Aconteceu na Biblioteca Municipal de S. Lázaro, no dia 12 de outubro, mais uma conferência do Ciclo Oficina de Clássicos, sob o tema “Ética a Nicómaco” de Aristóteles.

O orador, José Carlos Fernández, começou por fazer uma breve referência à bibliografia de Aristóteles.

Referiu-se à escola de filosofia como um ser vivo – é o filósofo através das suas práticas e vivências que lhe dá vida. A escola de Aristóteles ficava no bosque e ele ensinava caminhando. As tardes, na escola, estavam dedicadas às conferências sobre vários temas. Uma parte era gratuita e de acesso livre. Os temas mais metafísicos eram mais internos. Havia uma espécie de irmandade entre aqueles que se formavam na sua escola.

Fez-se referência a Alexandre Magno, como sendo um dos vários reis, que Aristóteles ensinou.

Ao falar da importância que Aristóteles deu à Retórica afirmou que este revelou mistérios, mas só as pessoas que tinham o conhecimento para tal se apercebiam, pois, para os outros os mistérios continuavam ocultos.

Aristóteles estudou tudo sobre todos os temas, e é lógico e formal na sua abordagem.

“Ética a Nicómaco” é a principal obra de Aristóteles sobre Ética, é composta por 10 livros, sobre os temas: o bem, a virtude, amizade, justiça, prazer e felicidade.

Para Aristóteles todos procuram o bem e este bem está diretamente ligado à felicidade. A felicidade é o fim último, está ligada à contemplação, mas ao mesmo tempo é um caminho.

Leram-se e falou-se sobre algumas máximas, ficam algumas ideias:

“A ideia de que a politica tem que procurar a felicidade das pessoas”

“A harmonia é a única que pode produzir felicidade”

“A politica é a principal ciência, pois é a ciência dos príncipes”

“Ética é o prólogo à politica”

“A prudência é a rainha das virtudes”

“O bem é uma ação não um estado”

“O bem humano é a ação da alma”

Terminou-se com a ideia de que o mundo da alma é o mundo dos discursos, é o mundo da filosofia.