Durante cinco dias, o auditório e os jardins da Casa das Histórias Paula Rego receberam o 2º Festival da Terra GEA, organizado pela Nova Acrópole em parceria com o Município de Cascais, a Cascais Ambiente, a Fundação D. Luís e o Instituto Internacional Hermes, este último responsável pela programação científica do Colóquio Internacional «Natureza, vida e (cons)Ciência» que integrou este Festival. Foram cinco dias de autêntico hino à comunhão com a Natureza, essa Natureza que também somos nós. Centenas de participantes usufruíram deste espírito da GEA Num Festival que contou com: 20 oradores 14 formadores 20 comunicações científicas 7 workshops 7 oficinas 2 filmes 2 showcookings 1 recital de poesia 1 lançamento de livro 1 concerto de abertura 1 Festa do Solstício Começámos na quarta-feira, dia 19 de Junho, com um inspirador concerto pelos solistas da Orquestra de Câmara Cascais-Oeiras (OCCO), seguido por um recital de poesia panteísta e o lançamento do livro, «O segredo do Conde – a Catedral da Natureza», da autoria de Vítor Guerreiro da Silva e de Paulo Loução. Na quinta e sexta-feira, o auditório da Casa das Histórias foi palco de um Colóquio Internacional no qual participaram oradores de referência tanto a nível nacional como internacional (vide notícia do Colóquio à parte).

Na sexta à noite, houve espaço para a Festa do Solstício, outro momento de grande inspiração e beleza. Rosário Falcão, membro da Nova Acrópole, abriu a festa com um concerto de Gongos, Paulo Loução, o coordenador do Festival, leu um texto de espírito ecológico de «A Cidade e as Serras» de Eça de Queirós. Seguiu-se a participação do Coro da Terra dirigido pelo maestro Luís Almeida e do Duo Corcova, com Laura van de Woord, no violino, e Jeroen Hobbel, na guitarra clássica. Os Rufinhos e o Grupo Thor dirigidos pelo maestro Joaquim Pinto Gonçalves finalizaram esta Festa com o ritmo contagiante dos tambores e da gaita-de-foles. No sábado e domingo, 22 e 23 de Junho, os jardins da Casa das Histórias receberam diversos workshops, oficinas e showcookings de alimentação saudável. No sábado, pela manhã, Jean-Pierre Ludwig orientou uma sessão de Chi-Kung, Pedro Gil da Cascais Ambiente ministrou um workshop de «construção de um vermicompostor doméstico» e Rosana Cordovani, da Nova Acrópole, ficou responsável pelo Espaço Infantil. Entretanto, a mestre oleira Maria Fernanda Braga começou as suas oficinas de modelagem de barro para todas as idades. Durante a tarde, Isabel Castanheira, da Quinta dos 7 Nomes, dirigiu uma oficina de horta biológica, Andreia Black, da Conscious Way e da Nova Acrópole, brindou os presentes com um showcooking de lanches saudáveis, e o médico ayurvédico Matheus Macêdo, fundador da Vida Veda, realizou uma sessão subordinada ao tema, «Ayurveda, saúde, alimentação e vida plena».

No auditório teve lugar a projecção do filme sobre «A memória da água», dando a conhecer os trabalhos do Prémio Nobel Luc Montagnier sobre esta área de pesquisa científica, seguindo-se a importante conferência do investigador Bernard Sudan, «Rumo a um novo paradigma em medicina e biologia: a água e a memória das vibrações». A física colombiana residente em Londres, Paola Guerrero, partilhou com os presentes a experiência da sua participação numa expedição à Antártida e abordou o seu projecto «Antártida para Valentes». No domingo, as actividades continuaram com o magnífico workshop de apicultura protagonizado por Telmo Cabral, «A sociedade das abelhas e a gestão de uma colmeia»; em simultâneo, Carla César, formadora da Nova Acrópole, partilhava com os presentes, técnicas artesanais para fazer cremes e produtos de higiene naturais. Já perto da hora de almoço, a calhar, Andreia Black realizava novo showcooking vegetariano, desta, dedicado a «Refeições Conscious Way». Pela tarde, Raquel Cachafeiro, fundadora do projecto Cosmoética, ministrou um muito interessante workshop subordinado ao tema da «Magia do Mundo Vegetal – A saúde pela virtude das plantas». Ao mesmo tempo, Salomão Gabriel, ecologista activo e especialista no tema, realizou um magnífico workshop de «Extracção de óleos essenciais: destilação por arraste e vapor», no qual todos os assistentes puderam levar um pouco da água floral e do óleo essencial de alecrim extraído durante a tarde. Já a encerrar o Festival, Filipa Jordão, música e formadora para a sustentabilidade, partilhou os seus conhecimentos e práticas no âmbito do tema, «Hábitos de consumo mais conscientes em contexto urbano», e Clara Raposo, da Reciclara e membro da Nova Acrópole, realizou uma oficina de Upcycling. No final todos nos sentimos internamente mais ricos, e mais conectados com GEA, com mais consciência gaiana, como diria Stephan Harding. NAOC

Veja todas as fotografias aqui.