os iniciados das tempestades, desgraças e doenças. E, nas suas cerimónias, para além da transmissão dos ensinamentos esotéricos, buscava-se a purificação e santificação da alma humana. O aspirante à iniciação nos mistérios, depois de uma preparação rigorosa e duras provas, era entronizado, rito simbólico da vitória sobre a natureza, e ao seu redor os iniciados realizavam danças circulares, evocando o movimento dos astros e da vida à volta do Eu-Consciência. Era co­roa­do com folhas de oliveira em ouro e recebia uma faixa púrpura.
Estes Mistérios de Samotrácia tiveram uma grande influência nas religiões gregas e itálicas. Os romanos honraram-os outorgando liberdade à ilha santa de Samotrácia e, inclusive, encontraram-se nas ilhas Britânicas vestígios dos seus cultos.


Nestes mistérios rendia-se culto aos Kabiros, os «Santos Fogos», que, segundo H. P. Blavatsky, criaram em sete lugares desta ilha, também denominada Electria, o «Kabiro nascido da Santa Lemnos» – ilha situada perto de Samotrácia e consagrada a Hefaistos, Deus do Fogo.
Segundo a história mítica divulgada na Doutrina Secreta (vol. III), Samotrácia foi célebre pelo dilúvio que submergiu o país e alcançou o cume das mais altas montanhas, sucesso que terá tido lugar antes da era dos argonautas. A ilha tinha sido inundada pelas águas do Euxino, que até então era considerada como um lago.

 

UM FRAGMENTO DA TEOGONIA PELÁSGUICA

«Eurínome (a Grande Peregrina) existia desde o princípio. Surgiu do Caos e ao não encontrar onde se apoiar separou o Firmamento das Águas Primordiais e começou a dançar sobre elas. Ao deslocar-se em direcção ao sul provocou o Vento Norte, que ao ser aquecido por entre as suas mãos gerou a Grande Serpente Ofion. Continuando, Eurínome provocou com a sua dança o desejo de Ofion, a qual se enroscou no corpo da Deusa envolvendo-a. De seguida, esta converteu-se numa ave e, depois de um tempo, deu à luz o Ovo Universal. Eurínome pediu então a Ofion que se enroscasse sete vezes à volta do Ovo para o incubar. A seu momento, o Ovo dividiu-se em dois, formando o Céu e a Terra, e de ele nasceram todas as coisas que existiam. Eurínome e Ofion retiraram-se nesse momento para o Monte Olimpo (ou o Centro do Mundo). Ali, Eurínome, depois de arrancar-lhe os dentes e pisar-lhe a cabeça, expulsou Ofion, agastada por esta serpente ter pretendido ser a autora do Universo e desterrou-a para o Submundo. No seguimento, Eurínome criou as sete Potências planetárias custódias da Lei e a cada uma conferiu um par de guardiães: um Titã e uma Titânida.»

 

José Carlos Fernández
Director Nacional da Nova Acrópole
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