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Jóias do Oriente – Prólogo

Este livro nasceu em 1889 da vivaz e profundamente abismal pluma de Helena Petrovna Blavatsky, H.P.B. para os seus discípulos. É um diário de máximas de sabedoria.

Extraindo os seus ensinamentos dos tesouros vivos das tradições budistas, védicas, zoroastrianas… e do misticismo de todas as épocas; apresenta para cada dia do mês e do ano, uma máxima filosófica. É um livro para os seus discípulos e, na realidade, para todos os apaixonados pela sabedoria e pela alma da vida. Cada sentença, assim são os ensinamentos dos verdadeiros sábios, é como uma gema, uma jóia alquímica que se cristalizou à luz de uma sabedoria certa. Esta máxima filosófica não é uma opinião ou a valorização de um facto a partir de uma determinada perspectiva, é sim uma verdade certa, captada pela intuição – a memória da alma – afirmada pela mente e corroborada – pelo observador mais atento e sem preconceitos – em milhares de factos da vida.

Poderíamos falar desta pequena obra como de um diário filosófico, onde cada ensinamento – o desse dia – é uma semente que a meditação fará crescer e converterá numa árvore moral de milhares de frutos que poderão levar à descoberta de novas verdades. E é precioso que em plena actividade incessante – escrevendo, ensinando e polemizando – H.P.B. tenha encontrado o tempo necessário para escrever esta «agenda filosófica» que se converteu, sem dúvida, num modelo de incontáveis agendas filosóficas a posteriori, tão na moda no nosso século XXI.

Encontramo-nos perante os últimos e mais poderosos lampejos do génio de H.P.B., num labor incansável, sedeada no seu «quartel-general» em Londres. Primeiro em Lansdowne Road, n.º 17 e, a partir de 3 de Julho de 1890, no 19 Avenue Road, na casa que Annie Besant doou à Sociedade Teosófica e que serviria como sede central europeia da referida sociedade, bem como de residência para H.P.B. até ao seu óbito no dia 8 de Maio de 1891.

Não podemos deixar de ficar assombrados diante da magnitude do trabalho de H.P.B. nesses últimos três anos.

Fixemos a atenção em 1889, ano em que escreve esta obra, Jóias do Oriente:

• Dirige a revista Lúcifer, revendo cada um dos artigos e provas,
• No mês de Julho aparece publicada A Chave da Teosofia, «uma clara exposição, em forma de perguntas e respostas, de ética, ciência e filosofia, estudos para os quais a Sociedade Teosófica foi fundada.»
• Passa férias em Fontainebleau, França, onde escreve a maior parte da obra mística A Voz do Silêncio, baseada em trechos que ela tinha aprendido de memória, num mosteiro tibetano, e que pertenciam ao Livro dos Preceitos de Ouro.
• Em Agosto dá-se a mudança da Sociedade Teosófica para o 19 Avenue Road.
• Setembro é o mês de publicação de A Voz do Silêncio.
• O ano finaliza com a nomeação do coronel Olcott como representante de H.P.B. na filial da Sociedade na Ásia.

É interessante destacar a série de artigos que só nesse mesmo ano escreveu, na revista Lúcifer, da qual era a alma, directora e rigorosa revisora. 

— The year is dead, long live the year!
— «The empty vessel makes the greatest sound»
— Lodges of magic
— A paradoxal world
— If you shoot at a crow, do not kill a cow
— Qabbalah. The philosophical writings of Solomon Ben ‑Yehudah Ibn Gebirol (or Avicebron)
— Marriage and divorce - Religion, practical and political aspects of the question
— The Mithra worship
— On pseudo-theosophy
— The roots of ritualism in church and masonry
— «Those shalt not bear false witness...»
— Theosophical queries
— Japenese buddhism and Christianity
— Thoughts on Karma and reincarnation
— The struggle for existence
— Over cycle and the next
— On society’s «Agapae»
— Buddhism through christian spectacles
— «It’s the cat»
— «Attention, theosophists»
— Force of prejudice
— World - Improvement or world-deliverance
— The eighth wonder (escrita em 1885, publicado em Out. 1851)
— The «nine-days wonder» press
— A puzzle from Adyar
— The light of Egypt
— Our three objects
— «Going to and from in the earth»
— The theosophist’s right to his God
— Philosophers and philosophicales
— The women of Ceylon
— Memory in the Dying
— An open letter
— What shall we do for our fellow-men?
— Theosophical (?) dogmatism and intolerance

Nos arquivos da Sociedade Teosófica de Adyar encontram-se cartas e memórias que evocam este ano de 1889 e que serão úteis ao apresentar este enigma vivente que foi Madame Blavatsky. Sem dúvida, os melhores documentos de histórias são aqueles escritos por quem viveu a acção in situ.

Carta de Annie Besant, Primavera de 1889, Londres:

«Desde 1886 que crescia lentamente dentro de mim a certeza de que a minha filosofia não bastava, de que a vida e a mente eram algo muito maior do que eu tinha sonhado. A psicologia desenvolvia-se velozmente; experiências hipnóticas começavam a revelar enigmáticas complexidades acerca da consciência humana. Eu estudava o lado obscuro da consciência, sonhos, devaneios. Concluiu-se que os fenómenos da clarividência, clariaudiência e leitura do pensamento eram factos comprovados.

Convencida de que existia algum tipo de poder oculto decidi procurá-lo incessantemente. Em certa altura, no início de 1889, encontrava-me só e em silêncio, imersa nos meus pensamentos, como era hábito após o pôr-do-sol, quando uma sensação de “quase desespero”, me arrebatou uma insaciável sede de descodificar o enigma da vida e da mente. Fez-se então ouvir uma voz que me encorajava, que me dizia que a luz estava perto; uma voz, que para mim, viria a tornar-se o mais sagrado som do Universo. Poucos dias tinham passado quando Stead colocou dois volumosos livros nas minhas mãos. “Será que pode rever isso? Os meus jovens todos se envergonharam de o fazer. Mas você é de tal forma apaixonada por estes temas que certamente conseguirá fazer algo interessante com tudo isso.” Peguei nos livros: eram os dois volumes de A Doutrina Secreta, escritos por H. P. Blavatsky.

Carreguei os volumes até casa e sentei-me a ler.

Ao virar de cada página, o meu interesse tornava-se cada vez mais absorvente; porém, tudo me parecia familiar; a forma como a minha mente deduzia todas as conclusões, o quão natural era, coerente, subtil e ainda assim quão inteligível. Eu estava maravilhada, cega pela luz no seio da qual, factos aparentemente desconexos surgiam como partes integrantes do grande todo, e as minhas incertezas, indagações, problemas, pareciam desaparecer.

Escrevi o resumo e pedi a Stead que me apresentasse a escritora e em seguida enviei um bilhete pedindo autorização para telefonar. Recebi a mais cordial das respostas, agendando o nosso encontro. Numa noite fresca de Primavera, Herbert Burrows e eu – uma vez que as suas aspirações eram semelhantes às minhas no que diz respeito a estas temáticas – caminhámos desde a estação de Notting Hill, interrogando-nos acerca do que iríamos encontrar, até à porta da casa 17 de Lansdowne Road. Uma pausa, uma rápida passagem pelo hall e pela sala de visitas, portas que se abriram e uma pessoa numa grande poltrona em frente a uma mesa, uma voz vibrante. “Cara senhora Besant, há tanto tempo que desejo conhecê-la.” Eu estava de pé, a minha mão estendida num firme aperto de mão, olhando pela primeira vez na vida, directamente, nos olhos de H.P.B. Apercebi-me de uma súbita palpitação cardíaca – seria reconhecimento? – após a qual, confesso com alguma vergonha, senti uma selvagem revolta, uma furiosa repulsa, comparável à de um animal selvagem quando sente a mão que o domina. Sentei-me depois de algumas apresentações que não me permitiram retirar muitas conclusões, e ouvi. Ela falou de viagens, de vários países, uma dissertação simples e brilhante, os seus olhos velados, os seus dedos requintados enrolando cigarros incessantemente. Nada de especial a registar, nem uma palavra acerca de ocultismo, nada de misterioso, uma mulher do mundo que conversa com os seus convidados. Quando nos levantámos para ir embora, o véu levantou-se momentaneamente e dois olhos brilhantes e perscrutantes cruzaram-se com os meus. “Oh, minha cara senhora Besant, como eu gostava que pudesse juntar-se a nós!” Senti um desejo incontrolável de me curvar e beijá-la, impulsionada por aquela voz apelativa, aqueles olhos persuasivos mas, num repentino acesso do meu já antigo e indomável orgulho, indiciador da minha falta de discernimento, limitei-me a proferir uma banal despedida, e afastei-me após alguns comentários vagos e formais. “Filha”,dir-me-ia ela muito tempo depois, “o teu orgulho é terrível; és tão orgulhosa quanto o próprio Lúcifer!”

Regressei mais uma vez, e coloquei questões acerca da Sociedade Teosófica, desejosa de fazer parte dela mas lutando contra a ideia, uma vez que vi de forma clara e distinta – com dolorosa clareza, de facto – o que essa opção iria significar. Anteriormente, eu tinha sido alvo de preconceito público devido ao trabalho que desenvolvera como directora da London School. Iria eu mergulhar novamente numa corrente de conflito e discussão, expor-me ao ridículo – o que é ainda pior do que ser odiada – e lutar uma vez mais em nome do já consumido estandarte de uma verdade impopular? Deveria eu virar costas ao materialismo e encarar a vergonha de confessar publicamente que eu estava errada, corrompida pelo intelecto que me forçara a ignorar a Alma? Qual seria a expressão nos olhos de Charles Bradlaugh quando eu lhe dissesse que me tornara uma teósofa? A luta interna era incisiva e persistente.

Eis-me novamente a caminho de Lansdowne Road para falar a respeito da Sociedade Teosófica. H.P. Blavatsky olhou-me de forma penetrante por um momento. “Leu o relatório da Society for Psychical Research sobre mim?” “Não, até agora não ouvi falar dele.” “Então procure-o, leia-o e se depois de o ler decidir regressar, muito bem.” E ela não voltou a tocar no assunto, e evitou-o falando novamente das suas experiências noutras terras.

Pedi emprestada uma cópia do relatório e reli-o muitas vezes. Observei quão frágeis eram as bases sobre as quais estavam alicerçados aqueles fundamentos, a arrogância das conclusões e o carácter acusatório das mesmas – e o pior de tudo – a fonte de onde provinham as alegadas provas. Tudo estava contra os Coulomb, que se auto-proclamavam parceiros das alegadas fraudes. Como podia eu considerar tudo o que se erguia contra aquela natureza franca e corajosa, da qual tive um vislumbre? Tudo o que se dizia contra a orgulhosa e ardente sinceridade que saía daqueles olhos claros, honestos e destemidos semelhantes aos de uma nobre criança? Seria a autora de A Doutrina Secreta aquela miserável impostora, cúmplice de truques, abominável e repugnante mentirosa, aquela médium que utilizava alçapões e painéis deslizantes? Ri-me perante todo aquele absurdo e coloquei de lado o relatório com a certeza de uma natureza honesta que sabe reconhecer a sua própria identidade quando em contacto com ela, e que se arrepiava perante aquele mentira ignóbil.

No outro dia, eu já estava no escritório da Theosophical Publishing Company às 7 da manhã na Duke Street, Adelphi, onde a Condessa Wachtmeister – uma das mais leais amigas de H.P.B. – estava a trabalhar, para assinar a minha inscrição como sócia da Sociedade Teosófica.

Ao receber o meu diploma, dirigi-me para Lansdowne Road e encontrei H.P.B. sozinha. Fui ter com ela, baixei-me e beijei-a sempre em silêncio. “Então entrou para a Sociedade?” “Sim!” “Leu o relatório?” “Sim.” “E então?” Ajoelhei-me à sua frente, segurei as suas mãos nas minhas e olhei-a directamente nos olhos. “A minha resposta é: aceita-me como sua pupila e dá-me a honra de proclamá-la minha mestra perante o mundo?” A sua face austera suavizou-se com um inesperado brilho de lágrimas no olhar. Então, com uma dignidade régia ela colocou a sua mão sobre a minha cabeça. “Você é uma nobre mulher. Que o Mestre te abençoe.”»

 

"…Poderíamos falar desta pequena obra como de um diário filosófico, onde cada ensinamento – o desse dia – é uma semente que a meditação fará crescer e converterá numa árvore moral de milhares de frutos que poderão levar à descoberta de novas verdades. (JCF)…"

 

Carta de Herbert Burrows, Primavera de 1889, Londres:

«Assediados por problemas da vida e da mente que o nosso materialismo não conseguia resolver, inquirindo-nos intelectualmente acerca do que significam para nós as inóspitas praias do agnosticismo, Annie Besant e eu ansiávamos por mais luz. Tínhamos lido The Occult World e em anos passados ouvido falar – quem não ouviu? – da estranha mulher cuja vida parecia ser uma  total contradição das nossas mais queridas teorias. Mas, tal como a filosofia dos livros, não era para nós mais do que acertivísmo. A vida e a carreira desta mulher careciam de provas para serem analisadas.
        

Cépticos, críticos, treinados ao longo de vários anos de controvérsia pública para exigirmos as mais rígidas provas científicas a respeito de coisas que estavam além da nossa experiência, a Teosofia era-nos desconhecida e parecia-nos um território impossível. Ainda assim, fascinava porque prometia muito, e com as conversas e as leituras, esse fascínio cresceu. Com ele, cresceu o desejo de conhecer H.P.B.. Foi assim
que, numa tarde memorável, com uma carta de apresentação de W. T. Stead (o então editor da Pall Mall Gazette), que substituía o passaporte, encontrámo-nos cara a cara, no escritório de Lansdowne Road, com a mulher que mais tarde aprendemos a conhecer e a amar como a mais maravilhosa mulher do seu tempo.
Eu não era tolo ao ponto de procurar milagres. Não esperava ver Madame Blavatsky levitar, nem materializar chávenas de chá. Queria, mais do que tudo, ouvir falar a respeito da Teosofia, mas não ouvi grande coisa acerca disso. A senhora forte e majestosa, que jogava “paciências russas”, conversou sobre tudo um pouco, excepto a respeito do assunto que mais nos interessava. Nenhuma tentativa de proselitismo, nenhuma tentativa de nos manipular (não estávamos hipnotizados!). Mas durante o tempo em que aqueles olhos magníficos emanavam luz e apesar da enfermidade física, dolorosamente visível, havia tal poder nela que dava a impressão de estarmos a ver não a mulher de verdade, mas apenas a superfície do carácter de alguém que sabia muito e que suportara muito ao longo da vida.

Tentei manter uma mente imparcial, aberta, e acredito que consegui. Estava genuinamente desejoso de aprender, mas mantive-me crítico e atento à mínima tentativa de engano. Quando mais tarde descobri a extraordinária percepção de H.P.B., não fiquei surpreso ao perceber que ela tinha captado claramente a minha atitude mental nessa primeira visita, atitude essa que ela nunca desencorajou. Se ao menos os que comentam, levianamente, que ela hipnotiza as pessoas soubessem que ela faz questão absoluta que coloquemos à prova todas as coisas, para nos ligarmos apenas àquelas que são boas!

Ir uma vez significava voltar, de modo que, depois de algumas visitas, comecei a encontrar a luz. Captei vislumbres de elevada moral, de um zelo que tocava o auto-sacrifício, de uma filosofia de vida coerente, de uma clara e definida ciência do homem e da sua relação com o universo espiritual. Foi isto que chamou a minha atenção – não os fenómenos paranormais, pois eu não vi nenhum. Pela primeira vez na história da minha mente eu tinha encontrado uma professora capaz de pegar nas pontas soltas dos meus pensamentos e uni-las de forma satisfatória; e a infalível habilidade, o vasto conhecimento, a adorável paciência desta professora tornavam-se mais evidentes a cada momento. Rapidamente aprendi que a apelidada de charlatã e trapaceira era uma alma nobre, que se dedicava diariamente a um trabalho altruísta, cuja vida era pura e simples como a de uma criança, que nunca levava em linha de conta a dor ou o entorpecimento físico se isso fizesse avançar a causa maior na qual toda a sua energia estava consagrada. Às vezes transparente como o dia, a encarnação da bondade, ou silenciosa como um túmulo quando necessário, H.P.B. estava profundamente atenta ao menor sinal de falta de fé no trabalho que era a sua vida. Grata, extremamente grata por cada demonstração de afecto – indiferente a tudo o que dizia respeito a si mesma – ela uniu-nos a si, não apenas como sábia professora, mas também como adorável amiga.

Certa vez, quando eu estava deprimido devido a um longo sofrimento mental e físico, e a roda da minha vida deslocava-se de forma tão lenta e pesada que quase parou, durante esse tempo a sua disponibilidade foi incansável e a prova que ela me deu, demasiado pessoal para aqui ser mencionada, só uma pessoa num milhão a pensaria.

Perfeita, não; defeitos, sim; a coisa que ela mais odiava era o louvor cego da sua personalidade. Se eu dissesse que, às vezes, ela era impetuosa como um redemoinho, um verdadeiro ciclone ao enfurecer-se, não teria dito tudo. Frequentemente pensei que era perfeitamente possível que alguns desses repentes fossem produzidos com um determinado propósito. Mais tarde, eles desapareceram quase por completo. Os seus inimigos diziam, por vezes, que ela era grosseira e rude. Nós, que a conhecíamos, sabíamos que uma mulher tão pouco convencional como ela, no verdadeiro sentido da palavra, nunca existira antes. A sua absoluta indiferença a todos os convencionalismos exteriores era verdadeira, baseada no seu conhecimento espiritual a respeito das verdades do universo. Sentado junto a ela, quando recebia estranhos – e eles vinham dos quatro cantos do mundo – frequentemente observei, com o mais prazenteiro deleite, o seu espanto ao verem uma mulher que dizia sempre o que pensava. Aparecesse diante dela um príncipe e ela provavelmente deixá-lo-ia em estado de choque; se surgisse um homem pobre, dar-lhe-ia o seu último centavo e dirigir-lhe-ia as suas mais gentis palavras.»

Outra questão de grande interesse é saber se a atribuição de cada uma das máximas a cada dia do ano é fortuita ou não. Quer dizer, se H.P. Blavastky escolheu cada aforismo tendo em conta a «vibração», tatva ou energia espiritual próprio de cada dia, pois segundo a astrologia esotérica, cada um deles tem uma «carga» especial. Recordemos no capítulo de A Doutrina Secreta (3) chamado «São Cipriano de Antioquia», como este sábio, que finalmente se converteu ao cristianismo, em meados do século III d.C, numa das suas Iniciações, aprendeu «a divisão caldeia do éter em 365 partes e como cada um dos daimons que o repartem está dotado da força material necessária para executar as ordens do Príncipe e guiar ali (no éter) os movimentos». H.P.B. comenta que se tratam dos 365 dias do ano e que, portanto, cada um deles tem um «dom» especial, talvez vinculado aos ensinamentos do «Oriente» por ela escolhidos. O melhor é que o leitor leia e medite sobre a máxima que corresponde ao seu dia natal, ou ao de pessoas que conheça, e comprove se o aforismo do dia se «ajusta» especialmente ou não. Aquele que escreve estas linhas já o fez e ficou surpreendido. É certo que no universo moral tudo está relacionado e todo o ensinamento é válido para todo o ser humano; mas não constatamos, também, como alguns nos parecem chaves que abrem portas internas enquanto que de outros percebemos somente a sua beleza e lógica, sem que nos comovam tanto, sem que nos sintamos tão identificados?

Seja como for, aqui estão 365 jóias da sabedoria do Oriente, que podem converter-se num perfeito código moral. Máximas que resplandecem como jóias, condensadas alquimicamente, da Luz do Sol da Sabedoria; Luz que, segundo Platão, ilumina todas as virtudes da alma e que nos permite caminhar melhor no labirinto da vida.

José Carlos Fernández

 

 

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