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1.ª Carta de Hildegarda para Papa Eugénio

Oh gentil pai, apesar de eu ser uma pobre e pequena mulher, escrevi aquilo que Deus entendeu ser apropriado ensinar numa visão verdadeira, por inspiração mística.

Oh radiante pai, através dos vossos representantes vieste até nós, tal como Deus predestinou, e vistes alguns dos escritos de verdadeiras visões, que recebi da Luz Viva, e ouvistes aquelas visões no abraço do vosso coração. Parte desses escritos já estão completos. Mas, ainda assim aquela mesma luz não me abandonou, mas inflama a minha alma, tal como fazia na minha infância. Por isso, envio-vos esta carta agora, tal como Deus me instruiu. E o meu espírito deseja que a Luz da Luz brilhe em vós e purifique os vossos olhos e eleve o vosso espírito para o vosso dever no que concerne aos meus escritos, para que a vossa alma possa ser coroada, que será agradável para Deus. Na sua instabilidade, muitas pessoas, aqueles sábios em assuntos mundanos, menosprezam estes meus escritos, criticam-me, uma pobre criatura criada de uma costela, ignorante em matérias filosóficas.

 

"Oh gentil pai, apesar de eu ser uma pobre e pequena mulher, escrevi aquilo que Deus entendeu ser apropriado ensinar numa visão verdadeira, por inspiração mística."

 

Por isso, pai de peregrinos, ouvi O QUE É: Um poderoso rei sentado em seu palácio, rodeado por grandes colunas, envolvidas em faixas de ouro e belamente adornadas com muitas pérolas e pedras preciosas. Basta este rei tocar uma pequena pena para que voe miraculosamente, e um poderoso vento a sustém para que não caia.

Agora, Aquele que é a Luz Viva brilhando nos céus e no abismo e Aquele que permanece escondido nos corações daqueles que O ouvem, dizem-vos mais uma vez: preparai estes escritos para serem ouvidos por aqueles que me recebem e fazei-os frutificar com a seiva do doce sabor; fazei-os a raiz dos ramos e a folha voando na face do diabo, e tereis a vida eterna. Não desprezeis estes mistérios de Deus, porque têm dentro uma necessidade escondida e que ainda não foi revelada, possa o odor (II Cor. 2.15) ser doce em vós e possais vós não vos fatigar no caminho estreito.

 

2.ª Carta de Hildegarda para Papa Eugénio

Devido à insensatez daqueles que são demasiado cegos para ver e surdos para ouvir ou mudos para falar, aqueles que atraiçoam e roubam levarão à sua própria destruição – devido a tal, Ele que não é silencioso fala: e o que é que Ele diz? A espada flamejante atinge, cortando o ímpio.

Oh vós que sois, no vosso chamamento, a resplandecente armadura e a primeira raiz na nova aliança de Cristo, vós que estais dividido em duas partes (numa, porque a vossa mente foi renovada na mística flor, a companheira da virgindade; na outra, porque sois o principal ramo da Igreja), ouvi-O, aquele que é poderoso no nome e que jorra como uma torrente: não destruais a visão do olhar, nem apagais a luz da luz, mas sede absolutamente justo, para que não sejais responsável pelo estado daquelas almas colocadas em vosso seio. E não os deixais afundar no lago da perdição através do poder dos princípios elevados dos prelados. Uma jóia jaze no caminho, mas surge um urso e vendo que é muito bela estica a sua pata para a pegar e leva-a. Mas, subitamente, uma águia mergulha e arrebata-lhe a jóia, envolve-a nas suas asas e leva-a para o palácio do rei. E esta jóia brilha tão esplendorosamente perante o rei que ele estabelece um grande reservatório, e devido ao seu amor por esta jóia, oferece à águia sandálias de ouro, e louva-a pela sua integridade.

Agora, vós que estais sentado, como representante de Cristo, no trono da Igreja, escolhei a melhor parte (Lucas 10.42) para que possais ser a águia que ultrapassa o urso; neste caminho, podereis adornar as paredes da Igreja com as almas que vos foram confiadas. Que possais arrebatar-vos a vós próprios deste mundo e entrar nas regiões superiores, com as vossas sandálias de ouro.

Papa Eugénio para Hildegarda

Bispo Eugénio, servo dos servos de Deus, para Hildegarda, amada filha em Cristo, mestra de Monte St. Rupert, saudações e bênção apostólica.

Regozijamos, minha filha, e exultamos no Senhor, pela vossa reputação honrada se ter espalhado de lés a lés, que muitas pessoas vos consideram “o odor da vida que conduz à vida” (II Cor. 2.16) e a multidão de fiéis clama, “Quem é ela que sobe do deserto como colunas de fumo, exalando aroma de especiarias aromáticas?” (Cant. 3.6). Por isso, como é claro para nós que, até ao tempo presente, a vossa alma foi ateada pelo fogo do amor divino, pelo que não precisais de nenhuma exortação para realizar um bom serviço, consideramos supérfluo um acréscimo de exortação ou com palavras de amparo tentar apoiar um espírito que já repousa na virtude divina.

"Regozijamos, minha filha, e exultamos no Senhor, pela vossa reputação honrada se ter espalhado de lés a lés, que muitas pessoas vos consideram “o odor da vida que conduz à vida” (II Cor. 2.16) e a multidão de fiéis clama, “Quem é ela que sobe do deserto como colunas de fumo, exalando aroma de especiarias aromáticas?” (Cant. 3.6)."


De qualquer modo, porque um fogo é aumentado com o fole e um cavalo veloz é impelido para mais velocidade pelas esporas, sentimo-nos incumbidos para vos lembrar que a palma da glória pertence não ao que começa, mas ao que termina a corrida, como diz o Senhor, “Ao que sair vencedor, dar-lhe-ei a comer da Árvore da Vida que está no Paraíso de Deus.” (APOC. 2.7). E, tende em conta, minha filha, que a antiga serpente, que levou à expulsão do primeiro homem para fora do Paraíso, anseia destruir (tal com Job) e, tendo consumido Judas, procura joeirar poder entre os apóstolos (Lucas 22.31). Além do mais, como sabeis, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos (Mateus 22.14), então levai-vos a vós próprios para esse pequeno número e persisti até fim no vosso santo chamamento, e instrui as irmãs ao vosso cuidado nos lavores da salvação, para que com elas, consigais com a ajuda do Senhor alcançar essa alegria “O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, o coração do homem não pressentiu.” (I Cor. 2.9).

Por fim, delegámos o assunto para o qual desejais consultar-nos ao nosso irmão Heinrich, arcebispo de Mainz. A tarefa dele será a de assegurar de que a Regra é estritamente observada naquele mosteiro confiado àquela irmã (a freira a quem vós entregastes) – se isso ou mandá-la de volta para a vossa supervisão. A transcrição da minha carta para ele dar-vos-á os detalhes.

 


 

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