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Os Hinos Órficos

Introdução

Os hinos órficos são um conjunto de composições poéticas pré-clássicas, atribuídas ao culto do herói Orpheus, provavelmente compostas por vários e diferentes poetas.

Consideradas reminiscências do Rig-Veda, os hinos órficos contêm um conjunto de pistas riquíssimas sobre a mitologia pré-histórica europeia, revelando, indistintamente, misticismo e liturgia.

Orfeu

( Orfeu rodeado de animais, Museu Cristão
Bizantino, Atenas)

 

O filósofo Marsílio Ficino, protótipo do homem do renascimento, publicou, por volta de 1462, uma tradução dos Hinos de Orfeu, directamente dos textos gregos.

Assinala-se, ainda, mais recentemente, a tradução do “Papiro de Gurob” (que instrui sobre rituais órficos) na obra Fragmentos Órficos, de Gabriela Guimarães Gazzinelli.

 

Contudo, a tradução dos hinos órficos mais reconhecida é a de Thomas Taylor, em inglês clássico. Taylor foi um neo-platónico que influenciou sucessivas gerações de ocultistas, inclusive do séc. XX, tal como Manly P. Hall. Traduziu directamente da língua grega os diversos hinos órficos da antiguidade, publicando, em 1792, a obra Hinos de Orfeu, que inclui uma dissertação sobre a vida e a teologia de Orfeu.

Não obstante, no séc. XVIII, já se encontrar em uso o inglês moderno-contemporâneo, Taylor utilizou, na tradução, vocábulos ingleses arcaicos, por um lado, porque o uso do inglês clássico pelos autores maiores era comum, - como por exemplo, em Shakespeare – e, por outro, porque provavelmente a natureza genuinamente poética dos textos com que se deparou assim o exigia, porquanto a fonética de tais versos clamava pela utilização de termos que respeitassem o ardor e a sublimação das palavras com que os “antigos” presentearam os deuses e, para sempre, a nossa cultura.

A tradução portuguesa apresentada; sendo fiel ao sentido retirado da tradução literal, emprega vocábulos e formas gramaticais que se lhes adequam e mantêm aquela natureza poética, uma vez que, como é óbvio para qualquer tradutor, em poesia, uma tradução literal da língua inglesa para a portuguesa não permitiria que os poemas órficos mantivessem a plenitude da sua expressão poética. Trata-se de uma tradução literária, semântica, em que se espera atingir o valor expressivo das palavras que os poetas dedicaram aos deuses e à Natureza.


Bibliografia:
Azuaga, Maria Luísa Fernandes, “Iniciação Prática ao Estudo do Inglês Antigo”, Edições Colibri, 2007.
Taylor, Thomas, (translater), “The Hymns of Orpheus”, first published 1792, republished by Forgotten Books, 2007.

 

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