A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva acolheu o Colóquio – Saúde e Filosofia, organizado pela Nova Acrópole no dia 21 de Outubro de 2017.

A gravação do Colóquio pode ser visualisada na seguinte ligação.

Os oradores salientaram que a mudança de paradigma atual, em direção a um visão integral do ser humano no momento de curar, manter e restabelecer a saúde, é também uma recuperação de uma visão muito antiga do ser humano.

Nos últimos séculos o ser humano tem sido concebido como uma máquina mais ou menos perfeita. A doença, segundo esta visão, é um defeito mecânico relativamente independente do estado psíquico e mental do paciente. A terapia, neste tipo de medicina, é apenas uma reparação da máquina, e os médicos não são filósofos, artistas nem sacerdotes como na medicina antiga.

Platão afirmava que não se pode curar o corpo sem conhecer a alma; e ainda mais, afirmava que não se pode curar um corpo sem ter consciência da natureza do todo. Para os antigos gregos, a alma é a vida do corpo. Sendo assim, o exercício da medicina consistiria na arte e na ciência de fazer que a alma – a vida do corpo – assuma o seu próprio ritmo dentro da sua própria totalidade.

A ideia do homem que recolhemos deste Colóquio, tanto desde o ponto de vista da Filosofia como da Medicina, é a do homem integral. Para expressá-lo de outro modo, é impossível buscar a saúde humana se somente se considera que as doenças se referem ao corpo.

Colóquio organizado com o apoio do Município de Braga e da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.