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Textos de Rituales elaborados por Fernando Pessoa (II)

 

P - De onde vens?
R - Não sei.
P - Onde vais?
R - Não me disseram (sei).
P - O que sabes?
R - O que esperei (Nada).
P - Que vês?
R - Sou cego.
P - Que vestes?
R - Estou nu.
P - Que tens?
R - Só a mim.
P - O que queres?
R - Ver a luz.
P - Que luz?
R - A que houver.
P - Qual é a que houver?
R - A que me for dada.
P - Se te a derem, como a verás?
R - Com meus olhos.
P - Se te a não derem, como a verás?
R - Com o meu coração.
P - Se te a nem derem nem não derem, como a verás?
R - Comigo [?]
P - Que tens ao pescoço?
R - O passado.
P - Que sentes sobre o peito?
R - O futuro.
P - Que tens que te a teus pés olha?
R - O presente.
P - Que sentes?
R - A treva, o frio, e o perigo.
P - Como os vencerás?
R - À treva pelo dia, ao frio pelo sol, ao perigo pela vida.
P - E como obterás o dia e o sol e a vida?
R - Não ficando cego, nem nu nem eu aqui sozinho.
P - Quem te criou?
R - Não sei.
P - Porque o não sabes?
R - Porque nasci.
P - Queres sabê-lo?
R - Sim, porque morrerei.
[Mestre do Átrio] - Basta que me digas sim.
O N[eófito] - Sim.
M[estre do] Á[trio] - A paz seja contigo.
Os nn. retomam as espadas. O SL toma na mão direita a esquerda do Neófito e […]
- Tenho [?].


********


P - Em que crês?
R - Sou cego.
P - Quem és?
R - Sou nu.
P - O que tens?
R - Só a mim.
P - Queres ser recebido nesta ordem para nela teres a luz?
R - Quero, se m’a mostrarem.
P - Q[ueres ser recebido nesta ordem] para dela teres a veste?
R - Quero, se m'a vestirem.
P -[Queres ser recebido nesta ordem] para nela teres guarida?
R - Quero, se ela me for dada.
P - Companheiros do Átrio, o neófito é cego, nu e pobre.
R1 - Dê-se-lhe a luz, porque sabe que é cego.
R2 - Dê-se-lhe a veste, pois que sabe que é nu.
R3 - Dê-se-lhe guarida, pois que sabe que é pobre.
R4 - Dê-se-[lhe] tudo porque sabe que é nada.
P - Porque disseste que eras cego, se não eras cego?
R - Sou cego para depois ver.
P - Porque pensaste que eras nu, senão estás nu?
R - Porque estou nu para ser vestido.
P - Porque disseste que eras pobre (...)
(Mão sobre o coração)
Juro pela minha alma e vida e por tudo quanto, embora eu o não saiba, contenham ou possam vir a conter, que não desvendarei nenhum segredo d'esta ordem, e que o não farei por palavra dita ou palavra escrita, por palavra directa ou translata, nem o dizendo, nem o indicando, nem o fazendo presumir.


****


P - Quem chega, Mestre do Átrio?
R - Um neófito, Mestre do Claustro.
P - Como vem?
R - Vem cego, nu e pobre.
P - Que quer?
R - A luz, o calor e a vida.
P - Se é cego, como poderá ver-nos?
R - Verei eu por ele, Mestre do Claustro, até que ele veja a luz.
P - Se é nu, como poderá estar connosco?
R - Estarei eu por ele, Mestre do Claustro, até que ele tenha calor.
P - Se é pobre, como poderá pagar-nos?
R - Pagarei eu por ele, Mestre do Claustro, até que ele tenha vida.
P - Como vereis vós por ele, Mestre do Átrio?
R - Vendo e amando-o.
P - Como vestireis vós por ele, M[estre] do Átrio?
R - Vestindo (...)
P - Como pagareis vós por ele, M[estre] do Átrio?
R - Falando eu.

 


 

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