Decorreu no passado dia 30 de junho de 2022 na sede da Nova Acrópole Oeiras-Cascais, a conferência intitulada “O Alquimista”, que teve como base a obra homónima de Jorge Ángel Livraga, filósofo ímpar do séc XX.
Somos levados a mergulhar no séc XVI e acompanhamos o percurso de um jovem químico, Pablo Simon, em busca de conhecimento, numa época onde a Inquisição tem uma forte presença.
O eixo central da obra é-nos então apresentado como a busca por um conhecimento que aparentemente não está disponível, mas que na verdade poderá estar ao nosso alcance. Um possível caminho para o alcançar seria estarmos mais atentos.
Para ajudar a compreender essa busca, são apresentadas as diferentes camadas que abstraem o centro do conhecimento, a Verdade. Como a interpretação de textos sagrados se encontra no auge da interpretação literal e da implementação cega o jovem químico terá de fazer um longo percurso para poder levantar o véu do que está oculto.
Surge então a questão, o que é a Alquimia? Será que estamos a interpretar bem o significado da Pedra Filosofal? Que concede vida eterna e transforma materiais menos nobres em ouro? Somos então convidados ver o significado destes elementos mais como qualidades humanas e não materiais.
A figura de Hipátia surge de forma indireta na vida de Pablo. Ele acaba por conhecer uma jovem que tem esse nome, como nome de código. Porém esta personagem é um convite e dá o mote para investigar esta personalidade transformadora que foi a matemática Hipátia que infelizmente foi morta pelas ideias rígidas e literais, resultantes do fanatismo religioso.
Por outro lado, conhece a figura de Giordano Bruno, grande poeta, cientista e filósofo do séc XVI, que será fundamental no caminho do jovem químico, em diferentes momentos e diferentes lugares.
Finalmente, acompanhamos o alquimista e Giordano Bruno, até ao Egipto onde vão encontrar o culto a Ísis, Deusa Mãe. O significado deste encontro fica por desvendar a quem se aventurar a ler a história d’O Alquimista.