Logo_NA_Verde_2013    
     
  a   a   a   a   a   a   a   a   a   a  
                             
 

Introdução ao “Sonho de Rāvaṇa: Um tratado místico da Índia”

Ler Parte I

Ler Parte II

Ler Parte III

Ler Parte IV

sonho de ravana
Comprar Livro



Quanto à onomástica e transliteração, urge explicitar que algumas designações foram alteradas do original inglês para a fórmula sânscrita correcta, outras foram mantidas, sendo as alterações mais dúbias referidas em nota. Esta situação deve-se a vários factores, como a não definição da correcta transliteração na época em que a obra foi editada, e o “inglesamento” de algumas palavras por parte do autor, situação que emendámos, de forma a tornar a presente obra mais acessível e uniformizada.

 

 

 

 


Para uma melhor compreensão e comparação com o Rāmāyaṇa e outras fontes citadas ao longo do SR, optámos nesta edição portuguesa por substituir os nomes utilizados pelo autor por aqueles mais próximos à onomástica original ou mais usual. Desta forma e a título de exemplo, Ravan foi substituído por Rāvaṇa, Laxuman por Lakṣmaṇa, e Hanumanta por Hanuman. A versão original reflecte na sua maioria uma etimologia própria do Sul da Índia, e em alguns casos essa origem foi mantida. Os nomes que nos são apresentados em inglês, como Floribel e Chrystalline, etc., foram igualmente mantidos.

De acordo com o IAST (International Alphabet of Sanskrit Transliteration), a correcta transliteração do alfabeto devanāgarī para as línguas ocidentais implica a adopção de um conjunto de novos caracteres, assim, para que se possa ler correctamente os sons do sânscrito na língua portuguesa, apresentam-se as seguintes regras:

As vogais que não apresentem o macron (ˉ) como a, u, e, o e ṛ, devem ler-se sempre breves e fechadas, sendo que os sons e e o nunca são abertos e lêem-se sempre ê e ô. As vogais cuja transliteração apresenta o macron: ā, ī, ū, e ṝ, devem ler-se abertas e longas, tal como os ditongos ai e au. Algumas consoantes devem ser lidas de forma expirada: kha, gha, cha, jha, ṭha, ḍha, tha, dha, pha e bha. Alguns sons alteram significativamente da sua leitura no português, como é o caso de ja e jha, que devem ler-se dja e djha respectivamente, e em “ligações” como jña, pode ler-se djnha ou gya. O pha não se lê fa mas sim pa expirado. O ca e o cha lêem-se tcha e não ca. Os signos ṛ e ṝ devem ler-se ri, como em Maria. Os sons ṅa, ña, ṇa, na e ma, são nasais e não marcam na palavra uma pausa na respiração. Os sons sibilantes śa e ṣa lêem-se cha, e sa lê-se sempre s, nunca tomando os seus valores de z e x como sucede no português. Os sons mais difíceis para os falantes de língua portuguesa serão os retroflexos: ṭa, ṭha, ḍa, ḍha, ṇa, ṣa e ra, onde a língua deve tocar a abóbada palatina. O signo anusvāra (ṃ) dá um carácter nasal à vogal sobre a qual actua e corresponde ao til (~) no português. O som do signo visarga (ḥ) é expirado, fazendo eco da sílaba anterior.


* * *



Resta-nos, neste vestíbulo do SR, um sincero agradecimento ao professor José Carlos Fernández, pela sua vontade em querer ver traduzida para o português tão admirável produção literária, pelo seu entendimento e paciente dedicação, essenciais para que o tradutor a levasse a bom porto. Agradecemos igualmente a Mara Nunes Fernandes as sugestões quanto à tradução e contextualização de algumas designações indianas, a Mauro Costa pelas considerações quanto à tradução de algumas expressões latinas, e ao professor Cleto Saldanha as sempre sábias sugestões e cuidadosa revisão.

 

Ricardo Louro Martins
Lisboa, Maio de 2014

 



Nota bibliográfica:


Edições
Anónimo, “The Dream of Ravan. A Mistery” I-III, DUM 42/2, Dublin, William Curry, Jun. & Co., 1853, pp. 475-490; 578-589; 673-682.
____ , “The Dream of Ravan. A Mistery” IV, DUM 43/1, Dublin, William Curry, Jun. & Co., 1854, pp. 456-474.
____ , The Dream of Ravan – A Mystery, London, The Theosophical Publishing Society, 1895.
____ , The Dream of Ravan: A Mystery, Mumbai, Theosophy Company, 1974.



 

curso_filosofia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
  Nova Acrópole  
  imagem  
  CURSO FILOSOFIA PRÁTICA
A Sabedoria Viva das Antigas Civilizações
 
   
  Vide Programa do Curso  
 

  ACTIVIDADES n.a. EM PORTUGAL  
 

a

 
  Aveiro  
  Braga  
  Coimbra  
  Lisboa  
  Oeiras-Cascais  
  Porto  
   
  Notícias  
     

  NOVA ACRÓPOLE INTERNACIONAL  

  Anuários  
  Resoluções da Assembleia Geral  
     
  Perguntas Frequentes  
   
     
  Nova Acrópole Internacional  
     

SITES N.A. EM PORTUGAL

Porto
Coimbra
Aveiro
Braga
 

  outros cursos  

   
  Arte de Falar em Público  
  Cursos de Matemática e
Geometria Sagradas
 
  Florais de Bach  
  Outros Cursos  
     

  REVISTA ACRÓPOLE  

   
     

  NOVIDADES EDITORIAIS  

  TÍTULOS PUBLICADOS  
   
 

 
© Nova Acrópole 2009 | Optimizado para monitor 1024X800 | Mapa do site | Webmaster