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Tradições sobre o Rei do Mundo

 

"Segundo a tradição explicada nos anais do Grande Livro, muito antes dos dias de Adam e de sua curiosa mulher Heva, ali onde hoje só se vêem lagos salgados e áridos desertos, dilatava-se pela Ásia Central um vasto mar interior até às bases ocidentais da majestosa cordilheira dos Himalaias. Naquele mar havia uma ilha de insuperável beleza, habitada pelos últimos restos da raça anterior à nossa, cujos indivíduos podiam viver indiferentemente na água, no ar ou no fogo, porque exerciam um ilimitado domínio sobre os elementos. Eram os "filhos de Deus", mas não os que se apaixonaram pelas "filhas dos homens", e sim os verdadeiros Elohim, embora a Kabala oriental lhes dê um outro nome. Eles revelaram aos homens os segredos da Natureza e comunicaram-lhes a palavra 'inefável', hoje em dia perdida. Esta palavra, que não é palavra, difundiu-se noutros tempos por toda a Terra, e ainda perdura como um longínquo e moribundo eco no coração de alguns homens privilegiados. Os hierofantes de todos os colégios sacerdotais conheciam a existência desta ilha, mas unicamente o Java Aleim, ou presidente do colégio, conhecia a palavra que, no momento preciso da morte, comunicava ao seu sucessor".

Helena Petrovna Blavatsky

 

"Cada período de anos não revelado, o chamado Rei do Mundo, identificado com o Rei Pendragon, ou seja Artur, com o Urso, com a Estrela Polar, rodeado por cem cavaleiros também dormentes, abre os olhos e olha para o alto. Se a pomba volta - aquela que quando saiu da Arca encontrou a terra física - fecha os olhos e continua a dormir. Mas se um dia vier, não a pomba, mas sim um corvo negro, que é aquele que não pode encontrar a terra física porque foi mais além, foi ao mundo metafísico no qual não crescem as oliveiras; se algum dia este corvo negro - que tal como o lobo representa a vigilância - voltar a apresentar-se, então o Rei do Mundo levantar-se-á e levantar-se-ão também os cavaleiros como uma flor ressuscitada, como o lotus azul dos mistérios egípcios; levantar-se-ão novamente todas as pétalas e os cavaleiros caminharão outra vez à conquista do mundo, quer dizer, à reimplantação dos Mistérios, à reimplantação do Pacto".

Jorge Angel Livraga


reiDesde o princípio da Humanidade mencionou-se a existência de um governo interno do mundo, de uma hierarquia que dirige tudo o que nele ocorre, uma Hierarquia de Seres Superiores que no seu reflexo entre os homens são a imagem e semelhança da sua parte interna. É o que se conhece como O Rei do Mundo do qual, embora pouco se saiba, todas as tradições coincidem em falar dele.

Mas há uma pergunta latente entre os homens. Até que ponto, num mundo desvalido, acossado pelo materialismo e submerso numa profunda crise especialmente espiritual, se pode conceber este Rei do Mundo que não ponha termo de uma vez a todo esse sofrimento? Para responder a esta pergunta é preciso ter em conta a chave experimental: a Humanidade deve aprender do bom e do mau para poder decidir por si mesma.

Encontramos nas antigas tradições uma referência constante à "hora marcada pelos tempos", a hora de que falam o Apocalipse, os velhos textos da Índia ou os textos pré-colombianos (do Novo Sol), anunciando a chegada do Homem Novo ou a chegada da Idade de Ouro segundo os ciclos hindus. Assim, quando começa o Kali-Yuga - ou Idade de Ferro segundo os Yugas hindus -, a Hierarquia necessita de se reconcentrar num mundo subterrâneo, no denominado paraíso oculto, embora não perdido irremissívelmente. Desde este lugar chegam "emissários" que trazem a "palavra eterna". Segundo algumas interpretações, tratar-se-ia de um mundo subterrâneo, enquanto outras falam de algo etéreo...

Quando Semíramis chegou ao Egipto descobriu numa das construções que se afundavam uma população subterrânea da qual pouco se sabe para além daquilo que as tradições coptas nos contam. Mencionam-se criptas e caves, todo um mundo sob o Egipto, concretamente por baixo da actual cidade do Cairo. Paralelamente, as antigas tradições americanas falam-nos de túneis através dos quais se intercomunicavam os Andes; de grutas em cujo interior lojas secretas de alto desenvolvimento intelectual e espiritual elaboraram o futuro da Humanidade. Diz-se, do mesmo modo, que a Índia comunica com o Tibete, e este com diferentes partes do planeta, por meio de galerias subterrâneas, constituindo a mítica Sagarttha ou Agarttha, segundo a origem mongol ou chinesa da palavra, como representação oculta de Sambala (que também recebe denominações como S'ambhala ou Zambhala) a cidade externa.

Narra-se que deste "umbigo do mundo" surgem seres que reinam entre os homens de maneira directa, permanecendo em outros momentos crípticos e ocultos. Os relatos de viajantes montam uma trama curiosa sobre este tema, quiçá excessivamente anedótica, recolhida das tradições dos homens tibetanos. F. Ossendowski é um deles; chega ao Tibete onde conhece as diferentes tradições deste povo, entre as quais se acha a que se refere ao Rei do Mundo. Contava-se que durante determinados dias, este submergia-se em profundas meditações, surgindo em toda aquela área o "timor panicus" face à celebração dos mistérios cósmicos. Os pássaros deixavam de cantar e as folhas já não se mexiam com o vento que deixava de soprar, produzindo-se um impressionante silêncio do qual Ossendowski disse ter sido testemunha.

 

"Assim, aquele que se conforma em intelectualizar para tranquilizar os seus medos, não é um verdadeiro filósofo. É preciso algo mais: é necessário lançarmo-nos no mistério da mística real"

 

Numa caravana, o guia parou os camelos e as mulas estancaram imediatamente; houve um momento de estranho sossego. Ossendowski dirigiu-se aos demais e disse-lhes que em alguma parte daquelas terras o Rei do Mundo estava a celebrar o ritual de certos "mistérios cósmicos". Este viajante recolheu também outra curiosa lenda tibetana em que se fala da existência de um templete em cujo trono tomou assento o próprio Monarca Universal assim como toda a sua corte, e daí emitiu uma mensagem para aqueles que fossem capazes de a interpretar. Isto tem a sua raiz lógica tendo em conta que o Tibete é uma zona de grande carga espiritual e os seus habitantes são seres especialmente dotados pela natural conjunção do homem com a terra. Parece deduzir-se, portanto, que Sagarttha - Agarttha teria nesse lugar um centro de actividade.

Afirmam as tradições tibetanas que quando entre os homens reinar o verdadeiro terror, a injustiça e o mais absoluto caos, quando for esquecido o nome de "Brahamana" (o Rei do Mundo entre os hindus), nesse instante soará a hora do Rei do Mundo, e então sairão do seu ocultamento aqueles arautos aos quais juntar-se-ão outros quando souberem da sua existência, para combaterem na velha batalha do bem contra o mal, da força da luz contra a força das trevas.

Este é, certamente, um tema muito complexo por encerrar elementos de tipo cósmico, histórico e humano; e também é provável que a existência do Rei do Mundo determine as forças dos intervalos temporais relacionados com os Manvantaras.

1. Duplo carácter político e sacerdotal

A figura do Monarca Universal encerra um duplo carácter político e sacerdotal. O elemento sacerdotal representa os Brahmanes e o elemento político representa os Kchâtryas, segundo as tradições hindus; no Egipto, o elemento sacerdotal representa os Iniciados e o elemento político a figura do Faraó. Esse aspecto dual também se manifesta no Amauta e no Inca que aparecem na América, e volta-se a encontrar esta chave em diferentes momentos do desenvolvimento histórico da Humanidade. Esta dualidade constitui, em síntese, os elementos básicos do poder, o látego e o gancho (símbolos mágicos do antigo Egipto) como determinantes das chamadas portas da Misericórdia e da Justiça na Kabala. A primeira está simbolizada pelo gancho; a segunda pelo látego; o verdadeiro governante devia possuir estes dois símbolos mágicos. A conjunção egípcia destes dois elementos faz recordar o caduceu, onde se entrelaçam as duas serpentes como duas forças, no meio das quais se encontra a vara de aveleiro. São as mesmas chaves de ouro e de prata que aparecem nos escudos heráldicos: as chaves da porta do poder sacerdotal e do poder político. O pontífice e o governante também se unem na figura do Rei do Mundo; este é quem dita as normas emitidas pelo Conselho dos Justos; é o que detém a chave para abrir as mais ocultas portas de tipo iniciático que o homem jamais conheceu, a dos Iniciados de Agarttha.

Contam as tradições sobre Agarttha que naquelas grutas a luz é radiante apesar do Sol, em princípio, não chegar até lá. É, pois, evidente que o homem encontrar-se-ia numa concavidade onde o universo não é o que correntemente convencionamos. Estes Iniciados são os Ativara, os sem casta, os que superaram todas as diferenças.

Quando na zona do baixo Nilo se descobriu a cultura Cusita, os portugueses, seguindo aquelas tradições, julgaram ter encontrado o reino do Preste João. O mesmo sucedeu com a busca do legendário Eldorado, na América do Sul. Converteu-se numa necessidade, desde os alvores da Humanidade, a busca de Sambala, de Agarttha, um país onde, segundo contavam os antigos mitos, os lotus permaneciam eternamente abertos como símbolo de pureza, de elevação sobre o barro e a água até à luz do Sol do Conhecimento. Nesse lugar o Rei do Mundo teria o seu reino para mover e governar a partir dali a Roda do Destino (assim é Chakravartin, o Monarca Universal, o que faz girar a Roda). Segundo a correcta imagem de Aristóteles, é o motor imóvel capaz de alterar o ciclo actual pela sua própria natureza. Desde as entranhas do planeta participa da essência de todas as coisas e tem, dentro da sua imanência, a faculdade de variar substancialmente o ritmo da vida com dois argumentos fundamentais: a justiça e a paz, coração do visível e do invisível.
Introduzimo-nos no tema com estes conceitos, para fazermos agora um percurso por diversas tradições com a sua clara referência aos intermediários divinos.

2. Análise comparada

Na Kabala hebraica, Shekinah é a presença real da Divindade entre os mortais, a Grande Paz, a síntese da Árvore Sephirotal. Esta Árvore tem duas colunas que, juntamente com Shekinah conformam três vias fundamentais. A coluna da direita é a da misericórdia, da paz, contraposta à coluna da esquerda, que é a do rigor ou da justiça.

Quando o homem se afasta de Shekinah, da Sabedoria, de Deus, cai irremissívelmente na via do rigor, aplicando-se-lhe a justiça. Mas se, pelo contrário, ascende pela via da misericórdia, estará cada vez mais próximo de Shekinah e, segundo a tradição, liberta-se através da mão direita que é a mão bendita. Deus tem duas sedes: a da misericórdia e a da justiça.

Pelo seu lado a doutrina do Islão recolhe os elementos do trono e da cadeira; inclusive os "nomes divinos", Cifatiyah, dividem-se em dois ramos: o Jalaliyah ou nome da majestade e o Jamaliyah ou nome da beleza. Estes dois aspectos voltam a manifestar-se como atributos de Allah. Santo Agostinho também fala da mão direita como a da misericórdia e da bondade na figura do sacerdote (recordar igualmente a mão direita de Fátima pertencente à tradição islâmica), e da mão esquerda como símbolo da justiça na figura do Rei.

Voltando à Kabala, encontramos outro símbolo que nos pode ser orientativo: Metraton, vocábulo derivado provavelmente do caldaico. Tem um significado muito belo: é a "luz em chuva", como ideia do rocio luminoso, aquele que cobre a flor aberta à luz e que difunde os luminosos raios da Divindade. Por esta razão Metraton é o Enviado, o Guardião, o Príncipe do Mundo, e além disso é o pólo celeste em relação com o eixo do mundo, o canal condutor da energia primária (de Deus), facto que o identifica com o símbolo da clemência, "o anjo sem rosto", cujo nome no esquema cristão equivale a São Miguel. Comparativamente, Metraton manifesta-se entre os homens por meio de duas energias: o Kohen-Hagadol ou "Grande Sacerdote" e o Sar-Hagadol ou "Grande Príncipe". São Miguel é o Grande Maleak Ha Elohim, encerrando a ideia de Melek, o Rei, e de Maleak, o Enviado ou Anjo; embora, na realidade, esteja resumido numa única palavra, Malaki ou "meu Enviado".

As três funções supremas que se conjugam na imagem fundamental, assim como no rei e no sacerdote, aparecem na Índia de forma ainda mais clara no Brahatma, ou Brahamatma, ou Rei do Mundo, aquele que fala a Deus frente a frente. Coincide com a descrição referida por Ossendowski sobre o Ser, segundo as antigas tradições tibetanas. Brahatma apresenta duas bifurcações: Mahatma ou Alma Universal, conhecedora dos acontecimentos futuros, o sacerdote; e Nahanga, símbolo da organização e do Cosmos, aquele que dirige os acontecimentos do mundo. Brahatma é o Rei dos Três Mundos (Tribhuvana) relacionado, segundo os ocidentais, com os que regem os destinos da Humanidade. Assim, todos aqueles que regem os destinos do mundo estariam influenciados pela presença de Brahatma, do Rei do Mundo; os que se aproximam da sua imagem caminhando pelo "verdadeiro caminho" são ajudados, enquanto que são inexoravelmente destruídos os que se afastam dele, quer pelo destino implacável (Karma), quer pelas hostes do Monarca Universal à hora da morte.

A interpretação sobre os três Reis-Magos do Evangelho podia fazer-se extensiva aos três Reis de Agarttha que saúdam um novo enviado (Avatar). Um deles, Mahanga, saúda Cristo como rei oferecendo-lhe ouro; Mahatma, o que saúda como sacerdote, é portador de incenso; o terceiro, Brahatma, Rei do Mundo por excelência, traz-lhe mirra, o bálsamo da incorruptibilidade, saúdando-o como profeta.

Os homens tentaram representar esses arautos na Terra com diferentes elementos: assim encontramos religiões muito antigas como a dos "Bonés amarelos" do Tibete, onde a figura do Dalai-Lama representa o centro, o Tashi-Lama o sacerdote, e o Bogdo-Khan o guerreiro. Um conselho circular rodeia-os através de doze nomekans que, de algum modo, recordam-nos os Cavaleiros da Távola Redonda.

A tradição judaico-cristã cita Melki-Tsedeq como reflexo, entre outros conceitos, do Rei do Mundo. Melki-Tsedeq é Rei de Salem, representação física de Agarttha, a Jeru-Salem bíblica. Está governada pelo Rei da justiça e da paz. Melki-Tsedeq é o símbolo do governante, do Rei por excelência.
Entre os gnósticos alexandrinos, Melchisedeq muda, não na sua etimologia, mas no modo da sua manifestação, simbolizando o Grande Receptor da Lei Eterna. A balança e a espada serão atributos próprios de Melqui-Tsedeq, o Rei da Justiça, do mesmo modo que o são de Mikael, o Anjo do Juízo.

3. O Centro

Geralmente, para representar o ponto em que se encontra o Rei do Mundo, utilizou-se o símbolo do "omphalos" ou umbigo, do eixo ou bétilo, vocábulo este proveniente do hebreu Beith-El ou casa de Deus. Insiste-se na ideia de que o Governo Interno do Mundo manifesta-se entre os homens através de Enviados que se convertem no germe de uma nova civilização que, durante o tempo da sua existência, é "umbigo" ou centro do mundo. Tebas, por exemplo, foi durante séculos considerada como "umbigo" do planeta, assim como o Tibete ou o norte da Irlanda, terra de sábios. Em todos estes lugares encontramos pedras que determinam o eixo ou pilar à volta do qual gira a civilização durante um período concreto. Ao girar toma a forma de uma cruz de fogo em movimento, a mesma que, segundo se conta, Gengis Khan, unificador da Mongólia, usava no seu anel. Certas tradições dizem que esta cruz de fogo é o símbolo do Rei do Mundo. No seu movimento vai sofrendo alterações tal como a História, pois cada movimento constitui o factor de uma nova civilização.

As montanhas e as cavernas relacionam-se; os seus ciclos e mistérios são os mesmos já que a Grande Caverna é a chave do homem, é a montanha oca interiormente, e quem conseguir ascendê-la, transpor a caverna ao longo de todo o processo iniciático, sai finalmente pela cratera até à Luz. É o mesmo efeito do espelho, cujos reflexos devem ser interpretados inversamente. Para entendermos o primeiro exemplo podem-nos servir as grutas de Aracena (Espanha) e o castelo que se encontra sobre o promontório; e para o segundo exemplo, a cúspide da montanha reflectida no lago a modos de espelho.

A ideia de "umbigo" indica o buraco no qual se apoia o pilar, o eixo ou escada que comunica com outro "umbigo" superior onde se apoia o outro extremo do eixo. A palavra Coelum, céu, deriva do grego "Koilon" que pode ser interpretada como cova; o que nos faz conceber o céu como um espaço côncavo no qual incrustamos o pilar da nossa esperança transcendente.
Assim, os que ascendem pela montanha oca chegam ao palácio das cem portas ou à casa onde os lotus nunca se fecham. Chegam ao que os gregos chamaram o Olimpo, ou à montanha Qaf dos árabes, ou ao Montsalvat dos buscadores do Graal, ou à Jeru-Salem, ou à colina de Sión, ou ao Monte Meru dos hindus, ou ao Alborj dos persas, a Shangri-la; em resumo, a Agarttha-Sambala.

4. Transmutação

De algum modo nós, filósofos, buscadores da verdade, sentimo-nos consubstanciados com a ideia do Rei do Mundo, da procura constante da nossa Agarttha interior e exterior, até alcançarmos uma transmutação.
Tendo em conta que a palavra transmutação está associada nos velhos textos da alquimia à mudança profunda, é tema dos Mistérios recolhidos exotéricamente pelas religiões. O cristianismo fala da conversão do pão e do vinho, na Santa Missa, no corpo e sangue de Cristo, fenómeno reflectido nas mais arcaicas representações das tumbas paleo-cristãs. Mas também a ciência actual fala do tema quanto às transformações íntimas do átomo. Uma e outra coisa são a reprodução acelerada dos mesmos processos naturais, como podemos observar na tábua periódica dos elementos (Mendeleief). Não há que esquecer que o objectivo da alquimia é obter a pedra filosofal, a jóia diamantina, a pedra ferida pelo raio que coroa a Ilha dos Bem-aventurados, a matriz da espada mágica que conforma a Estrela Polar. Esta pedra permite a transmutação do chumbo em ouro, do pouco válido no muito válido, do passado saturnino no futuro solar e luminoso, a passagem das trevas primordiais à Luz ou primeira vestimenta do Fogo Sagrado.

Por isso, a atitude filosófica do indivíduo não é só a do amor à Sabedoria, não é uma atitude estática, mas sim dinâmica; é penetração no "templo" mais do que contemplação para, deste modo, selar um pacto interior. Assim, aquele que se conforma em intelectualizar para tranquilizar os seus medos, não é um verdadeiro filósofo. É preciso algo mais: é necessário lançarmo-nos no mistério da mística real, que obriga à transmutação, à purificação da personalidade para nos convertermos em pequenos reis, mas reis de verdade, do nosso mundo humano.

 

Juan Manuel F.
Investigador

 

 

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