No passado dia 22 de fevereiro integrada no Ciclo de Psicologia Natural ocorreu a Conferência “Os Estados Mentais (Shen) e a harmonia global do ser humano”, no espaço da sede da Nova Acrópole de Lisboa presidida por José Ramos, Médico de Medicina Tradicional Chinesa e Diretor na Nova Acrópole em Coimbra e Viseu.

A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) vê a conceção do ser humano como um todo, estando presente a noção de unidade. Possui uma visão ampla e uma perspetiva integral do ser humano, baseando-se num carácter funcional e energética. Enquanto a medicina ocidental tem uma abordagem orgânica e funcional.

Assim para a MTC toda a vida expressa-se de uma forma dual, a dualidade Yin e Yang que estão em interação, sendo ambas duas expressões da realidade. Nada é estático, tudo está em mudança.

O conceito de Qi no Ocidente traduzido por energia é aquele que está para além da forma física e forma energética. Sendo que a energia é uma e pode estar em 5 estados vibratórios: o elemento Madeira refere-se à energia expansiva (expansão e crescimento); Fogo ( de elevação, procura a verticalidade); Terra que representa a ciclidade das coisas como local de transformação solidez e confiança; Metal que representa a coesão, resistência, êxito e perseverança e por fim o elemento Água, movimento energético relacionado com sensibilidade emocional e que penetra em profundidade. Estes 5 Movimentos estão na própria conceção do ser humano e foi focada a sua correspondência com o mundo ocidental.

Associado a cada elemento Madeira, Fogo, Metal, Terra e Água foram abordados os órgãos e vísceras do corpo físico implicados e os respectivos temperamentos associados e as suas características em estado de equilíbrio e de desequilíbrio (yin e yang oscilando em dois extremos de excesso).

Conceitos ainda como as 5 entidades viscerais ou 5 Almas – Shen, Yi; Po; Zhi e Hun foram apresentados.

Os 5 elementos estabelecem relação entre eles, estabelecendo uma relação entre as emoções. Ao longo desta conferência foi mencionado como estabelecer o ponto de Equilíbrio. Terminou com o provérbio chines que diz: “ Se houver um general forte não haverá soldados fracos.”