DIA MUNDIAL DA FILOSOFIA: OS GRANDES MESTRES DA FILOSOFIA NO ANTIGO EGITO

Nova Acrópole Lisboa

17 Novembro 2022 | 19:30 - 21:30

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Por José Carlos Fernández – Diretor Nacional da Nova Acrópole em Portugal

Depois da Idade Média, após a queda do Império Romano, a nossa cultura ocidental forjou o mito de que a verdadeira filosofia haveria nascido na Grécia, do mesmo modo que já existia o mito de que a única religião que poderia redimir o ser humano era o Cristianismo católico.

Este primeiro mito, por desgraça, ainda continua, sem ter em conta por exemplo, as escolas de filosofia da Índia antiga, prévias ainda, a Tales de Mileto e aos outros pré-socráticos. De outras civilizações, simplesmente não sabemos como faziam filosofia, pois não nos restam diálogos racionais ao modo dos de Platão, ou simplesmente porque o que dizem nos é tão incompreensível sem um guia que nos conduza entre os seus símbolos e conceitos, que nos negamos a dar-lhe o nome de filosofia.

E ainda que não tenhamos registo é lógico, e quase necessário, dado o traçado das suas cidades, que as culturas do Vale do Indo faziam filosofia, e a fariam os mesmos que desenharam as perfeitíssimas pinturas de Altamira simulando o céu estrelado, há 40 000 anos. Teriam os seus próprios mitos, como nós mesmos, mas também o seu exercício racional de busca da verdade que chamamos filosofia.

E possivelmente estes bisontes, ou os petróglifos, ou a geometria de aritmética simples dos dólmens, são a expressão de uma filosofia profunda a que já não podemos ter acesso senão por analogia. Do mesmo modo, os egípcios praticavam filosofia dois mil e quinhentos anos antes da atribuída aos gregos. E neste caso, usavam um termo específico nos seus tratados, que é “sebait”, “sabedoria”, e que desenhavam com o hieróglifo da estrela e da porta. E sabemos os nomes dos seus sábios, para eles tão importantes como para nós Platão ou Aristóteles. Do mais distinto e antigo de todos, Imhotep, vizir do faraó Djeser e depois divinizado como Asclépios, carecemos de algum texto, mas sim, de Ptahotep, Kagemni, Amenenhat, Ani, Merikara, Oncheshonky, etc., que os escribas estudavam com gosto.

Os textos de um deles, Amenemope, foram praticamente copiados pelos Provérbios bíblicos, por exemplo, quando diz:

“Presta as duas orelhas e escuta o que se diz; Dispõe o teu coração para compreendê-lo. É útil metê-lo no teu coração. É uma carência para quem o ignora. Fá-lo repousar no cofre do teu corpo, Para que te sirva de limite no coração. Se houver uma tempestade de palavras, Isso serve de âncora na tua língua” (III,9-16)

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