Aconteceu no dia 13, sexta-feira, na sede da Nova Acrópole, em Lisboa, a conferência sobre o “Simbolismo do Natal e o Solstício de Inverno”. Com a casa cheia a conferencista, Mª Angeles Castro, licenciada em Química e formadora da Nova Acrópole, fez uma comparação entre as celebrações, e respetivos símbolos, feitas em dezembro pelas diversas religiões e tradições.

Começou por falar no nascimento de Jesus festejado a 25 de dezembro, na religião católica. Contou o sonho do imperador Constantino, onde teve uma revelação que atribuiu ao Deus cristão e lhe deu a vitória na batalha da Ponte Mílvia, o que o fez apoiar fortemente a religião cristã e legalizar a Igreja Romana.

Antes da adesão ao cristianismo, o império Romano, festejava o culto do Sol Invicto. Sol Invicto significa o renascimento do sol depois da sua morte. Era também um título religioso que foi aplicado a três divindades distintas durante o Império Romano tardio. Mais tarde, o título invicto foi aplicado a Mitra e também aparece aplicado a Marte.

Comparou o facto de o sol ressuscitar ao 3º dia com a trindade existente nas várias religiões.

Citou Helena P. Blavatsky ao dizer: “Não há Religião superior à Verdade-Sabedoria”.

Falou ainda dos cultos escandinavos, do Deus Freyer, do Deus Balder, da Árvore do Natal, do Azevinho, do Galo e de todo o simbolismo que os rodeia.

Também referiu a tradição Asteca e a Inca. Falou na Guerra Florida (que representa a luta da alma para se elevar) e dos três níveis de voo do Colibri.

Referiu-se ao Solstício de Inverno como sendo a Porta dos Deuses, tempo propicio ao contacto com o mundo espiritual). Falou do Deus Janus, como Deus (romano) das Portas, de Saturno e das Saturnálias, de Hórus, de Apolo, de Kronos, Deus (grego) do tempo, pois é o tempo que nos faz crescer, é fonte de experiência e aprendizagem.

Falou-se ainda do simbolismo da honra, da coragem e da beleza que Arjuna encarna nodo Bagavad Gita.

Citou Platão ao dizer: “somos Deuses e temo-lo esquecido” e terminou referindo-se à sabedoria do invisível.