No dia 26 de novembro, a Nova Acrópole de Lisboa, juntou-se à comemoração do 100.º Aniversário da Teoria da Relatividade com a apresentação de duas comunicações. A primeira comunicação ficou a cargo de José Carlos Fernández, escritor e Director da Nova Acrópole de Portugal e cingiu-se ao tema “Einstein e a Teoria da Luz Cansada”. A explanação iniciou-se com as diversas qualidades da luz, a sua relação com as cores, a explicação de alguns conceitos científicos necessários para a compreensão desta teoria mas também sobre os conceitos ancestrais de luz e as suas qualidades numa abordagem mais filosófica.

Edwin Hubble observou que a cor do espectro das galáxias mais distantes tinha um desvio para o vermelho. Interpretou este fenómeno como sendo o resultado do universo estar em expansão. Anteriormente, Fritz Zwicky, já havia interpretado este desvio para o vermelho como sendo uma perda de energia que a luz sofreria ao viajar pelo espaço. Esta proposta ficou conhecida como a “Teoria da Luz Cansada”. Nos tempos mais recentes esta teoria foi deixada de parte, no entanto, continua a ser considerada uma forte alternativa à teoria vigente do universo em expansão. O senhor professor José Carlos Fernández terminou referindo que é necessário pensar para além da ciência ”oficial”, devemos ter uma mente aberta porque uma mente petrificada acaba por petrificar a alma.

A segunda comunicação ficou a cargo de José Patrão, Engenheiro Civil e responsável da Associação Shotokai de Portugal que abordou o tema “A Luz como Pele dess’outro Universo”. O orador iniciou o tema pela bolha, esta singularidade, que se forma na água em ebulição referindo que esta bolha tem uma casca/pele que delimita o vazio que não é realmente apenas vazio. Durante toda a exposição foi explorado o tema da pele da complexidade, seletividade e capacidade de deformação sem que perca a sua integridade. Realçou-se o facto de que a pele existe tanto no macro como no microcosmos com a particularidade de que onde existe uma 1ª pele existir sempre uma segunda pele. Foram também abordadas algumas das teorias que surgiram nos anos 60. Uma destas teorias referia que no nosso universo existiriam 12 tipos de partículas que se separam em duas categorias a categoria das partículas leves e a das pesadas e que os fotões não encaixam em nenhuma destas categorias. Falando da Teoria dos Invariantes de Einstein mais conhecida como a Teoria da Relatividade foi realçado o facto de a velocidade da luz ser uma constante o que implica que a matéria e a energia são Intercambiáveis (esta é uma das principais inovações desta teoria e a que trás mais alterações aos paradigmas) ficando implícito que a luz não é matéria nem energia.

Resumindo, de tudo o foi referido anteriormente, relativamente á pele, ao fotão, à luz e às suas características de imutabilidade, de não matéria e não energia podemos extrapolar que a luz não é deste universo que só é visível até onde ela chega e podemos falar da pele do universo. Termino este curto resumo da segunda comunicação com uma das citações preferida do orador – “ As coisas são o que são mas é pelo não ser que elas são uteis.”- Lao Tsé. Concluindo, esta foi uma excelente forma de brindar aos 100 anos da (afinal) Teoria dos Invariantes de Einstein.

Equipa de Redacção da Nova Acrópole