No passado dia 22 de Março, em pleno período equinocial, teve lugar no magnífico espaço do Palácio dos Aciprestes, a «Festa do Equinócio – O Poder da Primavera», organizada pela Nova Acrópole Oeiras-Cascais em parceria com a Fundação Marquês de Pombal, contando com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras.
Ao som do Danúbio Azul, a «Primavera» surpreendeu os presentes no Salão Nobre Luís Vieira-Baptista, narrando um belo texto da filósofa Delia Steinberg Guzmán. Citamos um pequeno excerto.

«Uma vozinha interior escondida diz-nos que a Primavera não é só uma das estações do ano, um momento de muitos, mas também que o reverdejar da natureza é uma mensagem, uma linguagem que nos quer transmitir algo, ainda que não saibamos o quê.»

Seguiu-se uma comunicação por Paulo Loução, Director da Nova Acrópole Oeiras-Cascais, sobre a Natureza e os seus ritmos, de como os seus ciclos se podem harmonizar com os movimentos da alma humana. No Outono e Inverno, períodos mais introspectivos, caem folhas antigas e lançam-se novas sementes à terra, época de trabalho interior que desponta na Primavera com a sua magia de renovação, e se expande no Verão. Finalizou pedindo a Francisco Guerreiro da Silva, o mais novo estudante do Curso de Filosofia Prática da Nova Acrópole, que lesse um inspirado texto de Cecília Meireles, que citamos uma pequena parte:

«(…) os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.»

Seguiu-se a poesia com uma série de haikus nipónicos e um conjunto de textos lusófonos relativos a este especial momento do ano, recitados por membros da Nova Acrópole. Lucília Baptista narrou de forma inspirada o conto, «A maior flor do mundo» de José Saramago e o grupo de artes Orpheu da Nova Acrópole brindou a plateia com a dança das Musas, a arte e a beleza iam invadindo o Palácio dos Aciprestes.
E já antes Tania Braukamper tinha interpretado ao piano a sua composição «Primavera», criada expressamente para este momento, outro momento sublime.
Mas Dioniso estava à espreita e eis que chegou a sua hora. Rafael Pereira apresentou o músico e musicólogo Joaquim Pinto Gonçalves em dueto com o seu filho Diogo Gonçalves. Trouxe dezenas de instrumentos de percussão que distribuiu pelos presentes que aceitaram o desafio de fazer o acompanhamento das músicas. Foi a euforia total, o deus do entusiasmo marcou a presença.
Antes do cocktail da Primavera ainda houve tempo para António Ribeiro cantar um fado de Coimbra acompanhado por Joaquim Pinto Gonçalves.
Uma festa muito especial, Feliz Primavera para todos!

NAOC

Veja aqui todas as fotografias