Descrição

Se mergulharmos até ao fundo do nosso conhecimento do passado, encontramos sempre o Homem com um assombro filosófico natural sobre a natureza do seu entorno e sobre si próprio. (…) A perceção desta metafísica carência inspirou um livro escrito com poesia e simplicidade, “Os Jogos de Maya”, que prefaciamos.

Por ser a autora minha discípula nos caminhos da filosofia, não me cabe a mim exercer uma corrente laudatória que, de coração, nasce desde o fundo da alma, pois é muito difícil dizer coisas tão profundas como o fez Delia S. Guzmán, com palavras tão claras e acessíveis. Mais do que palavras, ela escreveu degraus, que o leitor usará de uma forma amena e que o conduzirão, como numa ronda infantil, à alegria de não sentir a vida nem a Natureza como inimigos, mas como aliados que Deus colocou no nosso caminho para despertar as nossas consciências.

A pluralidade dos temas abordados é atravessada por um sentido de unidade, o que dá vitalidade ao conjunto dos capítulos. Mas o tom otimista nunca se perde e, no grande tabuleiro de xadrez da realidade, as peças em movimento deslizam, às vezes aqui, às vezes ali, no grande jogo de Maya, onde o importante não é quem ganha, mas sim jogar. Para sentir-se vivo e recolher experiência.

“Os Jogos de Maya” é, em suma, um pequeno livro, conciso quanto ao núcleo do seu conteúdo filosófico, mas extremamente leve e de fácil assimilação.

Com ele, o leitor aprende a “brincar à vida” sem esforço doloroso e a fazer naturalmente as perguntas mais fundamentais que, como já mencionámos, sobem ao céu como o fumo dos velhos queimadores de incenso; como uma oração milenar repetida por novos lábios, justamente quando o mundo mais precisa de fé, simplicidade e alegria saudável de viver.

Prof. Jorge Ángel Livraga Rizzi
in Prefácio