Durante o mês de Agosto, a Nova Acrópole de Lisboa realizou as suas tradicionais actividades de Verão com uma série de aulas abertas reunidas num ciclo intitulado “Conversas no Jardim”. Estas aulas-tertúlia estiveram a cargo de formadores voluntários da Nova Acrópole que, a cada quarta-feira, desenvolveram temas filosóficos tais como “O caminho da verdadeira liberdade”, por Emília Ribeiro.

“As 7 leis eternas da Natureza”, a cargo do Professor José Carlos Fernández.

O Professor iniciou este tema promovendo a observação de como a Natureza nos mostra que em tudo há um sentido e como ao observar os seus ritmos naturais e as leis existentes podemos ver um caminho, um dever ser.

A conversa seguiu-se tendo como base principal o livro do Kybalion e as 7 leis da natureza que estão sempre presentes no nosso cosmos.

Os princípios ou lei abordados foram os seguintes:

– Princípio da Unidade;
– Princípio da Iluminação;
– Princípio da Diferenciação;
– Princípio da Harmonização;
– Princípio da Organização;
– Princípio da Actividade ou Movimento;
– Princípio da Periodicidade.

“O valor da palavra”, por Carla César.

Uma reflexão sobre a importância que a palavra tem e a forma como a utilizamos nos tempos actuais.

Seguidamente Carla apontou os 3 tipos de erros mais comuns e depois pois na busca de soluções para estes erros levou todos os presentes a uma incursão pelas antigas civilizações, onde deixou alguns dos ensinamentos de vários Filósofos sobre a melhor forma de se utilizar a palavra.

A aula aberta terminou com uma tertúlia entre todos os participantes que comentaram as máximas de Buddha sobre a Palavra.

Deixamos aqui um dos ensinamentos abordados, sem dúvida inpirador:

“Vence a raiva sem raiva. Vence o mal com o bem. Que ele vença a ganância com a generosidade e a mentira com a verdade” – Buddha

“A bondade, sol da alma humana”, por Cleto Saldanha.

O início da atividade pautou-se por umas palavras sobre a Bondade como uma expressão natural do ser humano, de acordo com várias filosofias clássicas. Para Platão e Plotino, por exemplo, a Bondade era considerada a cúspide de todas as virtudes.

Seguiu-se uma tertúlia entre todos os participantes que acompanhados pelas máximas de vários Filósofos e escritores guiaram a inspiração de todos por uma das mais belas virtudes humanas.

Deixamos um dos ensinamentos comentados pelos participantes:

“A Bondade é o sol da alma humana e a expressão mais pura da sua vontade e força interior.” – José Carlos Fernández, escritor e director da Nova Acrópole de Portugal.

“A honestidade, autêntica beleza”, por Carmen Morales.

A oradora falou sobre esta virtude como um Grande Bem a alcançar por todos nós, tal como é expresso por muitos dos ensinamentos da antiguidade.

Mas para além da honestidade em si mesma, ou seja haver uma concordância entre as intenções, pensamentos, palavras e ações, é também importante que a finalidade seja boa, pois os fins não justificam os meios.

Assim para o ser humano e melhor que este pode fazer é tentar viver a vida de forma honesta pois essa é a autentica beleza.

Deixamos uma frase inspiradora sobre a honestidade:

“Se o desonesto soubesse a vantagem de ser honesto, ele seria honesto ao menos por desonestidade”  – Sócrates

 

Um centenar de pessoas participou nestas actividades durante o período estival o que mostra um grande interesse pela filosofia, mesmo nas férias. Muito obrigado a todos pela participação!

 

Equipa de redação da NA