Observação Astronómica «UMA VISÃO MAGICO-SIMBÓLICA DO CÉU ESTRELADO»
na Serra da Arrábida

No passado dia 5 de Setembro, o Prof. José Carlos Fernández introduziu-nos no simbolismo do Céu Estrelado – estrelas, constelações, planetas... – segundo a visão das culturas antigas como a do Egipto, Índia e Grécia. Uma experiência inesquecível a repetir e aprofundar…
Nesta actividade, tivemos a oportunidade de observar a beleza extraordinária do céu estrelado, a partir de um dos vários miradouros que do centro da Serra da Arrábida se volta para o mar e contempla a noite.
Partimos da sede da Nova Acrópole em Lisboa em direcção ao templo da Natureza que, recordando o pensamento e vivência de Sebastião da Gama, faz lembrar a belíssima serra. À chegada encontramo-nos com os restantes participantes junto ao Convento, já do exterior o verde das árvores e arbustos, à medida que subíamos, observavam-nos misteriosamente.
Entrar na serra, particularmente à noite, permite-nos sentir a grande imensidão sem tempo e distanciar-nos das desarmonias que, às vezes, os centros urbanos são geradores. O ambiente em que se chega ao local é muito agradável, tudo fluindo melodicamente.
O Prof. José Carlos Fernández, Director Nacional da Nova Acrópole, introduziu-nos no simbolismo mítico e na visão partilhada pelo ser humano nas culturas antigas como do Egipto, Índia e Grécia. Falou-nos de como se vivia e compreendia o céu, como imagem do divino, como centro inspirador do ideal, da visão da grande-mãe na simbólica da via láctea, como reflexo do ideal heróico, como matriz, e, particularmente, como imagem do eterno imutável, ou seja, referindo-se às estrelas como arquétipos que sempre inspiraram o homem a superar-se e a Natureza a prosseguir a sua caminhada.
Paralelamente, pudemos identificar, ajudados pelo potente raio laser, vários conjuntos estelares, o centro da galáxia, o planeta Júpiter, as constelações do Dragão, Sagitário, Peixes, Ursa Maior e Menor, Carneiro, ... outras estrelas como Vega e Acturo, entre muitas outras, e, ainda imaginar a posição de outras como Sírio que naquele momento não estavam visíveis.
Durante os minutos em que decorreu a observação, podermos alternar entre a visualização das estrelas (por vezes, vimos «estrelas cadentes») a par da paisagem mais ou menos longínqua e cerrar o olhar sentindo o vento, a natureza global que nos envolvia e o invisível como a energia que tudo move e inspira fazendo-se acompanhar do som musical das palavras do orador; tudo isso constituiu, provavelmente, a experiência mais marcante que cada participante pôde sentir e que é de facto intransmissível.
Convidamos, assim, a que se o desejam, se juntem a nós em próximas visitas, caminhadas e observações, fazendo-se acompanhar de um generoso agasalho.
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