Com o objetivo de comemorar o Dia Mundial da Filosofia 2018, com o apoio da UNESCO e do Município de Braga, a Nova Acrópole, através dos seus centros de Famalicão e Braga, organizaram um Colóquio com o tema Filosofia e Voluntariado. Este colóquio, decorrido na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, abordou distintas vertentes de voluntariado que a Nova Acrópole promove em todo o mundo, designadamente o voluntariado cultural, social e ambiental. O ponto de partida para esta reflexão é sempre a Filosofia, entendida como a procura da sabedoria para nos fazer seres humanos melhores e mais conscientes. O Diretor da Nova Acrópole em Portugal, José Carlos Fernández, começou a sua intervenção afirmando que voluntariado é um conceito novo que permite organizar e canalizar as ações de generosidade e altruísmo das pessoas. No entanto, desde sempre o ser humano teve essa prática, essa genuína busca de contribuir para o seu entorno não procurando recompensa ou reconhecimento pelas suas ações. O voluntariado, ou aquela ação que tem como finalidade primeira produzir o bem, em vez de um benefício pessoal (apesar de este também estar presente), é aquilo que realmente nos pode fazer entrar numa corrente de harmonia com a vida e de sentido da existência. Isabel Areias orientou a sua comunicação pela vertente do voluntariado cultural. Afirmou que é dentro de nós, na nossa consciência, que começa a verdadeira transformação da sociedade. Se queremos uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais benéfica para todos, devemos começar por exercitar dentro de nós os valores que permitem ações mais generosas para com todos. Assim, é através da educação, da consciencialização e do conhecimento que vamos conformando uma cultura apoiada naqueles valores, e uma melhor sociedade advirá naturalmente como consequência. Severina Gonçalves, por seu lado, abordou o voluntariado social como uma atenção constante às necessidades e sofrimentos dos outros seres humanos, para cuja ajuda devemos encaminhar as nossas ações de forma inteligente. O que se pretende em todos os casos é que o ser humano desenvolva por si próprio as capacidades e as ferramentas que lhe permitam viver bem consigo próprio e com aqueles que o rodeiam. A busca de um sentido para existência é um fator fundamental para se integrar melhor os sofrimentos e as dificuldades da nossa vida. Por último, Paulo Loução, abordando o voluntariado ambiental, apoiou a sua comunicação num texto de Jorge Angel Livraga, fundador da Nova Acrópole, que afirma que um retorno à natureza, a uma conexão mais profunda e consciente com a sua harmonia, é um passo imprescindível para a cura e regeneração interior do ser humano. De algum modo, se o planeta sobre um desequilíbrio por causas humanas, será porque esse desequilíbrio existe primeiro dentro do ser humano, e portanto a solução também está aí. A união de esforços, mão na mão, coração no coração, é o caminho para que a humanidade e a natureza possam viver em harmonia.