No seguimento da realização do 1º Festival da Terra, a Nova Acrópole, em parceria com a Oeiras Viva, organizou um Sábado Ecológico, 30 de Junho, no espaço encantador dos jardins e Palácio Flor da Murta, em Paço d’Arcos. Actividade que também contou com o apoio do Instituto Internacional Hermes e da Câmara Municipal de Oeiras. O luminoso amanhecer foi bem propício à aula de Chi Kung, ministrada por Vítor Pinto – acupunctor e professor de Chi Kung – junto ao lago que emanava tranquilidade. Seguiu-se a ecopoesia, uma caminhada poética pelos jardins pelo grupo de artes «Orpheu», coordenado por Severina Gonçalves, ecoava o verbo panteísta de grandes poetas lusitanos e universais. No espaço, também ao ar livre, em frentes às arcadas do Palácio, tiveram lugar dois workshops, um dedicado às virtudes das plantas medicinais, por António Balcão Vicente, especialista em farmacopeia tradicional, e outro versado sobre o tema «como criar um jardim», por Vítor Guerreiro da Silva, arquitecto paisagista. Pela tarde, a sala D. Luísa Clara de Portugal foi palco do Colóquio «Deep ecology e novas visões da ciência», aberto com a conferência por Miguel Ribeiro, médico e autor do livro «Universo Programado», subordinada ao tema, «Para além de Darwin – A hipótese do programa». Seguiu-se as comunicações «Tradição portuguesa, panteísmo e ciência pós-materialista», por Paulo Loução, director da Nova Acrópole Oeiras-Cascais; «A consciência no mundo vegetal» por Vítor Guerreiro da Silva, doutor em ciências do ambiente; e, «A prática da dignidade como via ecológica» por Antony Capitão, formador da Nova Acrópole. No intervalo os participantes no Colóquio puderam desfrutar e conviver junto à impressionante amoreira do Pátio do Palácio. A segunda parte do Colóquio iniciou-se com o debate sobre o «Manifesto internacional por uma ciência pós-materialista», comentado por Paulo Loução, Sergio Maraschin, geólogo e membro do Schumacher College, Carlos Paiva Neves, engenheiro e professor jubilado do ensino superior. Seguiu-se a comunicação, «Nossa vocação natural, sermos mais humanos» por Manuel Ruiz, doutor em biologia, professor na Universidade de Jaén e presidente do Instituto Internacional Hermes em Espanha. José Carlos Fernández, escritor, investigador e director nacional da Nova Acrópole, proferiu a conferência de encerramento, «O pan-psiquismo na ciência actual – a consciência na Natureza» Um sábado muito inspirador, passado em pleno contacto harmónico com a Natureza, que também somos nós. Um especial agradecimento a todos os oradores e formadores, e também à Oeiras Viva, nomeadamente na pessoa da directora Isabel Rabaça. Muito obrigado! :)

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