A Nova Acrópole de Braga celebrou mais um Dia Mundial da Filosofia, no dia 17 de novembro. Aconteceu na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, pelas 19:30 e foi dinamizado por membros e voluntários da escola.

Teve a forma de colóquio a cargo de três oradores, que abordaram temas filosóficos vertidos para a poesia.
Estes três momentos foram intercalados com a atuação do grupo Calíope que emprestou as suas vozes e deu corpo aos poemas de Rumi e Tagore.

Henrique Cachetas guiou-nos magicamente através do tempo, até ao início do Séc. XX e apresentou-nos Tagore. Pensador visionário e poeta, contemporâneo de Ghandi, mas com uma mundividência muito distinta da sua, deixou-nos uma obra valiosíssima. Recebeu o prémio Nobel da Literatura em 1913. Embora este prémio tivesse trazido maior visibilidade à sua obra, não deixou de ser certamente, apenas um apontamento na grandeza de como pensou e viveu.

Sara Saiago, por sua vez, “tirou-nos os pés do chão” e elevou-nos, ainda que por instantes, ao falar-nos dessa inquietude espiritual que nos interpela e nos impele a sair da horizontalidade em que vivemos grande parte dos nossos dias. Fê-lo através da sublime poesia de Rumi.

Por fim, Sofia Sarmento. “En-cantou-nos” ao partilhar connosco o seu olhar aplicado à poesia através de uma lente musical. De forma magistral, e tendo como base os poemas Infante de Fernando Pessoa e Ser Poeta de Florbela Espanca, mostrou-nos que as diversas formas de arte se interpenetram e se complementam.

Chegamos um pouco alvoroçados com o ritmo imposto por um dia de trabalho, as dificuldades da chuva e do trânsito, mas depois deste encontro filosófico retirámo-nos mais leves, sorridentes e até um pouco mais verticalizados.