Nova Acrópole Portugal    
     
  a   a   a   a   a   a   a   a   a   a  
                             
 

SIMBOLISMO MÍTICO-RELIGIOSODOS CERTAMES OLÍMPICOS

"O primeiro a chegar, obtinha o privilégio de acender o Grande Fogo Sagrado no Altar, representando assim o esforço do homem por alcançar o Fogo como elemento divino e com ele tomar consciência dos seus princípios superiores"

As tradições mais antigas estabelecem a proveniência da fundação dos Certames Olímpicos do próprio Zeus, que, depois de ter vencido os Titãs, estabeleceu estas lides, em que os participantes foram os próprios Deuses, e assim, Apolo venceu na corrida a Hermes e no pugilato a Ares (Pausanias, V. 7, 10). Esta versão oferece provavelmente um valor muito mais simbólico do que histórico, já que as primeiras Olimpíadas não incluíam o pugilato, e sendo Ares o Deus da Guerra, e Hermes «o dos pés ligeiros», o Senhor da Velocidade, a metáfora exalta Apolo vitorioso sobre todas as coisas, símbolo da luz triunfante.

As tradições mais aceites fazem constar que foi o mítico Hércules, o filho de Alcmena que fundou as Olimpíadas em honra de Zeus, segundo testemunhou Píndaro em As Olímpicas (II, 3-4).

Depois de derrotar Augías, Rei de Elide e neto de Poséidon, que não lhe quis pagar o preço combinado pela limpeza dos seus estábulos (um dos doze trabalhos de Hércules), instaurou os Jogos Sagrados, conferindo-lhes um sentido e um carácter puramente solar (místico e guerreiro). É Hércules que estabelece a cerimónia do Fogo Sagrado, e com ela, a primeira corrida olímpica, medindo com os seus pés a distância do estádio.

greek_maratona

Durante muitos séculos, a única prova consistiu nesta corrida; os participantes alinhavam-se à distância requerida e partiam para a meta, o altar de Zeus, a cujos pés esperava o Oficiante Religioso com a Tocha acesa. O primeiro a chegar, obtinha o privilégio de acender o Grande Fogo Sagrado no Altar, representando assim o esforço do homem por alcançar o Fogo como elemento divino e com ele tomar consciência dos seus princípios superiores. O Fogo é a Mente (sob certa chave), e a Mente abre o pórtico de entrada para estados superiores de consciência.

greek_fire


Por outro lado, o portador de Tocha, iluminando o mundo, representava a tragédia de Prometeu iluminando com o seu Fogo as trevas dos mortais.

"O mágico Fio de Ouro entre os Deuses e os homens existiu durante um tempo em Olímpia"


O Altar, diz-se, foi estabelecido por Zeus ao descarregar um raio sobre o lugar exacto da sua construção. Hércules trouxe a oliveira calistéfanos do país dos hiperbóreos, a única que servia para entrançar as coroas dos vencedores, e o álamo branco, a única madeira imolada nos sacrifícios. Ele delimitou o recinto de Altis ou floresta sagrada, na qual se levantariam os Templos e o estádio.

olympic_crown



Curiosamente, do mesmo modo que a Teogonia grega clássica, em que Zeus é a cabeça visível de toda uma Dinastia divina, o primeiro a surgir triunfante da velha ordem dominada por Cronos e Rea, na história das Olimpíadas, ele é também o Deus fundamental e pedra de ascensão de todo o culto da cidade de Olímpia e dos seus Jogos, e posteriormente irão surgindo também no estádio de Olímpia todos os outros Deuses de sua descendência ou unidos à sua Dinastia, com os seus peculiares ritos de culto e lugares consagrados. De facto, as mais antigas tradições acerca de Olímpia falam-nos do culto à Mãe Primordial, Gea, e ao seu filho Cronos. É o tempo em que não existem ainda as Olimpíadas nem o Santuário. Os basiles oferendavam ao inexorável Cronos, num tosco altar, numa gruta escavada na pedra, aos pés do monte que possui o seu nome, onde um Oráculo – diz-se – emitia as suas profecias.

É também em Olímpia que Zeus, Senhor do Raio, destrona o velho culto de Cronos e estabelece uma Ordem Nova. A partir dele e dos seus Certames aglutinam-se os cultos posteriores a outras Divindades. Deste modo, o Pritanion era provavelmente dedicado a Héstia, o Hereo à Deusa Hera, o Ideon Androon, a Rea, e assim por diante com as restantes Divindades. Embora não haja registo disso, por ter desaparecido ou por muitos lugares sagrados se encontrarem na mais completa ruína, podemos concluir que a Olímpia terrestre tentou reconstruir a imagem do Celeste Olimpo, toda a República dos Deuses e restantes seres de índole e pro­genitura divina, designando para cada um, o pedaço de terra, as paredes e o Templo equivalentes aos seus domínios celestes. Os cultores de cada Divindade consagraram ritos e estabeleceram regras religiosas. O mágico Fio de Ouro entre os Deuses e os homens existiu durante um tempo em Olímpia. E o velho Crónida, Regente do Templo, levou consigo de novo os segredos do Mundo Antigo, cobrindo com o seu manto o Númen sagrado e deixando-nos apenas as migalhas do festim heleno.

discobolu

 

 

ARQUIVO NOVA ACRÓPOLE


 

curso_filosofia

 

 

 
curso
 
 
filete
 
 
FILOSOFIA
E PSICOLOGIA PRÁTICA

A Sabedoria Viva das Antigas Civilizações
 
 
Filosofia e Psicologia Prática
 
     
 
uma filosofia prÁtica
para o sÉculo xxi
 
     

  CENTROS n.a. EM PORTUGAL  
 

a

 
  Lisboa  
  Porto  
  Coimbra  
  Aveiro  
     
 

a

 
  BLOGS N.A. PORTUGAl  

  Blog  
  Blog do Director  
  Blog do Círculo Lima de Freitas  
     

  NOVA ACRÓPOLE INTERNACIONAL  

  Anuário de 2010  
  Anuário de 2009  
  Anuário de 2008  
  Anuário de 2007  
  Resoluções da Assembleia Geral  
   
     
  Nova Acrópole Internacional  
     

  CONFERÊNCIAS  

  Vídeos seleccionados  
     

  outros cursos  

   
  Arte de Falar em Público  
  Florais de Bach  
     

  cÍrculo lima de freitas  

  Cursos de Matemática e
Geometria Sagradas

 
   
     

  REVISTA ACRÓPOLE  

   
     

  NOVIDADES EDITORIAIS  

  TÍTULOS PUBLICADOS  
   
 

 
© Nova Acrópole 2009 | Optimizado para monitor 1024X800 | Mapa do site | Webmaster