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O Mundo que Eu Gostaria de Ver

“Se queremos um mundo de paz e justiça, devemos colocar decididamente a inteligência e a Vontade ao serviço do Amor”

Antoine de Saint-Exupery

Existem velhas lendas de grandes e longínquos reinos, de épocas memoráveis. Uma dessas lendas- que intuímos tão real- é a lenda do Rei Artur que junto com a magia do grande Merlim de Britânia, a sabedoria dos celtas e a valentia e lealdade dos cavaleiros da mesa redonda, conseguiu construir uma fortaleza inexpugnável.

Os bárbaros –os primeiros saxões- não puderam avançar até essas terras protegidas pelo amor, a inteligência, a vontade  e a profunda união dos seus habitantes e dirigentes; e durante muitas décadas, esse amor e essa união permitiram manter a paz no reino.

Poderíamos pensar para nós mesmos que aqueles eram tempos mais afortunados. É possível, mas a verdadeira história demonstra-nos constantemente que esses formosos tempos, onde a luz reina sobre a obscuridade, surgiram sempre das cinzas de outros mundos caducos, desmoronados por baixo do seu próprio peso.

O que foi o Renascimento no velho Continente se não o ressurgir da luz de um novo tempo? E esta é a recordação que a memória necessita para poder continuar a acreditar na existência de mundos onde a imaginação e as ideias florescem, inspiradas pelo amor profundo que tantos seres humanos sentiram e sentirão pela humanidade.

Temos então a certeza de que estas épocas existiram e se desenvolveram sobre a face da Terra. Eras de paz e também de guerra, que florescem e depois murcham.

Sim, as flores e as folhas murcham, e assim a nossa sociedade vai-se desprendendo, uma a uma, das folhas secas que serão alimento para a terra. Este fertilizante preparará o espaço para albergar uma nova semente onde brotará a vida, o fogo da consciência. 

 

"De nós depende que a luz das nossas acções penetre o mundo que nos rodeia (...)"


Se fossemos capazes de escutar as vozes do passado, os sussurros do nosso coração remoto, ouviríamos a lenda ancestral que conta que no mundo existiram sempre o aço, o sangue do leão e milhões de fogos nos corações… Preparados para forjar a grande Excalibur! Essas pequenas e longínquas vozes da nossa consciência são capazes de trespassar as brumas do nosso velho mundo e deixar transluzir os tons suaves, cálidos e amáveis de um tempo novo. 

De nós depende que a luz das nossas acções penetre o mundo que nos rodeia; de nós depende ver o Sol mais brilhante, mais resplandecente; de nós depende nutrir as sementes do bem no ventre de um mundo novo, regenerado.

Não devemos deixar para amanhã as heroicidades que possamos realizar hoje. Neste mesmo instante sou capaz de decidir quem e como quero ser e em que mundo gostaria de viver; decido que mundo quero ver através das minhas pupilas; as cores e os matizes que quero perceber. Decido cunhar em mim os valores mais elevados que me permitam empunhar a nobre espada que será a minha aliada para vencer os meus medos e à qual entregarei toda a força para derrubar aqueles dragões interiores que me impedem de ver o mundo que gostaria de ver.

 

"É vital que nos foquemos desde já: O que é que é realmente importante na vida, na minha vida?"


Chegados a este ponto, abrir-se-á em nós a pura flor da vontade através do poder da imaginação e da magia que envolvem a vida. Chega de olhar apenas a superfície! Ou será que acreditamos que a Alma se importa com as modas ou com os acessórios de um grande palácio?

Chega de arranjar todos os motivos e desculpas possíveis para não nos dedicarmos às tarefas distintas do quotidiano ou daquelas que fazemos em benefício próprio. Pode-se e deve-se encontrar tempo para realizar acções com o coração, para desfrutar da brisa de uma noite de Verão, para apreciar música harmoniosa, para deixar-se agarrar pela poesia e por tantas acções que são simples mas que embelezam o mundo.

É vital que nos foquemos desde já: O que é que é realmente importante na vida, na minha vida?

Não posso ver nem aceitar num mundo melhor em que tudo seja fácil e no qual não faça falta o esforço. No entanto, posso ver um mundo –nem totalmente cinzento, nem rosa- de fraternidade, de amor verdadeiro, de amizades sólidas, sinceras e imperecedouras.

Posso imaginar um mundo em que trabalhemos para conseguir cumprir com o destino que os antigos Gregos chamaram “A Moira” (1): Aquilo que viveremos quando formos donos das nossas decisões, quando formos capazes de imaginar os altos estados aos quais o ser humano pode chegar, quando nos conquistarmos a nós próprios.


Roxana Cical

 

Notas:

(1) Destino



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