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Os Trabalhos de Rá e o Espelho de Ísis

Ra

 

Texto egípcio do Império Antigo que pode ser encontrado em Saccara e que tembaralhado os Egiptólogos pelas diferenças relativamente a versões mais recentes. Relata um dos mitos cosmogónicos mais antigos do mundo:

Rá caminhava pelos campos da Terra Divina, e cansado de ter percorrido todos os seus recantos recostou-se aos pés da Montanha Sagrada onde Atum, pai e senhor lhe falou perguntando-lhe se o seu coração se encontrava pleno de felicidade. Rá respondeu chorando que viver a plenitude e o conhecimento em solidão lhe causava uma profunda tristeza. Reconhecendo a infelicidade da sua amada criação Atum colheu todas as lágrimas de Rá e conferiu-lhes a forma amável e bela da “Natureza” que rege a estação da abundância, e dividindo ao meio a alma da sua primeira criação, abençoou-a com a imortalidade e a sabedoria próprias dos deuses e chamou-lhe Ísis.

A ambos a mente divina doou um utensílio mágico para que sempre se lembrassem da sua origem. A Rá foi oferecido um facho de luz capaz de iluminar a terra inteira, a Ísis foi oferecido um espelho capaz de mostrar todas as coisas existentes na terra.
Desejando ver no espelho que apenas a Ísis se encontrava destinado, Rá conheceu a ira, pela primeira vez, quando a sua mulher se recusou a ceder-lho.

Tomado pela raiva, Rá bateu com o pé sobre a terra e logo o abismo mais profundo se abriu e para lá atirou o espelho sagrado. Em resposta a este acto, Ísis experimentou as dores próprias do mundo, sentiu a perda, e desejando vingar-se roubou o facho de luz enquanto Rá dormia. Fazendo-se valer de toda a sua força lançou-o para o topo da mais alta montanha da terra.
Despojados das suas ferramentas divinas os dois caminharam pela Terra Divina e notaram que as árvores de frutos haviam secado, que os pastos e os animais mirravam e pereciam à fome, e que as pragas cobriam o horizonte. Os seus corpos exaustos e doridos sentiam as dores do cansaço e nos pés abriam-se feridas. Em desespero invocaram a intervenção de Atum que lhes respondeu: Busquem as vossas insígnias divinas, quando as recuperarem viverão novamente como uma imagem viva de mim. A Ísis doou sete véus que a protegeriam em cada uma das sete antecâmaras que deveria atravessar até ao Reino da sua irmã--sombra Nepthys e a Rá doou doze chaves/ferramentas, cada uma das quais o serviria numa das doze provas que teria de atravessar até alcançar o topo da montanha sagrada.

Os capítulos seguintes não se encontram na versão original uma vez que as paredes foram várias vezes reaproveitadas, mais tarde existem textos que chegaram por via grega, mas muito mais tardios e muito alterados mantendo pouco desta versão mais antiga. A única parte que prevalece do final deste texto, na sua versão original é:


Quando Ísis desvelou o último véu, olhou por fim Nepthys nos olhos e viu que o corpo nu da sua irmã-sombra, mais não era do que o seu próprio corpo. Nas profundezas da Terra Sagrada, encontrou o espelho da sua imagem. Invocou o cântico da bela estrela e Ísis-Nephtys subiu/ascendeu/elevou-se para junto de Atum-Rá. A paz/harmonia/justiça reinou então na Terra dos Divinos Selos durante 16.500 anos e 3000 mil dias.

Isa Baptista
Egiptóloga

 

Rá: É o Deus do Sol no Egipto, e o princípio da vontade, o Sol interior em tudo o que existe.

Ísis: Deusa egípcia que representa a Natureza, a Lua e o Princípio Feminino, a grande maga transformadora.

Atum: Deus egípcio que representa o Ser de todas as coisas, o Primeiro Nascido do abismo das Águas Primordiais (NUN).


 

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