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Pitágoras

 

pitagorasO filósofo grego compara a vida às grandes festas de Olímpia: alguns acorriam ali para competir, outros para se divertir, outros para fazer negócios e alguns, poucos, não procuravam aplausos, diversão nem lucro, limitando-se a observar o que ali se fazia e como.

Inteligência criadora e ordenadora, Iniciado de primeira ordem, Pitágoras partilha com alguns homens extraordinários o privilégio de ter visto o seu nome perpetuado através dos séculos e de a sua vida e filosofia terem sido objecto de biografias e estudos sobre as suas supostas actividades múltiplas.
Apesar disto, se destrinçarmos a imensa lenda tecida à sua volta daquilo que ele terá sido na realidade, a única coisa que se pode garantir com um grau suficiente de certeza é o seguinte: foi filho de Mnesarcos; nasceu em Samos, provavelmente entre 571 e 570 a.C.; emigrou para a Magna Grécia, fixou-se em Crotona, e ali fundou uma Escola filosófica que foi também uma Associação religiosa e política.
O carácter dos seus ensinamentos, a novidade das suas ideias e até o género de vida «pitagórico» de que falava Platão, adoptado pela sua Escola, explicam suficientemente como, em redor de um certo número de dados autênticos da sua vida, foi possível forjar-se uma abundante literatura apócrifa, que não pode qualificar-se senão como pura lenda, e que inviabiliza, inclusivamente, qualquer tipo de unanimidade não só acerca da sua vida e obra, mas também sobre a sua própria morte, que o próprio Diógenes Laércio, o seu biógrafo mais digno de crédito, refere de três ou quatro maneiras diferentes, incorrendo por vezes ele próprio no terreno da superstição. Tome-se como exemplo a terrível fobia em relação às favas, tão imprópria de um vegetariano e, ao mesmo tempo, de um Iniciado como era o caso de Pitágoras. E que dizermos da anedota absurda segundo a qual ele teria encontrado a morte pelo facto de ter pisado um campo de favas.

Parece-nos mais lógico acreditar que, como pretende Aristoxenos, Pitágoras tenha falecido em Metaponte, para onde se teria deslocado, farto de lutar contra a hostilidade do poderoso Kilón, do que vê-lo escapar com vida ao incêndio da casa onde pereceram quase todos os pitagóricos, graças à sua suposta faculdade de se tornar invisível, como pretende uma das lendas, ou ainda que tivesse sido feito prisioneiro e morto por não consentir em atravessar um campo de favas, como pretende outra. No relato de Porfírio, fiel ao original de Dikaiarchós, na fuga de Pitágoras com os seus quarenta discípulos para escapar às perseguições de Kilón, o filósofo de Samos refugiou-se em Metaponte, onde se terá deixado morrer de fome no interior do Santuário das Musas.

Segundo reza a História, Pitágoras teria sido o primeiro a usar a pa-lavra «filósofo» no seu significado específico. O filósofo grego comparava a vida às grandes festas de Olímpia, onde alguns acorriam para participar nas competições desportivas, outros para se divertir, outros para fazer negócios, atraídos pelo proveito e lucro da venda de mercadorias, enquanto que alguns, poucos, com fins mais puros, não procuravam aplausos nem diversões, nem lucros, mas antes acorriam ali para ver e observar atentamente o que ali se fazia e como. Estes correspondiam aos que, desapegados de todas as posses (glória, prazeres, riqueza), examinam cuidadosamente a natureza das coisas e actuam em conformidade. A estes corresponde o nome de «filósofos».

É muito provável que Pitágoras nada tenha escrito. David o arménio, comentador de Aristóteles no século V a.C., afirma nos seus comentários acerca das categorias: Não me é possível fazer um balanço dos escritos de Pitágoras, pois Pitágoras nada deixou escrito. E o próprio Pitágoras chegaria a afirmar: Não quero confiar os meus pensamentos a objectos inertes, mas sim a seres vivos, aos meus discípulos. Não se pense – acrescenta David – que os Versos de Ouro são da sua autoria. Eles são obra de algum pitagórico que, para os divulgar mais eficazmente, após neles o nome do seu Mestre. E foi precisamente o facto de Pitágoras não ter deixado nada escrito que contribuiu muito para o aparecimento das lendas a seu respeito.

É muito difícil distinguir no Pitagorismo a parte que corresponde realmente ao seu fundador. Só uma doutrina lhe pode ser atribuída com certeza absoluta: a da sobrevivência da alma depois da morte e da sua transmigração para outros corpos. Segundo esta doutrina, que Platão também adoptou como sua, o corpo é uma prisão para a alma, que nele foi encerrada pela Divindade. Enquanto a alma se encontra dentro do corpo, tem necessidade dele, pois apenas por seu intermédio pode sobreviver, mas, quando está fora dele, vive uma vida incorpórea num mundo superior. A alma regressa a essa vida caso se tenha purificado durante a vida corpórea. Caso contrário, volta, após a morte, ao ciclo das transmigrações.

O princípio fundamental da filosofia pitagórica é o de que todas as coisas são números, ou estão formadas por números. Não deveremos cair aqui numa leitura literal desta asserção, como o fizeram alguns historiadores da Filosofia. A interpretação que deveremos aceitar é a de que as coisas foram constituídas segundos modelos numéricos (tudo o que existe foi disposto segundo número, peso e medida). Daí a grande importância que atribuíam à teoria dos números e, em geral, às relações quantitativas dos seres. A Geometria, a Física, a Astronomia, a Música e, em geral, todas as disciplinas científicas apresentam uma dependência real das propriedades aritméticas.

 

"Assim nasceu o Instituto ou Escola Pitagórica, que chegou a ser ao mesmo tempo Colégio educativo, Academia de ciência e uma pequena cidade-modelo, sob a direcção de um Iniciado-mor"


Todos os números pertencem a uma destas categorias: par e ímpar. A unidade, o um, contém em si mesmo o par e o ímpar. O dois é o primeiro número par, o três o primeiro ímpar, o quatro é o primeiro quadrado, o dez é a soma dos quatro primeiros números da série, e os que se seguem são unicamente a reprodução dos dez primeiros. A década – afirmam – é a fonte de tudo, o princípio e a rainha da vida divina, celestial e humana. O número par é ilimitado, enquanto que o número ímpar é limitado, porque põe fim à divisão por dois. O número par é símbolo da imperfeição, pois equivale ao ilimitado, enquanto que o ímpar representa o perfeito, o limitado, o definido, oposição que se converte, em última análise, na raiz do bem e do mal.
As formas de exprimir esta antítese constituem as categorias, atribuídas a Alcméon de Crotona, médico, filósofo e naturalista pitagórico do século V, que é considerado o primeiro dissecador de animais. Estas categorias são: limitado-ilimitado, par-ímpar, unidade-multiplicidade, direita-esquerda, macho-fêmea, repouso-movimento, recto-curvo, luz-escuridão, bom-mau e quadrado-rectângulo.

A harmonia é resultante de se colocar um limite ao ilimitado, de se unificar a multiplicidade. A Música constituía a expressão mais apropriada a esta simbologia dos números. Pitágoras julgou voltar a encontrar o «cânone musical» na harmonia das esferas celestes. Os sete astros (então conhecidos), Lua, Mercúrio, Vénus, Sol, Marte, Júpiter e Saturno, deviam corresponder aos sete sons da oitava, e as distâncias ou intervalos entre eles deveriam estar relacionados de idêntica forma.

A mesma correspondência numérica se observa em geometria. O ponto está representado pela unidade, a linha pelo número dois (dois pontos determinam uma linha), a superfície pelo três, o volume pelo quatro.
Segundo a cosmografia pitagórica, o formato do mundo é esférico, e a sua geração e transformações explicam-se graças ao seu fogo central. Em redor deste encontram-se os dez corpos celestes: o céu das estrelas fixas, os cinco planetas, o Sol, a Lua, a Terra e a Antiterra (um astro que os pitagóricos referem para completar a década). Todos os corpos se movem numa órbita centrípeta, que difunde o calor e a vida por todo o Universo e que não é perceptível para os corpos intermédios. As esferas movem-se com regularidade, produzindo uma harmonia ou música das esferas, que não notamos porque estamos a ouvi-la desde o nosso nascimento. O Universo distingue-se em três regiões: o Olimpo ou Região dos elementos puros; o Cosmos, lugar do movimento harmonioso, e o Uranos, zona dos seres sujeitos ao processo de geração e morte.

Para Pitágoras, tudo obedecia a uma ordem e harmonia. A inteligência mais não era do que a harmonia entre o sujeito e o objecto. O mundo inteiro existe graças à harmonia, nada mais é do que harmonia, e o próprio Deus não passa da Harmonia maior, do par e do ímpar, da unidade e da pluralidade, do Acordo na unidade das dissonâncias, diferenças e contrários. Como podemos ver, a ordem não era para Pitágoras unicamente uma relação, mas antes a essência de todas as coisas. Onde não existia ordem, tudo era matéria informe e caos.

Os pitagóricos definiam o homem como a harmonia de uma alma e de um corpo. Esta harmonia constituía toda a realidade de ambos, posto que, segundo afirmavam, nem o finito nem o infinito existem por si mesmos; se eles existem, é na relação mediante a qual se entrepenetram e sustentam mutuamente.

A eternidade do mundo parece constituir outra tese pitagórica, pois aos períodos de destruição sucedem-se outros de renovação, que pressupõem o regresso aos mesmos fenómenos e à reaparição dos mesmos seres individuais. Para os pitagóricos, o Mundo era um ser vivo que respirava. Inspirava do seio do infinito o vazio, o ar necessário à vida. Mediante um jogo regular e eterno de inspiração e de expiração, o Mundo mantém a sua perfeição na sua unidade enquanto Ser vivente incorruptível, eterno e imutável, pois não pode nem aumentar nem diminuir. Os pitagóricos conheciam muito bem o movimento de rotação da Terra. Também se atribui a Filolau a descoberta da translação da Terra à volta do Sol. E ao que parece (segundo Plínio, veiculado por Diógenes Laércio), Pitágoras foi o primeiro a descobrir que a estrela da manhã e a da tarde são um só e único astro: Vénus.

A alma, segundo Pitágoras (extraído de Aristóteles na sua De anima), identifica-se com as partículas emanadas do Sol ou com o princípio que move estas partículas.

O Pitagorismo introduz na Grécia a doutrina da metempsicose, segundo a qual a alma, para atingir a perfeição, tem de sofrer uma série de reencarnações através dos corpos. A vida é um período de prova, de expiação, e por isso mesmo, não é lícito alguém privar-se dela. Quando a conduta do homem é indigna, ele sofre as correspondentes penas e castigos; quando, pelo contrário, ela é virtuosa, a alma torna-se imortal e divina. Era a este objectivo que se propugnava uma completa organização da vida.

Pitágoras escolheu Crotona como centro da sua acção. O seu objectivo era não somente ensinar a doutrina esotérica a um círculo de discípulos seleccionados, mas também aplicar os seus princípios à educação da juventude e à vida do Estado. Este plano necessitava que fosse fundado um Instituto para a iniciação laica, mas Pitágoras tinha o propósito oculto de transformar a pouco e pouco a organização política das cidades de acordo com este Ideal filosófico e religioso. Havia no Instituto uma secção destinada às mulheres, com Iniciação paralela, algo diferente e adaptada às peculiaridades da sua forma de ser, o que era algo absolutamente revolucionário para a sua época.

Assim nasceu o Instituto ou Escola Pitagórica, que chegou a ser ao mesmo tempo Colégio educativo, Academia de ciência e uma pequena cidade-modelo, sob a direcção de um Iniciado-mor. A Escola Pitagórica é de enorme interesse histórico, pois constituiu a mais notável tentativa de iniciação laica que se conhece.
Pitágoras era muito exigente relativamente à admissão de noviços. Dizia que nem todas as madeiras eram boas para talhar um Mercúrio, e embora a porta de acesso ao Instituto permanecesse aberta durante o dia, havia uma estátua de Hermes à entrada que apresentava a seguinte inscrição: eskato bebeloi (para trás, profanos). Segundo Jâmblico, a frequência do Instituto Pitagórico compreendia:

1º o Exame prévio da família, da educação e carácter do noviço.
2º um período de três anos durante o qual se observava o aluno para ver se este tinha verdadeiros desejos de aprender.
3º Cinco anos de silêncio e de uma vida austera durante os quais o neófito não via Pitágoras e, por fim,
4º em que era considerado digno dele, e era então autorizado a ver o Mestre e a assistir às suas lições.

O recrutamento dos membros da Ordem era feito com escrupulosa cautela. Pitágoras analisava rigorosamente a vocação dos jovens, procurando ler nos seus rostos e adivinhar na sua atitude e porte as inclinações das suas almas, o verdadeiro fundo do seu carácter e as aptidões próprias do seu espírito, ao ponto de se ter chegado a dizer que Pitágoras foi o inventor da Fisiognomonia.

Uma vez cumpridos estes testes, passavam à classe dos «matemáticos», em que já podiam falar, e inclusivamente ensinar, caso fossem capazes disso.

Assim, os membros do Instituto estavam divididos em duas classes: os ouvintes ou akustikoi, que estavam obrigados ao silêncio, e os matematekoi ou verdadeiros discípulos, também designados, respectivamente, por pitagoristas e pitagóricos, ou ainda exotéricos e esotéricos. Todos eles se viam obrigados à observância de severas normas: abstinência de todo e qualquer alimento de origem animal, jejuns frequentes, uso de hábitos brancos, exercícios físicos, exames de consciência e absoluta comunhão de bens.

Os discípulos eram submetidos às mais duras provas. Para isso, eram educados a controlar e a gerir todas as inclinações meramente instintivas. pitagorasAfirmava Pitágoras que, quando se exercita uma contemplação profunda, consegue-se prevenir todas as falácias do corpo, e o filósofo é então acometido pelo desejo de o transcender. Para isto, Pitágoras fornecia uma fórmula: o «entusiasmo» (no seu sentido etimológico de «Deus em nós»). Ante esta possibilidade de viver o Deus interior que carregamos dentro de nós, o corpo transcende-se, posto que a consciência se situa num nível mais elevado. Os pitagóricos concebiam o justo valor que se deve outorgar ao corpo e à alma a partir deste «entusiasmo». Porque se Deus está em nós, ainda que momentaneamente encerrado num corpo, esse corpo tem enorme valor, porque contém em si mesmo Deus, mas a alma tem um valor ainda maior, porque representa a vibração desse mesmo Deus. Deste modo, as atenções repartiam-se quer pelo corpo quer pelo espírito. A finalidade da Filosofia era harmonizar o corpo e o espírito, de tal forma que o primeiro não fosse um entrave para captar a essência do Eu superior humano.

Para melhor compreendermos a moral dos pitagóricos, nada mais expressivo do que uma anedota que nos recorda uma velha tradição acerca da capacidade dos seus fiéis para manterem a palavra dada. Conta-se que, encontrando-se certa vez numa cidade de Itália, um pitagórico caiu gravemente doente e hospedou-se numa pousada. Como a doença se agravara e não tinha dinheiro suficiente para pagar a estadia, ao pressentir que ia morrer, pediu ao estalajadeiro que o levasse até à rua, após o que desenhou um sinal sobre a porta da pousada. Poucos dias após ele ter morrido, passou por ali um pitagórico e, ao ver o símbolo, que consistia na estrela de cinco pontas, perguntou quanto ficara a dever o seu antecessor. Depois de pagar, foi-se embora.
Se quisermos conhecer a Filosofia e a Moral pitagórica, devemos re-correr aos célebres Versos de Ouro, preceitos admiráveis de elevada moral, que, ainda que não sejam da autoria do próprio Pitágoras, terão sido elaborados aos poucos, como resumo básico dos seus ensinamentos morais. Nestes «Versos» encontra-se a essência da disciplina pitagórica. Os mesmos usos e costumes que se encontravam também entre os órficos, que tantas semelhanças tiveram com os pitagóricos. Josefo, por seu turno, afirma que os esénios levavam um gênero de vida que havia sido introduzido, entre os gregos, pelos pitagóricos.

Esses Versos contêm as normas gerais que regem toda a sua Filosofia, aplicada tanto à vida prática como à contemplativa.

A Igreja Católica extraiu destes Versos de Ouro a fina-flor dos seus preceitos, o «Decálogo», ou os Dez Mandamentos. Comparemos a leitura de ambos:

1º Verso de Ouro: Honra em primeiro lugar os Deuses imortais tal como te ordenou a Lei divina.
1º mandamento da Lei de Deus: Amar a Deus acima de todas as coisas.

2º Verso de Ouro: Venera o juramento.
2º mandamento: Não invoques o santo nome de Deus em vão.

3º Verso de Ouro: Cumpre os rituais tradicionais.
3º mandamento: «Santificar os dias feriados».

4º Verso de Ouro: Honra o teu pai e a tua mãe.
4º Mandamento: Honrar pai e mãe.

E assim sucessivamente. Até o tom conciso, breve, simples dos mandamentos é pitagórico, pois outro dos traços característicos da moral pitagórica, prática por excelência, era o gosto por tudo o que era despido de enfeites.

Traço característico da vida pitagórica era ainda a penetração íntima da vida religiosa e da vida moral. Este carácter religioso da Escola Pitagórica manifesta-se através do facto, não menos significativo, de admitir as mulheres no seu seio, o que, entre os gregos da época, não era compreendido e que, tal como Pitágoras o realizou, constituiu uma inovação absoluta na sociedade grega.

Para instaurar este exigente sistema de vida pitagórico, era necessário um carácter e uma personalidade cujo prestígio e autoridade moral se sobrepujasse, frequente e profundamente, ao valor dos conceitos e das ideias. Essa figura excelsa foi Pitágoras, que não se limitou a dominar o pensamento do seu tempo. O seu génio teve um tão vasto alcance que as superstições mais insensatas, bem como os racionalismos mais seguros, puderam coabitar sob a sua autoridade durante toda a Idade Média enquanto critério de veracidade.
Pitágoras trouxe para a Grécia a fórmula da criação das Escolas Filosóficas, e a aplicação em forma pública de métodos psicológicos para poder conformar a alma. A sua Escola articulou um projecto iniciático e levou a cabo uma corrente prática de vivência dos Mistérios, projecto cultural e vivencial extraordinário, que merece uma séria investigação nos nossos dias.

Francisco Martin

 

 

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